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O detalhe é que, além de ser a mais importante, também será a primeira missão do agente. À medida que Smart e 99 vão desvendando o plano maligno da KAOS - e um ao outro, eles descobrem que um dos principais artífices da KAOS, Siegfried (TERENCE STAMP), e seu ajudante Shtarker (KENNETH DAVITIAN) planejam lucrar com ameaças de colocar em ação sua rede de terror. Apesar da pouca experiência e do reduzido tempo de que dispõe, Smart - armado apenas com uns poucos apetrechos tecnológicos típicos de espionagem e de seu entusiasmo inabalável - terá de derrotar a KAOS se quiser salvar o mundo.
SOBRE A PRODUÇÃO O diretor Peter Segal deu à história do Agente 86 uma abordagem profissional e também de um fã. “Era um seriado ícone na década de 1960, um clássico de verdade e um dos meus preferidos. Eu adorava. Era inteligente, irreverente e hilariante”, ele diz. O produtor Charles Roven comenta: “Não queríamos recriar o seriado, e sim dar a ele uma roupagem contemporânea, fazê-lo funcionar na nossa época com uma perspectiva moderna e seqüências de ação que não estivessem lá só para pontuar as risadas, mas que fossem dignas de um thriller mesmo. Queríamos levar este mundo de superespiões a uma nova era, com a dimensão e o alcance que ele merecia de verdade na tela grande”. Segal descobriu que só imaginar os personagens conhecidos e alguns inéditos nas situações que vivenciamos hoje em dia já deu origem a milhares de idéias e piadas, inspiradas no mesmo tipo de humor inteligente que tornou o seriado – fruto da mente dos magos da comédia Mel Brooks e Buck Henry – tão memorável.
O produtor Alex Gartner credita a Segal a “habilidade de mesclar uma comédia inteligente, cheia de jogos de palavras, com seqüências de ação bem feitas”. “Nenhuma das duas coisas é fácil de fazer, e certamente são elementos difíceis de serem misturados, mas é algo que Peter sabe fazer muito bem e foi por isso que quisemos que ele fosse o diretor. Há muito humor físico no filme, mas sempre em conjunto com um pano de fundo realista”, explica. Steve Carell, que interpreta Maxwell Smart e é também um dos produtores executivos, resume tudo da seguinte forma: “Eu diria que é 80 por cento de comédia, 20 por cento de ação, 15 por cento de coração, 35 por cento de romance, 10 por cento de aventura e, provavelmente, menos de um por cento de horror. Juntando tudo, dá mais do que 100 por cento, que é mais, na verdade, do que podemos esperar de qualquer filme”. “A primeira coisa que despertou meu interesse no projeto foi o fato de Steve fazer parte dele”, reconhece Segal, que embarcou pelo simples fato de Carell estar no elenco antes mesmo de ler o roteiro. “Na minha cabeça, não havia mais ninguém que pudesse interpretar este papel, e se não tivéssemos o Max certo, não valeria a pena fazer o filme”, pondera.
“Pudemos ajustar o roteiro para o imenso talento para a comédia de Steve, o que nos deu múltiplas possibilidades de levar o filme a lugares a que outras pessoas talvez nem conseguissem chegar”, ressalta o produtor Michael Ewing. “Juntamente com os roteiristas Tom Astle e Matt Ember, Peter e Steve trabalharam no desenvolvimento do personagem, bem como em algumas partes da trama”. Trazendo consigo uma bagagem de experiência em improvisação, adquirida na época em que participou da famosa companhia Second City, Carell fazia reuniões com os realizadores e com os outros atores para bolar piadas alternativas e novos ângulos para uma cena. Para fazer uma versão do século 21 apropriada, Segal e os produtores decidiram, primeiramente, levar Agente 86 a um momento anterior. Citando outra recente aventura de Roven na produção, o sucesso de 2005, Batman Begins, Segal explica: “Eu gostei da maneira como o filme reinventou a franquia Batman ao contar uma história original de modo ainda não explorado. Com isto em mente, mostramos desde o início como Maxwell Smart se tornou um agente, como ele conheceu 99, e seu primeiro encontro com o vilão da KAOS, Siegfried”. Na abertura do filme, Max aparece compenetrado no trabalho, tentando decifrar conversas entre suspeitos internacionais a partir das fitas da segurança, e preparando enormes relatórios para seus colegas na agência CONTROLE. Ele é um analista tão valioso que seu superior, o Chefe, lamenta não poder oferecer a ele a única coisa que Max mais quer na vida e para a qual ele vem trabalhando com disciplina exemplar: tornar-se um agente que sai a campo.
