Na Ilha de Berk, lutar contra dragões é um estilo de vida. Por isso, o ponto de vista progressista e o senso de humor fora de padrão do adolescente viking Soluço não combinam muito bem com sua tribo e o chefe dela, Stoico – por sinal, pai do menino. Quando Soluço é inserido no Treino com Dragões com outros jovens vikings, enxerga a oportunidade de provar que tem o que é preciso para ser um guerreiro. Mas, ao se tornar amigo de um dragão ferido, seu mundo vira de cabeça para baixo, e o que teve início como a chance de Soluço provar do que é capaz acaba virando uma oportunidade de criar um novo rumo para o futuro de toda a aldeia.



SOBRE A PRODUÇÃO

Foi há quase seis anos que a série de livros da autora inglesa Cressida Cowell chamou a atenção dos executivos de criação da DreamWorks Animation, que perceberam o potencial cinematográfico da história de um garoto franzino que tenta encontrar seu espaço no vigoroso mundo dos vikings. Também não demorou muito para a produtora Bonnie Arnold (Toy Story) se interessar pela recém-adquirida trama.

“Em todos os nossos outros filmes, os personagens principais são adultos ou animais, mas nesse temos um adolescente como nosso herói, e essa é uma direção nova para o estúdio.”

Para comandar o projeto, a DreamWorks voltou-se para os escritores e diretores Chris Sanders (Lilo & Stitch) e Dean DeBlois (Lilo & Stitch). Sanders resume a empolgação pela tarefa: “Há muito tempo eu queria fazer um filme que de alguma forma envolvesse criaturas, pessoas ou super-heróis voando, então, quando li uma versão inicial da história, pensei: ‘Meu Deus! Podemos levar isso a lugares em que nunca se esteve antes!’”
Enquanto o livro tem início com os dragões já integrados à estrutura societária dos vikings, os produtores perceberam que voltar alguns anos na linha do tempo seria essencial.

Arnold explica: “Em termos de narrativa, acho que a nossa inovação foi criar uma história de origem – como Soluço e sua relação com um dragão chamado Banguela realmente mudam o mundo deles.” É na Ilha de Berk que somos apresentados ao protagonista, vivido por Jay Baruchel (Uma Noite no Museu 2). Para DeBlois, Baruchel não apenas soa como Soluço deve soar, mas traz à mente certas características dele: “O próprio Jay personifica muito Soluço. Ele é magro, muito espirituoso e inteligente, e leva isso ao personagem, então, as falas parecem muito genuínas. Elas não têm cara de roteiro”.

Enquanto o franzino Baruchel vive Soluço, faz sentido que um ator imponente, que fale como um chefe nórdico, empreste a voz a Stoico. Arnold diz: “Gerard Butler [A Verdade Nua e Crua] tornou-se mais conhecido com seu papel em 300. ‘Meu Deus, esse é o nosso Stoico’, pensamos quando vimos esse filme”. E Butler chegou carregado de experiência: “Tive a felicidade de ter retratado um viking antes, e já interpretei muitos personagens desse tipo – vivi Átila e fiz um filme passado nos tempos medievais, então também já usei espadas e arpões. Além de interpretar Leônidas [300], fiz um filme na própria Islândia – fiquei lá por três meses vivendo Beowulf, talvez a mais famosa história viking de todos os tempos, que também incluía um monstro, como nesse trabalho. Então, acho que metade da minha carreira me conduziu a viver um papel assim – sendo um líder, sendo poderoso, sendo nobre, mas defendendo uma causa da qual não estou certo, temendo algumas coisas, mas lutando contra elas assim mesmo.”

Os produtores também deram boas-vindas à talentosa America Ferrera (Ugly Betty), para interpretar Astrid, a mais promissora jovem viking da ilha, que não existia no livro original. Sobre a personagem, Ferrera diz: “A Astrid não está de brincadeira, ela está lá para ser uma boa viking e aprender a derrotar dragões. Ela é aquela garota dos reality shows que aparece dizendo: ‘Não estou aqui para fazer amigos, estou aqui para vencer.’ Foi divertido dublá-la. Ela não é malvada e, se está assustada, canaliza isso para a produtividade.”

