Os Vigaristas

Sinopse: Os irmãos Bloom são especialistas em passar golpes, atividade que exercem desde a infância. A vítima da vez é a bela e rica Penélope.

Apesar da temática e dos figurinos assinados pela húngara Beatrix Aruna Pasztor (Feira das Vaidades), Os Vigaristas (Brothers Bloom) não é um filme de época. A caracterização com roupas formais e chapéus é apenas para ressaltar o fantástico, lúdico e romântico teor do roteiro.

Como os protagonistas são golpistas e não fica muito claro qual o plano – exceto pelos títulos dos capítulos que formam o longa –, o espectador nunca se sente totalmente seguro de que sabe exatamente o que está acontecendo. Os personagens são tão simpáticos e envolventes que parece que seremos enganados a qualquer instante.

A relação entre os dois irmãos é muito rica, com um sendo mais romântico enquanto o outro assume o papel de arquiteto dos golpes. O que surpreende é o fato de Mark Ruffallo (Ensaio sobre a Cegueira) desapegar-se dos papeis fofos que o levaram à fama e aceitar interpretar o cérebro da guangue de Os Vigaristas. Com essa oportunidade é possível ver uma versatilidade profissional. Seu papel é interessantíssimo, já que Stephen imagina os planos e os escrevem para que sejam narrativas dramáticas bonitas. A impressão que dá é que enganar os outros é sua paixão, e os ganhos são apenas uma consequência adicional.

Seguindo o exemplo de filmes como a franquia de 11 Homens e um Segredo, a plateia fica na expectativa do final ser surpreendente, mostrando todo o brilhantismo do plano dos anti-heróis. O filme acaba não sastifazendo a demanda em seu desfecho, o que pode ser tanto um aspecto positivo quanto negativo. Fica a critério de cada um que resolver se divertir nessa presepada dar o veredito final.

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Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)