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O ano é 1941, e o mundo está sendo destroçado pela Segunda Guerra Mundial. Depois de tentar por diversas vezes se alistar no Exército americano para fazer sua parte lutando nas Forças Aliadas, Steve Rogers, um jovem rapaz de apenas 40 quilos, é aceito para participar em um programa experimental que o transforma no supersoldado Capitão América.
SOBRE A PRODUÇÃO A primeira aparição do Capitão América foi em março de 1941, oito meses antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. A inesquecível capa da revista da Marvel trazia um jovem herói, com uma bandeira americana no peito, dando um soco em Adolf Hitler. Tamanha postura política colocou os criadores Joe Simon e Jack Kirby em uma situação delicada, mas também anunciou a chegada de um ousado campeão para aqueles sofrendo com a tirania e o autoritarismo militar. O presidente da Marvel Studios e produtor de CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR Kevin Feige (Thor, Homem de Ferro 2) observa: “Quando se tem o Capitão América dando um soco em Hitler em março de 1941, antes de Pearl Harbor, é certamente uma tomada de posição, declarando: "Não podemos mais ficar de fora disso?” Desde seu lançamento, as revistas do Capitão América venderam acima de 210 milhões de cópias em mais de 70 países. E agora, quando os fãs celebram o 70o aniversário do super-herói, os estúdios Marvel lançam a história original de como Steve Rogers tornou-se um supersoldado.
Para dirigir o projeto, a Marvel precisava de alguém que não quisesse apenas contar a história, mas também dar uma alma a ela, e o escolhido pelo estúdio foi o vencedor do Oscar® de Melhores Efeitos Visuais por OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA Joe Johnston (Jurassic Park III). Feige lembra-se: “Sempre que conversávamos com o Joe, ele mostrava não querer se afastar do personagem, do Steve. É claro que há um design incrível e um belo visual, mas precisamos garantir que o público acompanhe o herói nessa jornada. Joe foi o cara certo para fazer a história parecer contemporânea, moderna, relevante e legal para o público.” Outra preocupação da produção era encaixar a trama perfeitamente com os outros personagens existentes no universo da Marvel, função que ficou a cargo dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely (As Crônicas de Nárnia 1, 2 e 3). “Consultávamos outros projetos, ou eles nos consultavam, porque queríamos ter certeza de que haveria uma linha em comum”, conta Markus. “Howard Stark, por exemplo, tem um papel bastante importante no nosso filme, e o filho dele é Tony Stark, o Homem de Ferro. As ligações existem desde o início.” Encontrar o ator que interpretaria o protagonista Steve Rogers – personagem que vai de um extremo a outro – seria uma longa e árdua tarefa. O papel, por fim, ficaria com Chris Evans (Heróis), que já havia colaborado com a Marvel retratando o personagem Tocha Humana em O QUARTETO FANTÁSTICO e sua sequência.
Sobre Steve, Evans conta: “Ele sofre muitas decepções e ainda assim opta por não ficar amargurado ou cansado disso. Steve é um homem bom, honesto e nobre e, como resultado dessas virtudes, recebe um presente. Quando ele se transforma em Capitão América, consegue equilibrar sua nova vida com seus antigos princípios.” O elenco que ajuda a contar a história de origem do Capitão América é bastante abrangente. O vencedor do Oscar® por Melhor Ator Coadjuvante em O FUGITIVO Tommy Lee Jones (MiB) interpreta o coronel Chester Phillips, e opina sobre o projeto: “É um filme de HQ, mas ele também parece tocar em um ponto que neste momento ressoa em um âmbito nacional.” Em CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR, Steve Rogers encara um dos vilões mais notórios da Marvel – o Caveira Vermelha, também conhecido como Johann Schmidt. O ator que ficou com o papel, Hugo Weaving (Matrix), diz: Johann Schmidt é um oficial alemão que está de olho em uma força sobrenatural e, em relação a vilões, acho que isso o torna muito interessante.”
