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Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Conta à lenda que um jovem filho de trabalhadores fabris, chamado Sweeney Todd viveu no século XVIII. Em uma época em que a doença e a pobreza caminhavam juntas pelas estreitas ruas de Londres. Sozinho, depois do desaparecimento dos pais, Todd vê-se preso em um presídio, após um pequeno furto, cercado por assassinos e ladrões. Lugar onde conhece Elmer Plummer, um barbeiro que lhe ensina tanto o ofício como a arte de furtar os futuros clientes.

Logo que é libertado, Todd abre sua loja no número 186 da Rua Fleet onde inicia seus crimes, torna-se amante e cúmplice da mercenária Margery Lovett, reergue o falido negócio da viúva e usa sua loja de tortas como fachada para livrar-se de suas pobres vítimas. Mas a ganância, a inveja, a vingança e a raiva o cegam, levando Sweeney a ruína, tanto econômica quanto moral.

Seus assassinatos foram tão noticiados pelos jornais da época, que sua macabra e sanguinolenta história caiu no gosto popular e através do dramarturgo Stephen Sondheim chegou aos palcos. Porém, em 1970, uma nova versão seria reescrita. De simples ladrão e assassino, Todd se tornaria um homem atormentado em busca de vingança. Versão esta escolhida e filmada pelo diretor Tim Burton. A inovação deste cineasta - que já filmou belas obras como ‘Edward - Mãos de Tesoura’, ‘Ed Wood’ e ‘O Estranho Mundo de Jack’ - para esta história está em contá-la utilizando a música e o canto, exigindo que todo seu elenco solte a voz.

Não há como não ser envolvido pela triste e depressiva história do barbeiro Sweeney. Uma alma atormentada que tomada pelo ódio e a pela vingança, tornou-se cego e destruiu, não apenas as pessoas que o cercavam, mas a si próprio. O visual sombrio, os cenários monocromáticos, os figurinos quase desprovidos de cores, à exceção do vermelho sangue, escolhidos pelo diretor, faz de Sweeney Todd um de seus melhores trabalhos. Para aqueles que acompanham a carreira de Burton, ele confere seu toque pessoal e reserva para os últimos minutos do filme todo o seu talento como diretor.


Nota:
Crítica por: Viviane França
Site Oficial : ---

 



 

 




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