A Suprema Felicidade


Sinopse: O pai de Paulinho é um militar que sonha em voar jatos na Aeronáutica. Ele ouve o pai falar das aspirações desde sua infância na década de 40. O verdadeiro amigo de Paulo é seu avô, que o acompanha em sua juventude.

Depois de mais de vinte anos afastado do ofício, Anarldo Jabor volta a dirigir um longa-metragem. O estilo que pôde ser visto em filmes como Toda Nudez Será Castigada está presente em A Suprema Felicidade. Para uns pode ser anacrônico, para outros o filme ganhará ares vintage.

Se por um lado as assinaturas que Jabor estabeleceu no Cinema Novo está na tela, as décadas de ausência são percebidas no entusiasmo excessivo de um diretor estreante. Em seu filme-lembrança, Jabor parece querer dizer mais do que o roteiro suporta – exatamente como se vê quando um cineasta apresenta seu primeiro filme.

Com isso, o enredo perde o propósito e fica difícil até a simples tarefa de determinar qual personagem seguir: avô, pai ou neto. O filme parece um amontoado de cenas desconexas. Algumas são realmente boas, outras são infelizes, mas o conjunto não consegue transmitir sua mensagem. Em contrapartida, merece destaque a atuação de Marco Nanini (O Bem Amado), presenta na maioria das cenas positivas da fita.

Os bons momentos a serem apreciados em A Suprema Felicidade são possíveis pela competência da áera técnica. Já para encarar as cenas aleatórias, desconexas e infelizes; o espectador aventureiro deve estar preparado para uma dose de vergonha alheia na sessão do filme.

Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)