Sinopse: Pippa Lee é casada com Herb, um editor muitos anos mais velho do que ela. Por motivos de saúde, seu marido é aconselhado a se mudar para o subúrbio. Nessa nova e pacata vida, Pippa reflete sobre sua vida e sobre como se tornou a mulher que é hoje.

A primeira coisa a chamar a atenção no cartaz de A Vida Íntima de Pippa Lee (The Private Lives of Pippa Lee) é a lista de nomes marcantes no elenco. Seja como personagens importantes, como Alan Arkin (Marley & Eu) vivendo o marido, ou em participações pequenas, como Winona Ryder (Star Trek) no papel da amiga da protagonista, atores famosos embarcaram nesse filme.
Para se ter uma ideia de como intérpretes se interessaram pela história de Pippa, Julianne Moore (Ensaio sobre a Cegueira) faz uma ponta em poucas cenas e arrumou dois dias em sua apertada agenda para conseguir fazer parte da produção. Esse tipo de esforço acontece quando o roteiro tem qualidade.

Com flashbacks, a protagonista revive a difícil convivência com a mãe durante a infância e a rebeldia que experimentou na adolescência. O objetivo do enredo é entender como Pippa se tornou uma mulher madura tão diferente do que era na juventude. Há breves momentos de ousadias na narrativa, inclusive com uma engraçada animação, mas no geral tudo é contado em um ritmo cadenciado e equilibrado.
A busca por uma auto-identificação relembrando o passado é uma fórmula já usada no cinema. A Vida Íntima de Pippa Lee pode ser considerado, nesse sentido, uma versão feminina de Reflexos da Inocência. Trata-se portanto de um sincero e sensível drama que felizmente não apela para os sentimentos mais rasos.