As Viagens de Gulliver


Jack Black é um dos atores que veste o personagem e o carrega consigo em todos seus trabalhos possíveis. De vez em quando quebra com filmes de gêneros distintos.

Em As Viagens de Gulliver não poderia ser diferente. Ele dá vida ao personagem título – o responsável pela correspondência de uma editora -, sem perspectiva de vida e mudanças em sua carreira; e apaixonado pela editora chefe Darcy (Amanda Peet). Numa tentativa frustrada de chamá-la pra sair ele aceita ir até o Triângulo das Bermudas fazer uma matéria. É quando chega à província de Lilliput, habitado por minúsculas pessoas.

Gulliver, que era o ‘loser’, vira celebridade. As referências pop começam aí: ele transforma Lilliput em uma Big Apple, com direito à posters de filmes estrelados por ele (Gavatar), produtos (GPhone) e até mesmo séries (Gulee). A transformação da cidade não agrada a todos. E aí começa a guerra e apropriações... E como foi dito anteriormente, este é um filme de personagem.

O que torna a aventura divertida e engraçada não é apenas a inserção de elementos da cultura pop; mas a presença implacável de Black. Se não fosse por ele, metade das piadas não funcionariam.

Além disto, a virada de loser para herói é bem conveniente para Black (vide Escola de Rock), mesmo repetindo trejeitos e personagens; ele tem talento para incorporar este arquétipo que ele mesmo criou.

As viagens de Gulliver pode ser uma boa pedida nas férias, mas os espectadores não precisam correr para as salas em 3D, o filme pode ser visto em 2D com a mesma qualidade. A proposta de se utilizar a tecnologia não foi bem acoplada à proposta do longa, deixando à desejar.

 

 

Nota:

Crítica por: Thais Nepomuceno (Blog)