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Em 10.000 A.C., o diretor Roland Emmerich nos conduz por uma odisséia arrebatadora numa era mítica de profecias e deuses, quando os espíritos governavam e poderosos mamutes faziam a terra estremecer. Movidos pelo destino, o improvável grupo de guerreiros irá combater predadores pré-históricos e enfrentar terríveis adversidades. Ao final de sua heróica jornada, eles acabarão por descobrir uma civilização perdida. Seu destino final estará nas mãos de um império inimaginável, onde grandes pirâmides alcançam o céu.
SOBRE A PRODUÇÃO A JORNADA DE UM HERÓI: Roland Emmerich, o diretor visionário, enfrentou de tudo, desde guerras de grande escala com alienígenas até catástrofes ambientais em alguns dos mais bem-sucedidos filmes dos últimos dez anos, como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. Agora, ao voltar sua câmera para o passado distante e criar 10.000 A.C., o cineasta enfrenta talvez o mais importante e ambicioso desafio de sua vida. Ao criar um novo mito sobre um herói que emerge de uma tribo isolada para desafiar um império, Emmerich buscou transportar o público para uma aventura diferente de tudo que já houvesse vivido anteriormente, além de alargar as fronteiras que definem um filme. "Sempre me intrigou a idéia clássica de como contar histórias, da forma atemporal em que as pessoas vêm contando histórias por gerações, em torno das fogueiras", diz Emmerich. "Quando o seu assunto é o homem primitivo você tem a oportunidade de contar histórias heróicas muito ricas, em que um personagem tem que fazer quase o impossível. Eu desejava fazer um filme que permitisse ao público entregar-se a esse outro mundo que não se parece com nada do que já se viu antes". O produtor Michael Wimer observa: "Um cineasta como Roland está sempre buscando algo original, mas pode ser bem difícil encontrar uma tela que ainda não tenha sido pintada, por assim dizer. Foi um desafio extraordinário em todos os níveis. Na verdade, Roland nos disse que esse foi o filme, entre todos nos quais trabalhou, que mais lhe exigiu. No entanto, acho que os desafios são o lugar onde prosperam os cineastas como ele".
Harald Kloser, que co-escreveu o filme com Emmerich (além de fazer a produção executiva e compor a trilha sonora com Thomas Wander) observa que 10.000 A.C. é uma jornada a um tempo em que o misticismo e o mundo espiritual estavam presentes de forma muito real na vida. Ele comenta: "Roland e eu nunca pretendemos que 10.000 A.C. fosse um documentário. Queríamos, sim, fazer uma grande aventura sobre a jornada da humanidade ao aventurar-se e confrontar-se com todas essas forças que não pode explicar. Adoramos a idéia de ampliar as fronteiras do possível". O produtor Mark Gordon, que está em seu terceiro filme com o diretor, acrescenta: "Roland é o tipo de diretor que nunca gosta de se repetir. Sua imaginação lhe permite ir a lugares a que a maior parte das pessoas não vai. Com o tipo de histórias que gosta de contar e com sua extensão visual como contador de histórias, era o diretor perfeito para este filme". O filme possui os elementos de um espetáculo de ação, mostrando caçadas a enormes mamutes, batalhas épicas e visões espetaculares de pirâmides gigantes e civilizações perdidas, entremeadas de mitos e misticismo. No entanto, como observa Camilla Belle, que interpreta Evolet: "No centro do filme há também uma história humana poderosa. Essas duas pessoas, Evolet e D'Leh, são separadas uma da outra e, então, precisam voltar a se encontrar no meio dessa jornada espantosa. Para eles, e também para o público, é realmente uma fuga em direção a outro mundo". "Há algo muito bonito no fato de a condição humana não ter realmente mudado muito ao longo do milênio", diz Steven Strait, o ator que estrela como o jovem guerreiro D'Leh. "O que nos faz seres humanos não mudou desde os tempos pré-históricos: amor, compaixão, consciência. Você vê todas essas coisas no filme e pode se identificar com essas características independentemente do tempo em que vive".
"Junto com os elementos viscerais há lendas e profecias", comenta Cliff Curtis, membro do elenco que interpreta o personagem Tic'Tic. "Há terríveis pássaros predadores e tigres dentes-de-sabre e, é claro, os mamutes, mas a história também possui um tom espiritual e eu creio que essa é a cola que dá unidade a tudo". "Os Yagahl vivem no limite da sobrevivência, alimentando-se do que conseguem encontrar e abater da manada. No filme, estão chegando ao final da Era do Gelo, portanto o clima está mudando e eles percebem que os mamutes não têm vindo tão regularmente como antes", adianta Kloser. A tribo se mantém unida devido à sua líder espiritual, Velha Mãe, interpretada por Mona Hammond e pelo caçador que carrega a Lança Branca, e que tem a responsabilidade de alimentar e proteger a tribo. Velha Mãe enxergou o futuro dos Yagahl e profetizou que um grande caçador surgiria e, com Evolet, lideraria seu povo em direção a uma nova vida antes que os mamutes desaparecessem da Terra. Ninguém acredita que esse líder será D'Leh, cujo próprio pai abandonou a tribo misteriosamente quando D'Leh era criança. Eles o chamam de filho de um covarde. Steven Strait explica: "D'Leh é o intruso do grupo. Ele foi afastado do restante da tribo por algo que seu pai fez no passado. Eles consideram o abandono da tribo a coisa mais vergonhosa que um homem poderia fazer, e D'Leh tem de viver com esse legado. Porém, o que torna sua vida mais desafiadora também lhe dá segurança".
