Vidas que se Cruzam


Sinopse: Gina morre em um incêndio enquanto encontrava-se com seu amante. Os filhos dos dois começam a se envolver depois do acontecido. Nos EUA, Sylvia evita manter relacionamentos duradouros por esconder uma mágoa no seu passado.

Guillermo Arriaga alcançou fama internacional pelos roteiros de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel; todos dirigidos por Alejandro González Iñárritu. Essa trilogia contava com a estrutura de tramas paralelas que se convergiam para o final, explicitando suas ligações.

Depois disso, a parceria foi desfeita e Arriaga escreveu o roteiro de O Búfalo da Noite. A maioria dos leitores vai se perguntar: O Búfalo do que? Pois é, essa tentativa não foi das mais bem-sucedidas da carreira dele. Para tentar voltar a ter prestígio, Arriaga voltou correndinho para a receita batida que o lançou ao estrelato e escreveu e dirigiu Vidas que se Cruzam (The Burning Plain).

O título em português é bem genérico, mas serve bem para resumir a fórmula segura de Guillermo. Mais uma vez temos o multiplot com final que conecta tudo, e mais uma vez pelo menos uma das histórias se passa em terreno latino. Há uma diferença sutil entre assinatura artística e falta de criatividade... e covardia dramática.

O que se pode ressaltar de Vidas que se Cruzam é o elenco. Os atores famosos entregam-se aos seus personagens de tal modo que é bem provável que se odeie Sylvia: a moça parece ser viciada em uma crise e não parece esforçada em ser feliz, ou animada o suficiente para se suicidar de uma vez. Os atores mais desconhecidos não ficam atrás e mostram seus talentos, perfazendo o que há de mais saboroso nesse filme.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)