Superman O Retorno finalmente estreia nos cinemas. A produção, de 250 milhões de dólares, quase não saiu do papel, tanto que por dez anos passou pelas mãos de vários diretores e teve astros como Nicolas Cage e Brendan Fraser cotados para interpretar o super-herói. Finalmente, o filme ganhou as telas sob o comando de Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros X-Men, que optou pela escolha de um ator estreante (Brandon Routh). Talentoso como sempre, Singer entrega um filme eficiente, embora longo - são 2h34 min. As cenas de ação e os superpoderes são convincentes, o roteiro não perde o pique e ainda há espaço para uma paixão proibida motivos de sobra para que o filme venha fazendo bonito na bilheteria norte-americana. Ao contrário de Batman Begins, onde a história do homem-morcego foi reiniciada do zero, esta fita realmente é uma seqüência, com os fatos se encaixando logo após os eventos de Superman 2 (dirigido em 1980 por Richard Donner filme este que deu espaço para outras duas seqüências, com as tramas não consideradas aqui). 
Em Superman O Retorno, o herói volta para a Terra após ter passado cinco anos em busca das ruínas de seu próprio planeta, Krypta. Frustrado pelo esforço em vão, e sob o disfarce de Clark Kent, ele recupera o emprego de repórter no jornal Planeta Diário, naturalmente para continuar trabalhando ao lado de Lois Lane (Kate Bosworth, de A Onda dos Sonhos). Entretanto, neste intervalo de tempo, a repórter frustrada pelo sumiço do amado, conquistou um noivo dedicado (James Marsden, o Cyclope da série X-Men) e tem agora um filho. Conseguirá o herói reconquistar seu espaço? Disposto a dar cara nova para a série, o diretor Bryan Singer optou por escalar um elenco bastante jovem para o filme. Certamente quem acompanhou os longas estrelados nos anos 70 e 80 por Christopher Reeve e Margot Kidder, esta no papel de Lois Lane, encarará a mudança com certo estranhamento: é como se o tempo de Superman longe da Terra tivesse efeito inverso, pois os personagens, ao invés de envelhecer, ficaram muito mais moços. 
A exceção é a presença de Kevin Spacey, escolhido para o papel de Lex Luthor. O vilão, por sinal, é um dos pontos fracos da trama. Apesar de por em risco a vida de bilhões de pessoas, o plano diabólico do personagem peca pela falta de engenhosidade. Bem como seu intérprete, Luthor merecia uma participação mais inteligente. Felizmente, falhas como esta postas de lado, ainda sobra muito com o que se divertir neste retorno do super-homem: a fita reserva inclusive bons momentos de humor. Repare na impagável passagem parodiando a famosa frase é um pássaro? um avião? que se tornou tão famosa quanto a série. 
Além disso, Bryan Singer - mostrando talento para despertar a curiosidade do público inseriu na história uma pequena novidade: um personagem que certamente fará bastante diferença na vida do super-herói nas seqüências por vir.
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