Nesta divertida aventura estrelada por Brendan Fraser, o público é convidado a imergir no mundo do escritor Júlio Verne. ‘Viagem ao Centro da Terra’ (Journey to the Center of Earth – EUA/2008 – Aventura – 94 min. – PlayArte), clássico da literatura publicada em 1864, ganha linguagem moderna e tecnologia em 3D.
No filme do diretor Eric Brevig (O Vingador do Futuro - Pearl Harbor), Brendan Fraser é Trevor Anderson, um cientista e professor universitário, que após descobrir anotações do irmão Max (Jean-Michel Pare), desaparecido há dez anos, as margens de um velho livro de Júlio Verne, parte com seu sobrinho Sean (Josh Henderson - Ponte para Terabítia), para a Islândia. Aliás, Sean é filho de Max.

Ao lado da eficiente e enérgica guia Hannah (Anita Briem - Maldição), eles exploram a região. Mas quando uma tempestade de raios atinge a montanha na qual eles estão escalando, os três buscam refúgio em uma caverna. Logo, sua entrada é atingida por um raio e bloqueada por grandes pedras. Sem saída, eles se adentram pela escura caverna e descobrem uma antiga e abandona mina. Na tentativa de sair dali, caem a milhares de quilômetros, deparando-se com gigantes glóbulos de água que gravitam, até atingirem um túnel que os levam para uma lagoa de cristal azul, o centro da Terra. Lugar onde encontrarão exuberantes florestas e criaturas nunca vistas antes.
Piranhas voadoras, pássaros fluorescentes, plantas carnívoras, cogumelos gigantes e até um dinossauro T-Rex habitam o estranho mundo cercado por lava. Para sobreviverem, o livro do escritor passa a ser o guia deles.
Com muitas cenas de ação e passagens cheias de adrenalina, como uma viagem pelo mar em cima de uma precária jangada, uma travessia por cima de rochas flutuantes e uma desesperada fuga de um faminto dinossauro, o filme diverte.

Fraser, mundialmente conhecido como o explorador Rick O´Connell, da trilogia ‘A Múmia’, dá conta do recado como o herói carismático, inteligente e cheio de humor. Sua relação com o sobrinho, um adolescente rebelde, atrapalhado e esperto, criam ótimas cenas.
Quem optar em assistir ao espetáculo em 3D, se divertirá em algumas seqüências. Há um eletrizante passeio por uma montanha-russa, mandíbulas assustadoras, objetos, personagens...todos lançados contra a platéia.
Um filme com um ritmo bem agitado... bem acelerado. Ideal para a platéia jovem ou para aqueles que querem ‘viajar’, sem compromisso, por um desconhecido mundo.