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As Torres Gêmeas

É bastante triste ver que a falta de criatividade na indústria Hollywoodiana tenta escapar para tragédias reais e criar sensacionalismo em cima da mesma. E o pior, eles estão explorando de todas maneiras e crianco sensacionalismo em uma das mais chocantes tragédias da atualidade, que baqueou não somente os americanos, mas o resto do mundo. Mas afinal, se eles não se importam, porque nós faríamos isto? Vamos ao filme.

Após o ótimo 'Vôo 93', chega agora aos cinemas 'As Torres Gêmeas'. Ao contrário do primeiro, que tentava se passar por um documentários realista, este segundo se transforma em uma produção totalmente hollywoodiana, focando dois policiais para dramatizar o ocorrido de forma bela e fazer o filme render dinheiro.

Os dois policiais ficaram soterrados sob blocos de concreto e metais retorcidos, seis metros abaixo da área de destroços, mas, milagrosamente, sobreviveram. Apesar de não poderem ver um ao outro, puderam se ouvir e, durante 12 horas, McLoughlin e Jimeno conseguiram se manter vivos falando de suas famílias, de suas vidas no departamento, de suas expectativas e frustrações. O filme também acompanha suas mulheres, filhos e pais, que sofreram com a falta de informações sobre eles. E mostra a busca de um contador e ex-fuzileiro determinado de Connecticut, Dave Karnes, que achou os dois policiais naquela noite. Também é retratado o esforço de dezenas de bombeiros, policiais e paramédicos, que os resgataram após exaustivas 12 horas.

Após o fracasso de seu último filme, 'Alexandre', parece que o irreverente diretor Oliver Stone cedeu à Hollywood. Em nenhum momento vemos seu estilo empregado na produção: nada de originalidade nos ângulos.

O roteiro de Andrea Berloff faz muito bem seu papel: transforma o ocorrido em uma grande triste tragédia, fazendo com que soframos junto aos personagens e suas mulheres.

Mas o que definitivamente salva o longa é seu elenco. Nicolas Cage está brilhante como sempre e Michael Pena, que chamou a atenção com sua talentosa atuação como o chaveiro de 'Crash - No Límite', volta a brilhar. Maggie Gyllenhaal e Maria Bello também estão perfeitas no papel de suas mulheres.

Um drama bonito e triste, mas que no final, não acrescenta nada em nossa vida...

Nota:
Crítica por: Renato Marafon
Site Oficial : ---

 

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