A Vida Secreta das Abelhas


Sinopse:
Em 1964, Lily, uma menina de 14 anos, viaja para uma cidade atrás de um antigo segredo de sua falecida mãe.

Filmes que se passam nos Estados Unidos da década de 1960 e relatam a luta de direitos civis dos negros costumam ser bem emocionantes. A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) não foge à regra, mesmo com o racismo sendo apenas um dos assuntos abordados.

Na verdade, o tema central do enredo é a culpa. A forma como o sofrimento silencioso e venenoso desse sentimento pode arrasar as pessoas é muito difícil de ser mostrados em imagens, mas as boas atuações do filme garantem que a mensagem seja transmitida. Os destaques ficam para Dakota Fanning (Heróis), Sophie Okonedo (Ensinando a Viver) e Paul Bettany (Coração de Tinta).

Muito da magia do filme se dá por causa da excentricidade das personagens e do local onde se passa a trama. As irmãs apicultoras são batizadas com os nomes dos meses de calor no hemisfério norte (August, June e May) e vivem uma vida bem diferente do que os negros da cidade. A emotividade excessiva de May é muito interessante e tem dupla função, sendo por vezes engraçada e em outras oportunidades tocante.

Mesmo sendo um drama que não traz diferenciais muito marcantes, A Vida Secreta das Abelhas tem aquele charme quase indefinível de produções independentes. Por isso que é tão importante perceber o que acontece em premiações como o Festival de Sundande, dedicado a esse tipo de produção.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)