Sinopse: Louis Salinger é um agente da Interpol investigando o envolvimento de um banco no tráfico internacional de armas. Quanto mais perto ele chega da verdade, mais ele percebe o poder dessa organização.

A previsão inicial era de que o lançamento de Trama Internacional (The International) acontecesse em agosto de 2008. Por causa da recepção negativa que o filme obteve na época, refilmagens foram agendadas e a estreia foi adiada. A partir desse breve histórico, é possível chegar a duas conclusões.
A primeira, e mais imediata, é a grande sorte que os produtores tiveram com a mudança de tempos. Em outubro, bancos quebraram e a crise estourou, com isso o número de pessoas irritadas com o sistema financeiro é muito maior, o que aumenta também a identificação com a história. Aliás, esse é o grande diferencial da produção. Depois de tanto tempo em que nos acostumamos a ver determinados povos sempre como vilões (os árabes são os malvados da vez), quando o antagonista é uma corporação global, há surpresa e neutralidade no enredo.

A segunda conclusão requer um pouco mais de conhecimento dos processos de produção de filmes. Quando reparos são necessários depois que as filmagens são dadas por encerradas, o resultado final normalmente não é digno de aplausos.
A tentativa do conserto foi tornar o título um thriller de ação e as cenas que se dedicam ao gênero realmente são boas. Para se ter uma ideia, foi construída uma réplica do Guggenheim usando as plantas originais do museu. Nesse cenário acontece uma cena de tiroteio muito emocionante, com uma bela dose de adrenalina. Por outro lado, o filme-conspiração que o trailer vende – e que deve ser o que se pretendia lançar anteriormente – parecia oferecer algo mais do que balas e sopapos.

O roteiro tem momentos muito fracos e previsíveis e a trilha musical demora a ser aceita pelos ouvidos. A música é bem marcante, mas nas primeiras execuções o leitor pode achar que o celular da pessoa ao lado está tocando.