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Terapia do Amor

Pelo temática – e até pelo próprio cartaz do filme – é possível que muitos esperem de “Terapia do Amor”, um desenrolar semelhante ao de “A Sogra”, ou seja: mãe possessiva faz de tudo para separar o filho indefeso das garras da “perigosa” namorada. Felizmente, o filme estrelado por Uma Thurman (Kill Bill) e Meryl Streep (As Horas) segue um caminho bem diferente: consegue ser bem engraçado e, ao mesmo tempo, bastante sincero no desenvolvimento de personagens e sentimentos.

Tudo começa quando a bem-sucedida e recém-divorciada Rafi Gardet (Thurman), de 37 anos, confidencia a sua terapeuta, a judia Lisa Metzger (Streep), estar apaixonada por um rapaz muito mais jovem (Bryan Greenberg, da série de TV One Tree Hill).

A harmonia entre as duas mulheres vai muito bem, até terapeuta descobrir que o rapaz em questão é o seu próprio filho – e na sua concepção, o jovem deveria estar procurando garotas da mesma idade e com a mesma religião. O que se vê a seguir são questões existenciais tratadas com sensibilidade e sempre bom humor: o nascimento de uma paixão entre pessoas completamente diferentes; a constatação de que o amor nem sempre é suficiente para garantir o futuro da relação; e o dilema da terapeuta de continuar ajudando sua paciente, enquanto também se preocupa com o futuro da família.


O mérito desta fita muito bem equilibrada entre a comédia romântica e o drama deve-se ao diretor e roteirista Ben Younger (O Primeiro Milhão). O cineasta, de apenas 32 anos, levou oito anos para concluir o roteiro. Conseguiu construir uma eficiente crônica sobre o início do amor, a importância de todos pesos paralelos (como idade, religião, experiência e cultura), e os desafios que se seguem para alcançar a tão sonhada felicidade.

Nota:
Crítica por: Edson Barros
Site Oficial : ---

 

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