Sinopse: Surfistas partem para as mais variadas localidades do globo para surfar ondas incríveis.
Com toda certeza, o trailer de Surf Adventures 2 é muito sincero. Assistido a ele é possível perceber várias características, positivas e negativas, do filme. Para começar, a lista dos locais visitados garante paisagens muito bonitas. Desde o Taiti até as praias urbanas do Rio de Janeiro, o espectador é convidado a ver ondas perigosas no mar e curvas estonteantes na areia.
Os depoimentos podem não fazer sentido algum para quem não conhece um pouco do esporte. Além de descrições indecifráveis de manobras e estilos, há cenas em que o papo meio perdido dos surfistas retarda o andamento do filme. Se o texto não foge do estereótipo preconceituoso, as músicas conseguem mesclar gêneros prontamente ligados ao surfe, como o reggae, com tipos musicais mais inusitados, como o maracatu.
A segunda metade de Surf Adventures 2 é altamente repetitiva para quem não é realmente fissurado pelo estilo de vida onda-praia-sol. As manobras parecem ser as mesmas de cenas passadas e não há novidades. O roteiro tenta trazer frescor, com ondas na pororoca, ou surfistas mirins, mas a fórmula esgota-se mais rápido do que a paciência de quem assiste.
Uma forma de reacender o interesse seria tratar de temas mais polêmicos que infelizmente são ligados aos surfistas. O principal dele é o consumo de drogas, principalmente maconha. O documentário faz o correto em ressaltar o estilo de vida saudável (com alimentação de qualidade e prática de atividades físicas) que os esportistas levam, mas alguma palavra sobre o assunto seria de grande valor.