Pense em um combo. Exatamente esse que você compra ao entrar no cinema. Não seja mesquinho, exagere na pipoca e entupa o maior copo com o refrigerante. Perfeito, assim como fez Michael Bay, você está preparado para ver Tranformers 3.

Recheado de efeitos especiais acrescidos do melhor dos efeitos 3D, o novo filme da trilogia, iniciada em 2007, pode ser considerado de longe o melhor de todos. Salvo uma outra “derrapada”, Bay conseguiu dar aos fãs um presente e tanto.
Nesse terceiro episódio, os Autobots liderados por Optimus Prime, acabam descobrindo um segredo guardado a sete chaves pelos humanos: a queda de uma espaçonave no lado oculto da lua. Vinda de Cybertron, ela acabou por desencadear a corrida espacial entre U.R.S.S. e os E.U.A na década de 60. Assim, os Autobots resolvem ir até a lua para resgatar seu antigo líder. Porém, contudo, entretanto, os Decepticons irão aparecer pelo caminho...

Com duas horas e meia de duração, algo extremamente exagerado, devido as ininterruptas reviravoltas finais com cheiro de encheção de lingüiça barata, o longa é uma rara exceção, dentro dessa enxurrada de filmes em 3D que não dizem pra que vieram, onde o ingresso realmente vale o preço do que se aguarda na sala escura. Muitas cenas de ação bem feitas e bastante elaboradas; efeitos especiais que realmente fazem a diferença; elenco em perfeita sintonia; e trilha sonora de dar nos nervos, só que no bom sentido, de tão boa que é.
Para àqueles que se decepcionaram com a segunda parte, assim como o próprio diretor, que assumiu isso publicamente na coletiva de imprensa do filme no RJ, esse lançamento é um pedido de desculpas primoroso, recheado dos mais variados enfeites, para fechar com classe – sim, ele também deixou claro isso- essa franquia milionária.