Geralmente, quando um grande elenco se junta numa mesma produção, ela acaba se transformando numa grande bomba. Seja porque todos os astros querem uma participação estelar, ou porque se conformam em apenas aparecer. Surpreendentemente estão não é o caso de 'Xeque-Mate', fracasso de público nos EUA. Com um elenco estelar, o filme consegue se transformar em um inteligente jogo de xadrez, como diz o título, onde os espectadores ficam zonzos tentando entender a trama, até que tudo se une de maneira inteligente no Xeque-Mate da trama, que explica tudo o que aconteceu nas duas horas em que ficamos curiosos (os mais espertos entenderão o final um pouco antes). Em 'Xeque-Mate' cada um é uma peça chave de uma trama muito bem estruturada, a começar pelo cavalo. 
Slevin Kelevra (Josh Hartnett) está com vários problemas em sua vida. O prédio onde mora foi condenado, sua carteira de identidade foi roubada e ele recentemente flagrou sua namorada na cama com outro homem. Para escapar ao menos por algum tempo dos problemas, ele consegue emprestado com seu amigo Nick Fisher (Sam Jaeger) um apartamento em Nova York. Paralelamente um plano está sendo tramado no submundo do crime de Nova York. Para se vingar da morte de seu filho, o Chefe (Morgan Freeman) planeja um golpe no filho de seu arquiinimigo, o Rabino (Ben Kingsley). O Chefe contrata Goodkat (Bruce Willis) para executar o plano, que consiste em encontrar um apostador que deva muito dinheiro ao Chefe a ponto de aceitar matar o filho do Rabino para se livrar da dívida. O escolhido é Nick Fisher, o que faz com que Goodkat vá até seu apartamento e confunda Slevin com seu alvo.

Todo o elenco consegue se consagrar na produção. Morgan Freeman consegue parecer assustador, Bruce Willis perfeito em um papel secundário e Lucy Liu talentosa e bastante solta. Mas que se destaca é Josh Hartnett, que sai da categoria de ator meia-boca e se consagra como um astro adulto. Um filme inteligente, criativo e diferente. |