Após a retomada do cinema Zumbie, esquecido nos anos 80, vários filmes fracos surgiram nas telonas. É claro que, durante o Boom, o único diretor que realmente poderia salvar o subgenêro é o mesmo que o criou: o mestre George Romero. O diretor iniciou seu trabalho em 1968 com o filme independente 'A Noite dos Mortos-Vivos', rodado em preto e branco, com um orçamento ultrabaixo (em torno de US$ 100 mil), e que apresentava um grupo de estranhos em pânico numa fazenda, se escondendo de zumbis comedores de carne humana. Após o sucesso de crítica, Romero surgiu com mais dois filme, fechando sua trilogia dos Mortos: 'Madrugada dos Mortos' e 'O Dia dos Mortos'. Eis que ressurge Romero com mais um dos melhores filmes do assunto já feitos: 'Terra dos Zumbis'. 
Nesta mais nova visão de George A. Romero, o mundo como conhecemos hoje é apenas uma lembrança. Em seu lugar, habita o pesadelo interminável do confronto entre vivos e zumbis. O que restou da humanidade vive cercada dentro de uma cidade enquanto os mortos-vivos vagam por um vasto território assolado. As poucas pessoas ricas e poderosas tentam manter uma ilusão da vida como era antes morando em torres exclusivas do Fiddlers Green, o último marco da classe dominante. Nas ruas, lá em baixo, o restante menos afortunado dos habitantes sobrevive buscando um mínimo de consolo nos vícios disponíveis jogo, comércio de corpo, drogas , qualquer coisa que ofereça uma pausa passageira do inferno que se tornou suas vidas. No entanto, ambos os lados da cidade são comandados por um punhado de oportunistas cruéis, liderados por Kaufman. Para trazer comida e outros suprimentos essenciais para os ocupantes da cidade e permitir que os privilegiados do Green adquiram itens de luxo aos quais estão acostumados, um grupo de mercenários, liderados por Riley e seu segundo homem no comando, Cholo, fazem missões de aquisições fora da cidade, protegidos por um enorme e poderoso veículo blindado, o Destruidor. Riley e Cholo fazem isso por dinheiro, que esperam poder usar para fugir Riley para o Norte, que lhe acena com promessas de um mundo sem cercas e de liberdade, e Cholo, para o luxo do Fiddlers Green, bem longe da vida violenta que conhece. Enquanto Kaufman e seus empregados se preocupam com si mesmos e com o comércio, a vida vai mudando dentro e fora das cercas da cidade. Preocupação e anarquia crescem entre os vivos e, lá fora, o exército de mortos começa a se desenvolver, aprendendo a se organizar e a se comunicar. Quando Cholo assume o comando do Destruidor com a intuição de extorquir milhões de Kaufman e de seus sócios, Riley e seu grupo, formado por Slack e Charlie, são chamados para detê-lo e também para proteger a cidade e sua população do crescente exército de zumbis que tenta invadir seu enfraquecido perímetro. 
Com um elenco de primeira linha (Simon Baker, Robert Joy, John Leguizamo, Dennis Hopper e Asia Argento) se desenvolve de maneira linear e assustadora, com cenas violentas e absurdamente reais, o filme se desloca para um terror que havia sido extinto do cinema à algum tempo. Com uma direção espetacular e um roteiro bem desenvolvido, o filme não peca em momento algum em demonstrar que Romero nunca perdeu seu talento. Para os fãs do gênero, é um prato cheio.
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