As mentes piradas de dois dos seis roteiristas de 'Todo Mundo em Pânico' - Aaron Seltzer e Jason Friedberg - esculhambam com o gênero das comedias românticas em 'Uma Comédia nada Romântica', um filme para aqueles que amam comédias românticas e aqueles que as odeiam.

O objetivo dos produtores, nas palavras deles mesmos: "Nós queríamos criar um romance que atraísse as mulheres e uma comédia hilariante para os homens na platéia".

Seltzer e Friedberg contam a história da romântica incurável Julia Jones, que finalmente conheceu o homem dos seus sonhos, o muito britânico Grant Comotuafilgia. Mas antes que possam ter seu Casamento Grego, terão de se ver Entrando numa fria maior ainda; conhecer a responsável pelo Casamento dos Seus Sonhos, e enfrentar a amiga de Grant, Andy - uma mulher de beleza espetacular que quer por um fim no Casamento do Seu Melhor Amigo.

Há anos, comédias tiram sarro de gêneros de filmes, filmes sobres esportes, sobre espiões e filmes de terror. Mas onde, perguntavam Friedberg e Seltzer, estava o romance?

A dupla vendeu seu primeiro roteiro de "sátira", 'Duro de Espiar', quando terminavam a faculdade, e alguns anos depois contribuíram no roteiro do sucesso de bilheteria 'Todo Mundo em Pânico'. Agora, seu alvo são as comédias românticas. "Assistimos muitas comedias românticas e achamos que era um gênero com o qual poderíamos nos divertir", conta Aaron Seltzer.

Friedberg explica a premissa clássica de 'Uma Comédia nada Romântica': "A moça meio sem graça se torna linda, conhece um cara, leva ele para casa, os pais dela o odeiam e eles enfrentam todos os obstáculos de costume". Seltzer fala mais, "Selecionamos cenas memoráveis de diferentes comédias românticas e a partir delas criamos uma história na qual podíamos colocar muitas piadas".

O personagem central é Julia Jones. O nome é uma brincadeira com os nomes da estrela Julia Roberts e da personagem Bridget Jones, e ela representa uma mistura de atriz e personagem que as platéias adoram ver se apaixonar. Julia é a alma de 'Uma Comédia nada Romântica'. "A única coisa que sabemos sobre Julia é que não importa o quanto a vida tenta segurá-la, nada consegue abater seu espírito", conta Seltzer. "Ela acredita no amor verdadeiro, e é isso que nos prende".

Os produtores estavam decididos a colocar essas diversas piadas em meio a uma história crível. "Parte do desafio era produzir 'Uma Comédia nada Romântica' do modo mais exagerado e engraçado possível, porque é aí que a comedia reside num projeto desses", explica o produtor Paul Schiff. "Mas ao mesmo tempo, Aaron e Jason criaram personagens reais, com os quais podemos nos identificar e que acabam nos conquistando. Eles conseguiram encontrar esse delicado equilíbrio entre a comedia rasgada e as partes mais sérias".

Os produtores tiveram cuidado para criar esses momentos verdadeiros. Friedberg conta que, "Nós queríamos que as platéias investissem nos personagens e ficassem envolvidas com a história de amor".

Mas, como eles mesmos são os primeiros a admitir, a "comédia" sempre estava em primeiro lugar. "Fizemos uma sátira de uma longa lista de comédias românticas, filmes de todos os tipos e tamanhos que são um prato cheio para a sátira", conta Paul Schiff. "'Uma Comédia nada Romântica' apresenta as convenções da comédia romântica que as platéias vão adorar ver sendo esculhambadas".

O sucesso de bilheteria Meu Casamento Grego forneceu uma boa parte do material para sátira. No filme de 2002, os parentes gregos tradicionais de Nia Vardalos insistem que ela se case com um grego. De modo semelhante, a família de Julia Jones em 'Uma Comédia nada Romântica' é quem oferece os maiores obstáculos para que ela encontre o "homem certo". Os pais de Julia insistem que ela se case com alguém que é da mesma cultura - algo nada fácil porque a família Jones levou o multi-culturalismo a um novo patamar: o pai de Julia é afro-americano, sua mãe é indiana, e a irmã dela é japonesa. É impossível que Julia agrade a todos.

 

Fonte: Renato Marafon/Fox Film