Segundo Carell: “Max é incrivelmente determinado e dedicado ao que faz, mas ele quer desesperadamente testar-se em campo”. Segal comenta: “Neste aspecto, bem como em todas as suas comédias, Steve traz uma dimensão de humanidade na interpretação de forma que a platéia se compadeça dele, de verdade. O Max que ele compôs é um homem que enxerga a oportunidade a sua frente, e isto serve de combustível para muitas de suas decisões e para a ação subseqüente”.’ “Seu medo secreto, assim como o de muita gente, é que ele talvez tenha perdido algumas oportunidades na vida, ou seja, de que ele seja para sempre frustrado na vida profissional. Daí, as circunstâncias acabam arremessando-o em uma carreira fantástica da noite para o dia. Ele renova as esperanças”, acrescenta o roteirista Matt Ember. Quando a inimiga de longa data da CONTROLE, a agência KAOS, ataca a sede da primeira e expõe a identidade de seus principais agentes, o Chefe não tem outra escolha senão promover o status de Max para Agente 86 e o enviar a uma espécie de missão perigosa, ameaçadora até para um veterano.
Ainda assim, como Roven observa bem: “Apesar de Max ter estudado o manual dos agentes e ter passado em todos os testes, ele nunca esteve em uma situação na qual as pessoas, de fato, atiram contra ele”. Em relação à CONTROLE, a agência secreta para a qual Maxwell Smart devota sua vida, e o KAOS, o grupo o qual ele jurou eliminar, parte da mística de Agente 86 está na representação da batalha travada entre estas duas agências secretas rivais, cujas existências são desconhecidas fora da cúpula do governo.
Em um mundo definido pela CONTROLE e pela KAOS, nunca se sabe se uma caneta é simplesmente uma caneta ou uma possível arma no formato de dardo. Cabines de telefone transformam-se em elevadores. Há senhas e códigos secretos dos mais loucos, aparelhos fantásticos que deixariam James Bond confuso, além de agentes secretos que podem surgir nos lugares e nas horas em que menos esperamos. “Em outras palavras, nos 40 e tantos anos desde que Agente 86 foi ao ar com uma atmosfera de tensão e suspeita internacionais, muita coisa continua igual”, enfatiza Stern. Agente 86 reúne Maxwell Smart com personagens fundamentais e, ao mesmo tempo, apresenta vários outros.
A sempre eficiente Agente 99 é interpretada por Anne Hathaway. Assim como a estrela do seriado Barbara Feldon foi responsável pelo papel adorado pelos fãs – personagem que resumia a mulher liberal de sua época, a interpretação de Anne Hathaway a apresenta como uma profissional confidente, completa, que dá um passo além no processo natural que é progredir na vida profissional. “Ela era uma menina que batia de frente com os meninos”, concorda Hathaway. E continua: “Agora, ela costuma determinar o ritmo das coisas. No entanto, ela nunca sacrifica seu lado feminino, que é algo remanescente do seriado, e tem obsessão pela grife Chanel. Ela adora ser uma mulher que pode fugir e lutar de salto alto, e que não pede desculpas por ser mulher e nem espera um tratamento especial”. Segal pediu que a figurinista vencedora do Oscar® Deborah Scott (Titanic) criasse para a Agente 99 um visual que Hathaway descreve como “tão apropriado para lutar contra Ninjas quanto para uma passarela”. E detalha: “É clássico e elegante, mas é divertido e moderno, com um toque dos anos 1960, prático e definitivamente feminino”.
Hathaway alega ter conseguido o papel porque “dei um jeito de não rir por cinco segundos a mais do que as outras atrizes que fizeram a leitura do roteiro com o Steve”. “Não é fácil acompanhá-lo. Ele me ensinou muito sobre comédia e improvisação, e ele e Pete me deixaram muito segura diante e atrás das câmeras”, diz. Trailers do Filme |
Fonte: Warner Bros. |