O roteirista e diretor Adam Brooks nunca deu muita sorte na comédia. Escreveu os fracos 'Wimbledon' e 'Bridget Jones: No Limite da Razão' (que nem chegou aos pés do original), e foi eleito para escrever mais esta comédia romântica com um grande elenco. E desta vez não fez feio: o filme, mesmo abusando dos velhos e batidos clichês, consegue emocionar em muitos momentos, mesmo estando muito longe de ser uma obra-prima.

Em meio a seu divórcio, Will se surpreende quando sua filha de dez anos, Maya, começa a lhe fazer perguntas sobre como ele e a mãe dela se conheceram e se casaram.
Assim, ele resolve narrar seu passado desde quando mudou-se de Wisconsin para Nova York em 1992 para trabalhar numa campanha presidencial. Will conta a história de seu envolvimento com três mulheres muito diferentes, sem dizer seus verdadeiros nomes à filha. No final, Maya precisa adivinhar com quem o pai finalmente se casou. Seria a mãe de Maya a namoradinha de faculdade Emily? A grande amiga e confidente April? Ou a ambiciosa jornalista Summer?
Enquanto a menina junta as peças do misterioso romance do pai, ela começa a entender que o amor não é nada simples. E, à medida que Will fala de sua vida, Maya o ajuda a compreender que nunca é tarde demais para, quem sabe, ter um final feliz.

Se o roteiro de Brooks não se aprofunda muito na história, e a direção do mesmo é rasa, o elenco consegue roubar a cena. Começando pela nova estrela-mirim do momento, Abigail Breslin, que consegue roubar a cena dos atores maiores em todos os momentos que aparece. Sempre ótima (lembra-se de seu show, sem trocadilhos, em 'Pequena Miss Sunshine'?), ela parece ter um futuro brilhante em Hollywood. Ryan Reynolds, o protagonista, também está otimo, mas é o elenco feminino que domina a cena. Isla Fisher nasceu para fazer comédia romântica, Rachel Weisz está perfeita e Elizabeth Banks volta à boa forma.
'Três vezes Amor' pode não ser perfeito, mas é um ótimo programa para casal.