Liz Gilbert (Julia Roberts) é uma mulher moderna em busca de uma experiência de vida mais transcendental, que viaja pelo mundo para redescobrir e se reconectar com sua verdadeira essência, em Comer Rezar Amar (Eat Pray Love). Em um impasse após um divórcio, ela tira um ano de licença no trabalho e, surpreendentemente, aventura-se fora da sua zona de conforto, arriscando tudo para mudar a sua vida. Em suas viagens maravilhosas e exóticas, ela experimenta os prazeres frugais da gastronomia na Itália, a força das preces na Índia e, por fim, inesperadamente, a paz interior e o equilíbrio no amor em Bali. Baseado numa história verídica inspiradora, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) prova que realmente existe mais de uma maneira de se explorar e conhecer o mundo.



SOBRE O FILME

Julia Roberts leu o livro de memórias de Elizabeth Gilbert, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love), quando ele foi lançado, em 2006. Ela o enviou a uma de suas melhores amigas, as duas o leram simultaneamente, e ambas se identificaram de imediato com a história. “Todo mundo tem a sua jornada, um momento na vida quando precisa redefinir quem você e o que está buscando”, declara Roberts. “A jornada da Liz é muito específica e visualmente rica, o que a torna uma narrativa interessante, mas também é uma história universal que se aplica a qualquer um.”

O livro de Gilbert – sua declarada busca por simplesmente tudo – atingiu um sucesso extraordinário, com mais de 6,2 milhões de exemplares vendidos no EUA e no mundo, e tendo sido traduzido em 40 idiomas. Foi o livro o que atraiu Roberts ao projeto, juntamente com a oportunidade de trabalhar com Ryan Murphy, o corroteirista e diretor do filme. “Adoro o modo como o livro fala sobre experiências existenciais, sobre a busca de respostas e o quanto as pessoas podem significar nas nossas vidas. É uma história realmente vibrante. É ótimo fazer parte do filme e, sobretudo, com Ryan na direção – foi uma experiência deliciosa”, afirma a atriz.

Murphy, mais conhecido por seu trabalho nos seriados premiados com o Globo de Ouro, Nip/Tuck e Glee, consagrou-se por seus diálogos afiados e realistas. Ele é coautor do roteiro do filme, juntamente com Jennifer Salt, com quem já havia trabalhado anteriormente em Nip/Tuck. “A adaptação de Ryan e Jennifer respeitou muito o original”, afirma Roberts. “Ryan manteve um contato constante com Liz Gilbert, ele sempre falava com ela – e eles procuraram ser bastante fiéis ao livro. Toda adaptação cinematográfica enfrenta o momento em que as coisas precisam ser um pouco diferentes, mas nós sempre protegemos a espinha vertebral da narrativa – a jornada de autodescoberta de Liz.”

“A beleza do livro – e, creio eu, o que motivou o nosso interesse em filmá-lo – é que ele diz, ‘Saia da sua rotina’”, explica Murphy. “Eu adoro essa ideia – é uma questão pessoal minha, porque eu costumo ser rígido nas minhas escolhas, repetindo um mesmo padrão, dia após dia. Por exemplo, eu adoro a cena em Roma, em que Julia passa a tarde toda no chão, onde faz inclusive uma bela refeição. Eu penso nisso no meu dia a dia; eu tento saborear as pequenas experiências, sem ter o meu dia inteiro programado. Isso foi o que eu aprendi a nível pessoal trabalhando neste projeto.”

“Ryan me recomendou o livro em circunstâncias que não tinham nenhuma ligação com o filme – ele o recomendou como amigo”, conta Salt. “Ele disse: ‘Estou lendo um livro e parece que estou ouvindo você falar. Você vai adorar.’ E eu o adorei mesmo, porque era muito sincero e autêntico. Quando Ryan me disse que estava negociando os seus direitos e que queria que eu escrevesse o roteiro com ele… foi um momento mágico para mim”.

O tema do livro tornou-se o fio condutor da narrativa e do roteiro. Embora Gilbert faça um périplo literal, belo e exótico pelo mundo, essa é apenas parte da história. O que levou o livro a impressionar tanta gente é o fato de sua jornada interior, sua busca para se conhecer melhor, soar sincera – e isso é algo que pode ser feito em qualquer lugar. Segundo a produtora Gardner, “a curiosidade de Liz Gilbert pelo que lhe é desconhecido é uma das coisas que me atraíram. Você pode, literalmente, virar a esquina e conhecer alguém que nunca viu antes ou se deparar com um novo idioma, uma nova culinária, cultura e novos padrões de comportamento.”

Na verdade, alcançar o equilíbrio entre a jornada externa e a interna era fundamental para a adaptação do material às telas dos cinemas. O enredo que impulsiona a narrativa é a viagem de Liz de Nova York à Itália, Índia e Indonésia, e era importante para os cineastas passarem para os espectadores o desafio pessoal enfrentado por Liz ao se aventurar pelo mundo viajando sozinha. “É solitário e não é nada fácil”, define Gardner. Essa é a história que se destacou do papel e ganhou vida na tela.

