Super 8
11.08.2011
Rod Carvalho

Imagine um roteiro de um filme feito por um cineasta nerd cinéfilo inspirado em um dos grandes diretores geeks de todos os tempos. Agora, imagine que, na hora de produzi-lo, ele consegue como aliado o próprio como produtor. Assim nasce Super 8 (Super 8), o tão aguardado longa de ficção de J.J Abrams e Steven Spielberg.

Com doses cavalares de testosterona infantil, a dupla não perdeu tempo criando algo que surpreendesse o público e simplesmente se apoderou de três clichês básicos do gênero em questão - grupo de crianças entrando na puberdade, questões familiares e monstros – e mandaram ver.

Referências de obras dirigidas e produzidas por Spielberg como E.T., Goonies, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Guerra dos Mundos são tão óbvias que na maioria das vezes a suposta homenagem fica sem graça. Digamos, exagerada.

A história, ambientada na década de 70 em Ohio, começa com um grupo de muleques inventando de filmar uma história de zumbis com uma câmera super 8 pelos arredores da pequena cidade onde moram – bela homenagem ao mestre George Romero -. Numa noite, escolhem uma estação de trem para registrarem uma cena quando, no meio dela, testemunham um grave acidente com um trem e um carro que acaba libertando uma criatura que estava em um dos vagões mantidos sob a guarda do exercito.

Bom, até o fim da sinopse acima o longa tinha tudo para alçar vôo, mas ficou apenas a ver navios. Parece que a empolgação foi tanta que J.J e Steven acharam que já tinham nos fisgado em cheio. Só esqueceram que o cinema não vive de intenções. Não foi a toa que sua estréia nos EUA foi ótima - claro, devido a mega operação de marketing -, só que depois a bilheteria foi decrescendo vertiginosamente.

Assim sendo, se você for fã de produtos reciclados a exaustão, a diversão é garantida.

Nota:

 

Crítica por: Rod Carvalho