| Quando Clooney decide dirigir e atuar ao mesmo tempo, parece até uma criança passando o dia do seu aniversário no parque de diversões com os amigos que mais gosta. Ele decide o que vão fazer e como, paga tudo pra todo mundo e, no fim do dia, todos se divertiram.
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“Tudo pelo Poder” (The Ides of March), seu quarto longa exercendo as duas funções, imprimi com perfeição esse clima na tela. E nós, o público, saímos mais uma vez nos divertindo também.

Passado numa esfera política, a trama narra a campanha do governador Mike Morris rumo as eleições para o próximo presidente dos EUA. Transitando por esse meio com uma forma dramática engenhosa, o longa vai engrenando com um ótimo ritmo, crescente e envolvente, traçando o submundo das relações humanas que existe por trás dos holofotes. Atores do calibre de Clooney, como os excelentes Ryan Gosling, Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman, além do próprio, vão conduzindo o espectador por esses meandros, linkando com classe as reviravoltas que servem de sustentação ao clima de suspense presente no ar.
Envoltos nos lema “integridade e dignidade”, chefes e subalternos vão fazendo uma dança das cadeiras alegórica, questionando o uso do termo “ambição” com tamanha transparência que no fim não há fachada ou integridade que resista.