Enquanto escreviam a adaptação, Murphy e a sua corroteirista, Jennifer Salt, tiveram reuniões de trabalho com Roberts e Gardner, em que cada uma citou seu trecho favorito do livro. Alguns coincidiram, é claro, mas cada uma também se sentiu individualmente atraída por momentos diferentes. Dessas discussões íntimas, originou-se o roteiro do filme.

Outro recurso importante para Murphy e Salt, obviamente, foi a própria autora, Elizabeth Gilbert. Durante a escritura do roteiro, Murphy e Gilbert mantiveram uma troca regular de emails; e sempre que os coroteiristas tinham perguntas acerca da motivação dos seus personagens, eles encontraram na própria autora a mais valiosa das aliadas. Por exemplo, quando escreviam o trecho na Itália, Murphy e Salt sentiram que a ceia do Dia de Ação de Graças, com a presença de todos os seus amigos italianos, seria a chave para todo aquele ato do filme. Mas exatamente o que acerca daquela ceia foi tão importante para Gilbert? A autora respondeu que, naquele momento – ainda bem no início da jornada – ela ainda não tinha certeza de que seria capaz de se sentir feliz consigo mesma, mas ela tinha a certeza de que era capaz de se sentir feliz pelas outras pessoas. “Segundo ela, aquele momento foi uma centelha de vida”, Gardner comenta. “Momentos assim nos ajudaram imensamente, nos ajudaram a seguir a diante com a narrativa.”

Desde o início, desde que Gardner leu o livro, a única escolha para interpretar o papel de Elizabeth Gilbert era Julia Roberts. “Era a escolha óbvia – ela deveria ser Julia Roberts”, conta a produtora. “Eu nunca tinha trabalhado com a Julia antes e fiquei impressionada com o seu talento. A personagem alterna o tom entre ser vulnerável e corajosa, entre indecisa e segura. Ela entende as fases de expansão e retração de Liz.”

“É bem complexo o amadurecimento de Liz e a gama de emoções que ela experimenta, pois a história se passa no decorrer de um período de um ano”, afirma Roberts. “E somado o divórcio aos namoros e viagens, com contatos com estranhos sem saber como agir, é uma ótima oportunidade de interpretar uma personagem complexa e fascinante.”

“No início do filme, Liz está ligeiramente descompensada e nem ela sabe bem o porquê”, acrescenta Roberts. “Ela é uma viajante – ela sempre viajou muito – então, seu instinto natural foi fazer as malas. Obviamente, nem todo mundo pode fazer o que ela fez, mas a questão realmente não é essa. É divertido acompanhar suas viagens pelos quatro cantos do mundo no filme, mas o que realmente lhe importava era se autoconhecer e descobrir o que ela queria da vida.”

Roberts afirma que esse tipo de reflexão não é fácil é isso o que torna a jornada de Gilbert extraordinária. “O fato de ela ter tirado esse tempo para si mesma é que é profundamente interessante e estimulante para outras pessoas”, segundo ela. “Eu considero isso corajoso e admirável; a vida hoje é tão ocupada e a jato, que é ótimo você parar para descobrir quem você é.”

Viola Davis, a atriz que interpreta Delia, a melhor amiga de Liz no filme, afirma que ela também viu uma ligação entre Liz Gilbert e Julia Roberts. “Quando li Comer rezar amar, eu pensei: ‘A Liz provavelmente nem deve se dar conta de como ela é fantástica por fazer amigos em qualquer lugar, como ela ilumina os lugares quando chega, como seu jeito atrai as pessoas e o quanto é acolhedora’. E penso a mesma coisa sobre a Julia – seu carisma atrai as pessoas. Ela é iluminada.”

Roberts teve a oportunidade de conhecer Elizabeth Gilbert em pessoa, em Roma. “Ryan manteve contato com ela ao longo da pré-produção, mas eu achava importante interpretá-la seguindo os meus instintos e já ter as filmagens bem adiantadas até que eu, finalmente, a conhecesse”, explica Roberts. “Ela é uma pessoa adorável, tem um jeito ótimo de falar, maneirismos muito específicos, e eu não queria imitá-la. Ela é muito bonita, como pessoa.”

Assim como foi com a escalação de Julia Roberts, os cineastas nem cogitaram filmar em nenhum outro lugar senão nas locações reais que Gilbert visitou em seu périplo. “Esse era o nosso santo gral – nós iríamos ao maior número possível dos mesmos lugares que Liz Gilbert visitou”, conta Murphy. “Alguns foram fáceis, sobretudo alguns dos pontos mais famosos de Roma por onde Liz passou.” Outras vezes, segundo Murphy, eles tiveram sorte – a produção filmou na verdadeira casa de Ketut Liyer, um personagem-chave na sequência de Bali. “Nós passamos um longo tempo na pré-produção visitando os três países em três ocasiões diferentes, à procura de locações. Se não conseguíssemos filmar em alguma locação real por qualquer motivo alheio ao nosso controle, a equipe tirava uma quantidade absurda de fotos para recriá-las. Como o livro é muito conhecido e estimado, era importante para mim, como diretor, fazer jus aos lugares que ela percorreu”, continua Murphy.

