Tudo pelo Poder
23.12.2011
Rod Carvalho

Quando Clooney decide dirigir e atuar ao mesmo tempo, parece até uma criança passando o dia do seu aniversário no parque de diversões com os amigos que mais gosta. Ele decide o que vão fazer e como, paga tudo pra todo mundo e, no fim do dia, todos se divertiram.

Tudo pelo Poder” (The Ides of March), seu quarto longa exercendo as duas funções, imprimi com perfeição esse clima na tela. E nós, o público, saímos mais uma vez nos divertindo também.

Passado numa esfera política, a trama narra a campanha do governador Mike Morris rumo as eleições para o próximo presidente dos EUA. Transitando por esse meio com uma forma dramática engenhosa, o longa vai engrenando com um ótimo ritmo, crescente e envolvente, traçando o submundo das relações humanas que existe por trás dos holofotes. Atores do calibre de Clooney, como os excelentes Ryan Gosling, Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman, além do próprio, vão conduzindo o espectador por esses meandros, linkando com classe as reviravoltas que servem de sustentação ao clima de suspense presente no ar.

Envoltos nos lema “integridade e dignidade”, chefes e subalternos vão fazendo uma dança das cadeiras alegórica, questionando o uso do termo “ambição” com tamanha transparência que no fim não há fachada ou integridade que resista.

 

Nota:

 

Crítica por: Rod Carvalho