"Eu me interesso pelos conflitos entre pai e filho" diz Emmerich. "D'Leh foi abandonado quando era menino, e como muitos meninos cujo pai foi embora, foi estigmatizado por sua tribo e carrega uma marca em seus ombros. Por fim, compreende que seu pai fez aquilo por algum motivo". Strait ficou entusiasmado com a perspectiva de trabalhar com Emmerich. "Sou um grande fã de seus filmes e, portanto, foi emocionante ter a oportunidade de trabalhar com ele", diz o ator. E acrescenta: "Roland é, antes de tudo, um contador de histórias; até mesmo seus filmes mais espetaculares são guiados pelos personagens. Quando li o roteiro, me lembro de ter pensado como era uma aventura extraordinária, e fazer o filme foi uma viagem além de qualquer coisa que eu já tenha imaginado". A aventura de D'Leh começa com a introdução de outro estranho ao grupo, Evolet, uma refugiada de uma tribo que foi dominada pelo que eles chamavam de "demônios de quatro pernas". "Ela é encontrada nas montanhas agarrada a uma mulher morta. Antes de a tribo encontrá-la, eles pensavam estar sozinhos no mundo. Ela é o primeiro sinal da existência de outras civilizações", conta Emmerich. Velha Mãe acredita que Evolet é a chave para a profecia - ela é inextricavelmente ligada ao caçador que herdará a Lança Branca e levará a tribo para uma nova terra. Embora ninguém acredite que D'Leh será esse homem, ele estabelece uma ligação secreta com Evolet, sua companheira intrusa. "Evolet é uma órfã e foi levada à tribo ainda criança", conta Camilla Belle. E prossegue: "Ela e D'Leh se amam. Ela deseja fugir com ele, mas ele sabe que não podem. São como Romeu e Julieta, porque Velha Mãe acredita que ela está destinada a casar-se com outra pessoa".
Michael Wimer percebeu que Camilla Belle possuía as qualidades exóticas que procuravam para a personagem e lembra que ficaram impressionados com ela desde o primeiro encontro. "Quando Camilla chegou para o teste, usava uns modelos muito interessantes de jóias e eu pensei que ela as estava usando por conta do teste. Depois percebi que esse era o seu estilo. Ela é extraordinariamente bonita e talentosa, trouxe uma grande força ao papel, algo de tirar o fôlego". Mark Gordon concorda e acrescenta: "Camilla é vulnerável, mas ao mesmo tempo você acredita que ela pode reagir e tornar-se heróica. Apesar do que lhe acontece, ela não se transforma em vítima". UMA JORNADA NO TEMPO Ao longo de sua carreira, Emmerich sempre alargou os limites do possível com os efeitos visuais, criando imagens de cinema tão memoráveis como a da explosão da Casa Branca em Independence Day, e a da onda gigante em O Dia Depois de Amanhã. Avanços tecnológicos progressivos possibilitaram que Emmerich liberasse sua imaginação para a experiência épica que buscou criar em 10.000 A.C.
Emmerich contou com a supervisora de efeitos especiais Karen Goulekas, com quem havia colaborado nos filmes anteriores Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, para supervisionar a realização dos inúmeros efeitos especiais do filme. "Karen é uma das pessoas mais engenhosas e inventivas com as quais já trabalhei", afirma o diretor. "Para ela nada é impossível. Eu sei que posso contar com ela para materializar meus conceitos mais ambiciosos na tela - freqüentemente mais espetaculares do que eu inicialmente tinha imaginado", elogia. O aspecto mais desafiador ao se recriar os imensos animais do período Pleistoceno era seu pêlo: longo e emaranhado no caso dos mamutes, cobertos de penas para os pássaros e no caso dos tigres dentes-de-sabre, interagindo com água. "Tivemos basicamente que reinventar a roda para que o comportamento dos pêlos parecesse real como em uma foto", comenta Emmerich. "É um desafio fazê-lo bem feito e nós contratamos duas produtoras inglesas para garantir que esses animais parecessem tão reais que você poderia até tocá-los". Goulekas juntou-se ao projeto dois anos antes do início da fotografia principal e começou seu trabalho dividindo o roteiro de acordo com suas necessidades de efeitos; em última instância, traduzindo cada tema para a arte conceitual, para maquetes (esculturas para serem escaneadas para o computador). Seu foco era nas três partes principais do filme: a caça ao mamute, a seqüência dos pássaros predadores e os encontros inesperados de D'Leh com o tigre dentes-de-sabre.
Ela reuniu uma biblioteca de ilustrações, fotos e imagens geradas em computador de programas de televisão como referências para todas as criaturas do filme. Ela também visitou o La Brea Tar Pits em Los Angeles, que foi uma fonte rica de pesquisa sobre os mamutes, bem como a Tala Game Reserve em Durban, na África do Sul, onde filmou uma variedade de animais selvagens, inclusive leões, tigres, leopardos, elefantes e avestruzes. As imagens que conseguiu juntar possibilitaram aos animadores estudar os movimentos dos animais de diferentes ângulos. Um dos projetos mais desafiadores de Goulekas foi a filmagem dos pássaros predadores - incapazes de voar, com enormes bicos - baseados em criaturas que existiram na América do Sul. "Eles eram gigantescos", conta Goulekas. "Sabemos que um avestruz pode ser rápido e quanto dano pode causar com seus pés poderosos; eu combinei esse conhecimento com o fato de que há uma ligação direta entre os pássaros predadores e os dinossauros. Baseamos seu visual em um híbrido de diferentes imagens".
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Fonte: Warner Bros. |