Vôo Noturno

Wes Craven é um diretor bastante irregular. Sua carreira decolou nos anos 80 com 'A Hora do Pesadelo', e desde então sofre altos e baixos. Passando de filmes fracos e incoerentes como 'Um Vampiro no Brooklyn' e 'Amaldiçoados' até sucessos como 'Pânico' e 'Música do Coração', o cineasta se demonstrou bastante irregular.

Felizmente, após a decepção do péssimo 'Amaldiçoados', o diretor nos prêmia com um bom suspense. Sem sangue nem monstros, 'Vôo Noturno' é um thriller psicológico, que nos ataca diretamente no cérebro e nos assusta, sem apelar para baldes de sangue.

Após acompanhar o enterro de sua avó, a gerente de um luxuoso hotel em Miami Lisa Reisert precisa vencer o medo de andar de avião para retornar ao trabalho. Sem condições climáticas para decolar, a viagem atrasa e os passageiros são forçados a pegar um Vôo Noturno.

Durante o tempo de espera, Lisa conhece outro passageiro, Jackson Rippner. Para sua surpresa, o rapaz senta a seu lado no avião. Mas, logo no início da viagem a moça percebe que não é por coincidência. A gerente descobre que Jackson elaborou um plano para matar o deputado Charles Keefe, que vai se hospedar no local em que ela trabalha. O criminoso exige que Lisa troque o deputado de quarto. Se ela não obedecer, Jackson matará seu pai Joe.

Com um elenco de estrelas em ascenção (Rachel McAdams de 'Diário de uma Paixão' e Cillian Murphy de 'Exterminío'), 'Vôo Noturno' ganha o interesse da pratéia pela sua maneira bem estruturada de guiar a história.

Como nem tudo é perfeito, Craven acaba soltando a mão e perdendo o ritmo no terceiro ato da trama, fazendo o filme perder um pouco de sua integridade e qualidade. Mas pra quem nos trouxe 'Amaldiçoados' no último ano, 'Vôo Noturno' é uma obra-prima...

Vale à pena assistir pelo esforço do elenco.

Nota: 
Crítica por: Renato Marafon
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