Velvet Goldmine

"Velvet Goldmine" não é um filme que agrada a qualquer um. A enredo conta a história do jornalista Arthur Stuart (Christian Bale, do "Psicopata Americano"), que em 1984 é designado pelo jornal em que trabalha para descobrir o paradeiro do controverso cantor de glam rock Brian Slade (interpretado por John Rhys-Meyers), que nos anos 70 forjou a sua morte no auge da carreira para se ver livre da pressão que sentia. Daí em diante somos levados a um mundo cheio de glitter, sexo livre e muito rock´n´roll que fazia Londres fervilhar na década de 70.

"Velvet Goldmine" começa prestando uma homenagem ao clássico "Cidadão Kane", de Orson Welles. Assim como em Kane (que retratava a vida do magnata da imprensa escrita, Charles Foster Kane), aqui a história começa com um documentário que retrata a vida e o sucesso meteórico de Brian Slade, e durante todo o filme é fácil notar referências a "Cidadão Kane" (nas entrevistas do jornalista Arthur Stuart).

Musical por excelência, "Velvet Goldmine" conta com as participações de Ewan McGregor (ótimo como Curt Wild, personagem evidentemente inspirado em Iggy Pop) e Toni Collete (como Mandy Slade, a esposa de Brian Slade).

Todd Haynes (que também dirigiu "A Salvo", e estreia seu novo filme "Far From Heaven" ainda esse ano no EUA), fez uma reconstituição de época notável em "Velvet Goldmine", é possível ver o cuidado com que todos os detalhes da produção foram tratados.

"Velvet Goldmine" não é um filme pra família toda, alguns podem se sentir constrangidos com algumas passagens do filme, mas é sem dúvida um filme inovador, com uma excelente trilha sonora (uma das minhas preferidas), ótimas atuações, visual nostálgico e garantia de diversão pra todos aqueles que curtiram, ou curtem, glam rock.

Nota:
Crítica por: Juliana de Paula
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