Richard Jenkins, que tem um papel-chave na sequência na Índia, como “Richard do Texas”, explica o que significou para o filme rodar nessas locações exóticas. “Quando eu era criança, crescendo numa cidadezinha do Meio-Oeste dos EUA, eu só conhecia o mundo através dos filmes. Graças aos filmes, eu visitava lugares aonde eu não poderia ir de outro jeito”, conta ele. “E agora, nós rodamos na Índia – não poderíamos ter rodado em nenhum outro lugar. O calor, aquele ambiente, o ar, as pessoas. É uma vibração completamente diferente.”

E a produção não se limitou a filmar nas locações reais. Tudo também foi rodado em ordem cronológica – primeiro, em Nova York, depois na Itália, na Índia e, por fim, em Bali. O processo deu mais profundidade ao desempenho de Roberts. “Nós passamos exatamente pelas mesmas reações emocionais que a Liz passou”, observa Roberts. “Isso tornou a experiência incrível.”

“Conversando com Ryan e Dede, ficou claro que havia algo de tão especial nessas locações internacionais que os espectadores iriam querer embarcar numa jornada semelhante à de Liz quando fossem assistir ao filme”, explica o produtor executivo, Stan Wlodkowski. “Portanto, foi uma decisão unânime tanto dos cineastas quanto do estúdio que nós filmaríamos em Nova York, na Itália, na Índia e em Bali, na mesma ordem em que Liz vive suas experiências no livro. Eu acho que nunca mais vou ter outra experiência parecida na minha carreira e uma agenda filmagem como essa. Nós rodamos, literalmente, quatro filmes separados.”

JULIA ROBERTS

A atriz venceu um Oscar® de Melhor Atriz, um Globo de Ouro e um Screen Actors Guild Award no papel-título de Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich). No decorrer da sua carreira, Roberts estrelou vários dos filmes de maior êxito de Hollywood, trabalhando com alguns dos diretores mais respeitados da indústria. Seus filmes já arrecadaram mais de US$ 2,5 bilhões de dólares em todo o mundo.

Roberts tornou-se conhecida do público num papel elogiado pela crítica em Três Mulheres Três Amores (Mystic Pizza), que lhe deu uma indicação ao Independent Spirit Award. Em seguida, estrelou Flores de Aço (Steel Magnolias), que lhe deu a sua primeira indicação ao Oscar e um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. O seu filme seguinte, Uma Linda Mulher (Pretty Mulher), de Garry Marshall, no qual contracenou com Richard Gere, foi um dos filmes de maior bilheteria de 1990 e lhe deu a sua segunda indicação ao Oscar® e o seu segundo Globo de Ouro consecutivo de Melhor Atriz.

Mais recentemente, recebeu a sua sétima indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema - Comédia ou Musical com seu desempenho no filme de Tony Gilroy, Duplicidade (Duplicity), contracenando com Clive Owen. Ela também foi indicada ao Globo de Ouro atuando nos filmes O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Melhor Friend's Wedding); Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill), contracenando com Hugh Grant; e Jogos do Poder (Charlie Wilson's War), dirigido por Mike Nichols e coestrelado por Tom Hanks.

A sua longa lista de créditos cinematográficos também inclui Onze Homens e Um Segredo (Ocean's Eleven) e Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's Twelve), ambos de Steven Soderbergh; O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile), de Mike Newell; Os Queridinhos da América (America's Sweethearts); a estreia diretorial de George Clooney, Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind); Noiva em Fuga (Runaway Bride), no qual ela voltou a trabalhar com Richard Gere e o diretor Garry Marshall; Lado a Lado (Stepmom) de Chris Columbus; Teoria da Conspiração (Conspiracy Theory), dirigido por Richard Donner e estrelado por Mel Gibson; Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You), de Woody Allen; Michael Collins – O Preço da Liberdade (Michael Collins), de Neil Jordan; O Poder do Amor (Something to Talk About), de Lasse Hallström; O Dossiê Pelicano (The Pelican Brief), dirigido por Alan J. Pakula e coestrelado por Denzel Washington; e Tudo Por Amor (Dying Young), Linha Mortal (Flatliners) e Dormindo com o Inimigo (Sleeping com the Enemy), de Joel Schumacher. Mais recentemente, estrelou Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day), trabalhando mais uma vez com o diretor Garry Marshall. Em breve, contracenará com Tom Hanks em Larry Crowne, coescrito por Hanks e a ser dirigido por ele próprio.

Trailer do Filme

 

 

Fonte: Sony Pictures