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Trair e Coçar é Só Começar

'Trair & Coçar é Só Começar' é o tipo de filme que despertará opiniões das mais controversas. Boa parte do impacto dependerá se o espectador já viu ou não a peça homônima e também se aprecia assistir teatro filmado. Pois, não há como negar: apesar de ter ganhado as telonas, a trama dirigida por Moacir Góes (de “Irmãos de Fé”, e vários da “Xuxa”) em momento algum perde a “aura” teatral. O principal motivo deve-se ao excesso de locações internas exigido pela história.

Relevado este porém, é possível se divertir com as confusões causadas pela empregada matraqueira Olímpia (vivida por Adriana Esteves), que desperta suspeitas infundadas de traição na vida de dois casais: seus patrões Inês e Eduardo (respectivamente Bianca Byington e Cássio Gabus Mendes) e os amigos deles, Lígia e Cristiano (Mônica Martelli e Mário Schoemberger). Esteves esforça-se e consegue convencer como a atrapalhada empregada, mas certamente a graça seria muito maior se o papel tivesse caído nas mãos de Denise Fraga, com sua veia cômica mais aguçada e, como todos sabem,
consagrada no teatro com a mesma personagem. "Trair e Coçar", a peça, estreou em 1986 e não saiu mais de cartaz. Além de ter atraído cerca de 4 milhões de espectadores, entrou para o Guiness Book como a mais longa temporada ininterrupta do teatro nacional: 20 anos.

O ator Marcos Caruso (o pai da “Nanda” na novela “Páginas da Vida”), autor da peça, foi o responsável pela adaptação do texto para o cinema em parceria com Jandira Martini. O trabalho da dupla peca, porém, pelo excesso de personagens e pelo anticlímax dos momentos finais, quando a trama mirabolante acaba sendo resolvida de forma muito apressada. Ainda assim, o resultado tem potencial para render boas gargalhadas.

 

Nota:
Crítica por: Edson Barros
Site Oficial : ---

 

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