Hayley Atwell (A Duquesa) retrata Peggy Carter, uma mulher forte que trabalha para a Reserva Científica Estratégica (futura S.H.I.E.L.D.), organização na vanguarda da tecnologia e no desenvolvimento de novas maneiras de derrotar o inimigo. Sobre a personagem, Atwell comenta: “Ela tem uma carreira, muito respeito próprio e está cansada de homens que não a levam a sério no Exército. Acho que isso a torna impressionante, principalmente para o Steve. Não importa no que ele se transforme, no fundo continua sendo um garoto, sem experiência com mulheres. É como se ele fosse da escola primária até a universidade sem nada entre isso.” As experiências de vida que Steve Rogers teve antes de se tornar o Capitão América foram graças ao amigo Bucky Barnes. De certa forma, Bucky é quem Steve sempre quis ser. Sebastian Stan (Cisne Negro), que o interpreta, diz: “Ele é parecido com o Steve de muitas maneiras, e acho que é por isso que eles se identificam. Os dois são órfãos e têm também autoconfiança e independência. Mas o Bucky sente-se responsável pelo Steve e faria qualquer coisa para protegê-lo.” Dominic Cooper (Educação) participa do filme no papel de Howard Stark, futuro pai do Homem de Ferro. “Em relação às características de Stark, ele é um empresário muito empolgante e vigoroso, que era um playboy e inventor”, conta Cooper. “Havia muitos aspectos do personagem que eu senti que poderiam ser bem elaborados e divertidos.”
Com um personagem tão conhecido como Capitão América, traduzir seu icônico uniforme para o mundo real seria um desafio. Levando em consideração 70 anos de HQs como referência, um equilíbrio que satisfizesse os fãs e ficasse real no mundo do filme precisaria ser estabelecido. O modelador Patrick Whitaker e a figurinista Anna B. Sheppard mantiveram constante comunicação com os produtores do filme para assegurar que cada detalhe do uniforme fosse meticuloso, prático e estiloso. O tecido usado foi o nylon balístico, resistente, forte e capaz de fornecer relativa facilidade de movimentos. Complementando o traje, o escudo do Capitão América, “marca-registrada” dada ao herói por Howard Stark, possui um formato característico redondo, decisão de design do criador/ ilustrador Joe Simon para evitar qualquer problema relacionado a um personagem publicado por outra editora de HQs. Segundo o ator Dominic Cooper, que vive Stark, “O escudo é feito de vibrânio, que é mais forte que aço, porém mais leve. O material não permite nenhuma transferência de vibração, então quando alguma coisa atinge o escudo, não há repercussão. O escudo de vibrânio faz com que uma bala seja sentida como um algodão. E eu inventei isso. Nada mau, hein?”, ele brinca.
Enquanto Evans se dedicou a semanas de malhação para atingir a perfeição física que a fórmula do Dr. Erskine daria a ele, uma equipe de artistas estava ocupada trabalhando em outro resultado da fórmula, o Caveira Vermelha. O processo começou quando o designer de próteses David White fez um molde de tamanho real do ator Hugo Weaving. White explica: “Meu objetivo era encontrar um equilíbrio escultural e uma ligação entre Hugo e o Caveira Vermelha. Queria assegurar que Hugo não ficasse perdido debaixo da maquiagem final.” White e os produtores passaram por diversos modelos conceituais até encontrar o visual certo. A ideia era alcançar a aparência cadavérica sem qualquer sinal de que Johann tivesse sido queimado. White continua: “Joe [Johnston] não queria que o público simpatizasse com o Caveira Vermelha. Não era para ninguém ter pena dele. Mas ele certamente queria algo memorável, um pouco grotesco, sem ser repulsivo. Finalmente conseguimos um visual que trazia esse equilíbrio, algo terrível sem entrar muito no grotesco.” A maquiagem receberia ainda uma camada de CGI para que os toques finais do visual fossem incorporados e o nariz de Weaving removido.
Durante toda a filmagem, o nome do diretor Joe Johnston era referido no set como sendo um “diretor de atores”, algo que Chris Evans explica: “Joe adora ouvir o que os atores têm a dizer e está sempre disposto a ensaiar e conversar sobre as cenas. Ele se senta com todo mundo para ter discussões sadias, colaborativas e criativas, e não é sempre que podemos nos dar a esse luxo.” Para Johnston, dirigir CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR foi uma grande realização, sob diversos aspectos. Ele encerra: “Simplesmente enxerguei que tinha um personagem que era a projeção de um ideal nacional [referindo-se aos EUA]. Historicamente, o personagem surgiu antes mesmo de entrarmos na Guerra, e acho que ele logo tornou-se um símbolo de que isso é o que poderíamos fazer se tivéssemos permissão?. Bem, acho que a oportunidade de dirigir o filme me permitiu fazer essas coisas. Esses sonhos nacionais foram entregues a mim, e acho que conseguimos contar a história do Capitão América de uma forma que deixaria todos – fãs e criadores da Marvel – orgulhosos. Eu não poderia estar mais feliz.”
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