Uma Doce Mentira
09.09.2011
Amanda Santana

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês, realizado em São Paulo entre os dias 8 e 16 de junho, o longa Uma Doce Mentira (De Vrais Mensonges, França, 2010) chega aos cinemas brasileiros. Famosa como a personagem Amélie Poulain (O fabuloso destino de Amélie Poulain, 2001), Audrey Tautou atua pela segunda vez em um filme do diretor e roteirista Pierre Salvadori (Os vendedores de Areia), a primeira foi em Amar não Tem Preço (2006).

Uma Doce Mentira é uma comédia incrível, daquelas de ter cenas de fazer rir por um longo tempo. E tem a belíssima atuação de Audrey, com uma personagem caracterizada pela insegurança e pelo cinismo. É inevitável a comparação com a personagem Amélie Poulain, já que a atriz, dessa vez como Émilie, mantém as mesmas expressões faciais fortes.

Émilie é dona de um salão de beleza ao lado de sua amiga Sylvia (Stéphanie Lagarde), e tem Jean, vivido por Sami Bouajila (Nova York Sitiada), como funcionário de manutenção. O rapaz é um funcionário dedicado que possui uma paixão platônica por sua chefe, e é essa paixão que o faz escrever uma carta à personagem.

Tímido e pouco confiante, o personagem que já espera não ser correspondido, opta por manter o anonimato. Aos poucos o personagem de Sami vai ganhando mais destaque na trama, a ponto de causar grande incomodo a Émilie.

Na tentativa de ajudar sua mãe Maddy, vivida por Nathalie Baye (Prenda me se for capaz), que se encontra depressiva, após ser deixada pelo marido, Émilie cria várias situações para tentar devolvê-la a alegria de viver. Após tentativas frustradas, ela vê na carta enviada por Jean, a chance de ajudar a mãe.

E depois de redirecionar a carta de Jean à Maddy é iniciado um trio amoroso que colocará Émilie em situações hilárias, a começar pelo fato de ter que envolver o rapaz, para sustentar as histórias inventadas por ela.

O ponto forte do filme está no humor provocado não só pelos diálogos, mas principalmente pelas expressões faciais de todos os personagens. Até mesmo a assistente do salão Paulette (Judith Chemla), em um papel de menor destaque, proporciona risos incontroláveis em certos momentos de sua personagem.

A comédia romântica é leve e divertidíssima, contendo toda qualidade visual do cinema francês, mas que, claro, não representa o melhor papel de Audrey, já eternizada como Amélie Poulain.

Nota:

 

Crítica por: Amanda Santana