Os outros jovens que participam com Soluço e Astrid no Treino com Dragões são Melequento, na voz de Jonah Hill (Superbad - É Hoje); Perna-de-Peixe, dublado por Christopher Mintz-Plasse (Kick-Ass); e os gêmeos Cabeçaquente, feito por Kristen Wiig (Garota Fantástica), e Cabeçadura, vivido por T.J. Miller (Cloverfield).

Além do grupo de adolescentes, outra fonte de risos em COMO TREINAR O SEU DRAGÃO é Craig Ferguson (A Verdade Nua e Crua), que interpreta Bocão, o ferreiro encarregado de, em primeiro lugar, manter Soluço fora de perigo, e depois de acompanhá-lo no treino. Sobre o personagem, o ator diz: “O estilo de treino de Bocão com os adolescentes vikings é de simplesmente jogá-los contra os dragões, e os que sobreviverem serão, obviamente, os que também sobreviverão nas batalhas. Ele não é sentimental em relação a nenhum adolescente, e os considera razoavelmente descartáveis. Exceto por Soluço. Acho que ele gosta bastante do Soluço.”



Em relação aos dragões, a produtora Arnold comenta: “No livro de Cressida Cowell, os dragões falam. Eles têm uma linguagem própria, mas optamos logo no início por ter dragões mais animalescos, com comunicação não-verbal. Acho que parte da razão disso foi que assim os dragões ficavam mais selvagens, difíceis de conquistar, dando a Soluço e aos vikings um obstáculo maior a superar. E, no final das contas, acredito que tenha ficado mais interessante para os animadores, porque realmente os desafiou a dar aos dragões personalidades próprias, sem recorrer à voz.

Seguindo a linha da DreamWorks de criar e lançar filmes em 3D estereoscópico, a produção tinha ainda outra ferramenta a seu alcance para levar o mundo grandioso e carregado de testosterona dos vikings para o cinema. O produtor executivo Tim Johnson observa: “O 3D é, francamente, uma parte incrivelmente elaborada do processo. Não acho que fomos inocentes quando mergulhamos nisso, sabíamos que seria um desafio. Ao mesmo tempo, é algo muito mais abrangente do que imaginávamos, porque estamos criamos esses filmes usando ferramentas 3D – e não acrescentando o efeito com algum processo depois que o projeto está finalizado. É preciso construí-lo no DNA da narrativa. É preciso assegurar que você não está usando aquilo como um truque, mas como uma forma de enriquecer a ligação com o público – vendo através dos olhos do personagem, viajando com o personagem enquanto ele encara suas aventuras.”

Mas com toda essa moderna animação computadorizada e tecnologia de 3D estereoscópico, a vida de Soluço e sua batalha contra as normas ainda são o coração do filme? Ninguém melhor para tirar isso a limpo do que a autora da história, Cressida Cowell, como explica a produtora Bonnie Arnold: “O verdadeiro teste para nós foi quando ela veio para o estúdio com sua família durante as férias de verão, e eles viram boa parte do trabalho. Os filhos dela ficaram envolvidos pelo filme, e muito animados com todos os personagens – tanto com as coisas similares ao livro quanto com as completamente diferentes. Quando Cowell veio para o estúdio, admitiu que ficou um pouco nervosa vendo tanta gente trabalhar no filme, mas acho que ver aquilo em andamento foi realmente empolgante e fantástico para ela. Foi também muito inspirador para a nossa equipe, que queria ter certeza de que estava fazendo coisas leais ao livro, mas, ao mesmo tempo, tornando aquilo algo diferente. Ela visitou os animadores, os artistas do departamento de efeitos, os iluminadores e todos as nossas diferentes áreas, e passou muito tempo com Chris, Dean e comigo. Ela foi muito agradável, e estava alegre.”

Aqueles que participaram da trama de Soluço e Banguela também estavam bastante animados quanto ao projeto. Chris Sanders conclui: “Queríamos que COMO TREINAR O SEU DRAGÃO fosse uma experiência mítica. É um mundo de vikings e dragões e de enormes asas e espadas. Levantamos o nosso público do chão até o ar ártico, montados em monstros voadores. Viajamos para o coração de um mundo perigoso e de uma relação impossível com culturas antigas que existiam apenas nas páginas dos livros, até agora. Você não se esquecerá desses personagens, e nem desse lugar.”

Trailer do Filme

 

Fonte: Paramount Pictures