Sinopse: Henry involuntariamente viaja no tempo, uma habilidade que lhe dá benefícios e também causa transtornos. Dessa forma, ele conhece sua esposa quando ela tem apenas 6 anos. A história de amor entre os dois é complicada, por causa das frequentes ausências de Henry.

O título nacional de Te Amarei para Sempre (The Time Traveler's Wife) tem como objetivo fazer as mulheres se apressarem para lotar as sessões do filme – desconsiderando a edição brasileira do best-seller, que respeita o nome original. A boa notícia para os namorados desavisados que serão arrastados para um programa a dois é que, apesar de ser predominantemente um romance, há elementos que os machos poderão achar interessantes.
O protagonista viaja no tempo, sem qualquer controle sobre essa habilidade. Com isso, ele acaba entrando em enrrascadas, ao aterrisar nu no meio da cidade. Ele sempre tem de arrumar um jeito de conseguir roupas e se misturar na multidão até que volte para o seu tempo. O filme poderia investir um pouco mais nessas situações inusitadas.

A lição que a parte romântica do enredo nos ensina é que é preciso aceitação para que um amor dure. Assim como quem tem um relacionamento com um deficiente, Clare tem de conviver com as limitações que a condição de Henry lhes impõe.
Enquanto isso, a faceta de ficção científica emprega a premissa que muitos filmes, seriados e livros sobre viagem do tempo defendem: que não importa o quanto um viajante tente manipular o continium temporal, as coisas acabam conspirando para que a manipulação seja anulada. Não é mostrado Henry tentando mudar o curso dos acontecimentos, mas ele deixa bem claro que se esforçou para melhorar as coisas alterando o passado, sem sucesso.

Te Amarei para Sempre consegue trazer frescor para um tema amplamente explorado por outras produções. Se essa fosse sua única qualidade, o filme já valeria a pena. Como bônus, há muito mais nesse filme.
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