Assustador! Esta é a melhor palavra para definir Terror em Silent Hill, filme que a Columbia Pictures lança, nesta sexta-feira, nos cinemas do país. Com mais de duas horas de duração, o filme dirigido por Christophe Gans, consegue nos prender na cadeira, seja por pavor ou interesse que a história desperta. Baseado no vídeo game de mesmo nome, criado por Akira Yamoaka, a trama narra a história de Rose (Radha Mitchell), uma mãe que desesperada por encontrar uma cura para a doença de sua filha Sharon (Jodelle Ferland), decide partir, contra a vontade do marido Christopher (Sean Bean), para uma abandonada e amaldiçoada cidade. Lugar presente nos sonhos da criança, chamada Silent Hill. 
Isolada desde que um devastador incêndio assolou o lugar, a cidade vive encoberta por uma constante névoa de cinzas e mergulhada em períodos de total escuridão. Será durante a busca de Rose por Sharon, que desaparece quando chegam à cidade, que conheceremos a verdadeira história do lugar. Apesar de possuir todos aqueles detalhes obrigatórios que um filme de terror deve conter criaturas malignas e aterrorizantes, ambientes escuros e claustrófobicos, mortes violentas Silent Hill tem um ponto a seu favor: há uma história, um enredo que consegue despertar a atenção. Há sentimentos além do ódio, como o da fé, do amor materno, da dor familiar, da perda e da esperança. 
Assim como no famoso seriado de TV Além da Imaginação, Silent Hill explora questões como dimensões de tempo/espaço mostrando uma Silent Hill real, onde Christopher luta para encontrar Rose e Sharon e uma Silent Hill enevoada a luz do dia, na qual elas se encontram. Um filme sem nenhuma compaixão para aqueles que temem o escuro e a solidão. Para os fãs do Terror, uma ótima opção. |