Com direção de Clint Eastwood, vencedor de dois Oscar, A Conquista da Honra é uma extraodinária exploração da guerra, observada de longe e experimentada pelos soldados no solo; uma história particular de amizade e coragem, sobrevivência e sacrifício. Tendo ao fundo um cenário caótico, a batalha de Iwo Jima, o filme capta um momento observado através da câmera de Joe Rosenthal e o impacto que aquele momento teve não apenas no país galvanizado por ele, mas nos homens captados naquela imagem. Clint Eastwood se interessou pelo projeto ao ler o best-seller de James Bradley e Ron Powers, Flags of Our Fathers. Eastwood comenta: "Há ali diversas histórias e isso torna o livro interessante. E, naturalmente, a foto de Joe Rosenthal, da Associated Press. Havia algo naquela fotografia. Ninguém sabe exatamente o que ela representa - talvez seja apenas uma foto de homens levantando um mastro; talvez seja assim que os seis homens da fotografia vejam a si mesmos. Mas, em 1945, aquilo representava um esforço de guerra. Como um contraponto a uma das mais sangrentas batalhas da guerra, a fotografia simbolizava o que estava em jogo, aquilo por que eles estavam lutando. E quando se descobre o que aconteceu com aqueles rapazes, como foram retirados dos campos de batalha, levados para casa, para fazer viagens promocionais, isso causa um jogo de emoções complexas, especialmente para quem tem 19, 20, 22 anos". |  |
Baseado no livro de recordações de James Bradley, A Conquista da Honra revela a batalha de Iwo Jima pelos olhos daqueles rapazes que ergueram a bandeira e também conta a história da jornada de um filho para descobrir o papel de seu pai na famosa fotografia da Associated Press e, por meio da foto, saber quem ele era como homem, com quem ele lutou e quem ele pranteou, 60 anos depois. Diz James Bradley, o autor do livro publicado em 2000 pela Bantam e que passou 46 semanas em primeiro lugar na lista de mais vendidos do New York Times: "Nunca pretendi escrever um livro. Eu queria descobrir por que meu pai nada dizia. Decidi escrever quando percebi que todo o mundo conhecia a foto, mas ninguém conhecia a história".
Eastwood soube que Steven Spielberg detinha os direitos do livro de Bradley. Ele conta: "A DreamWorks tinha comprado os direitos. Falei com Steven Spielberg que eu gostaria muito de ficar com os direitos, deixei o assunto no ar. Há dois anos, encontrei-me com Steven num filme e ele perguntou, 'Por que você não realiza o projeto? Você dirige e eu produzo com você.' Eu aceitei". Spielberg - que fez o memorável filme sobre a Segunda Guerra Mundial, O Resgate do Soldado Ryan, que lhe deu o Oscar de Melhor Diretor - diz que a carreira brilhante de Eastwood e seu trabalho como realizador deixavam claro que o filme estava em boas mãos. |  |
"Nos 35 anos em que conheço Clint, foi maravilhoso ver como seu trabalho cresceu em confiança, variedade e excelência", elogia Spielberg. E completa: "Seu trabalho, com grande variedade de temas e tipos de filmes, não tem comparação com o que se faz no cinema hoje. Também foi maravilhoso ver que o mundo deu a ele afeto e aclamação por seu trabalho, reconhecendo um talento que ele jamais proclamou. Talvez isso seja o melhor em toda essa história: ver Clint permanecer quem ele sempre foi, ou seja, nada impressionado com ele mesmo. Ele gosta de dizer, 'Quanto menos, melhor', e isso se aplica especialmente ao seu próprio ego e à confiança que tem no elenco, na equipe; e essa confiança reflete a que ele tem em si próprio, em seus instintos seja na escolha do elenco ou do material, seja nas filmagens". Aderindo ao projeto, Eastwood dedicou-se à pesquisa da batalha de Iwo Jima, lendo bastante a respeito e conversando com veteranos dos dois lados da batalha, que permanece como a mais sangrenta da história dos fuzileiros e pela qual o Congresso concedeu o maior número de medalhas: 27. A pesquisa resultou em A Conquista da Honra, mas também em um projeto paralelo que Eastwood começou a desenvolver ao mesmo tempo com sua produção americana: um filme falado em japonês, que deve contar o outro lado da história, chamado Cartas de Iwo Jima. 
| Ele comenta: "Na maioria dos filmes de guerra com que cresci, havia os bandidos e os mocinhos. A vida não é assim; a guerra não é assim. Esses filmes não falam de ganhar ou perder, falam sobre os efeitos da guerra sobre os homens e sobre aqueles que deixam suas vidas muito antes da hora" Trata-se da imagem mais marcante da Guerra do Pacífico, um momento captado por uma fotografia: cinco fuzileiros e um membro do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira americana no Monte Suribachi em meio à terrível batalha de Iwo Jima, uma ilha isolada de praias de areias negras e cavernas sulfurosas. |
Para os homens retratados levantando a bandeira isso representa uma pequena formalidade no meio de uma batalha sangrenta, mas para os que estavam em casa, a imagem sem palavras de homens lutando juntos contra o destino cruel forma instantaneamente a noção de heroísmo. A fotografia cativou o povo americano sedento de esperança e impaciente com uma guerra que parecia não ter fim. Ela deu às mães uma razão para acreditar que seus filhos voltariam vivos e forneceu um sentido para aquelas que choravam por filhos que não voltariam.
Acerca do trabalho com Smith, Muccino comenta que Will tem um estilo totalmente honesto. Ele exige que tudo seja diferente, dramático e muito realista. Foi um prazer levá-lo nessa jornada. Tivemos uma relação fantástica. Eu aprendi muito com ele e, espero que ele também tenha aprendido alguma coisa comigo. No início da produção, os cineastas começaram a discutir a importância do ator que interpretaria o filho de cinco anos de Chris Gardner. Eles entrevistaram mais de cem meninos. Até conhecermos Jaden Smith, e foi tiro e queda, conta Blumenthal. Jaden era o garoto. Ele era 100% sincero, honesto e espontâneo. Nós simplesmente escalamos a melhor pessoa para o papel! Jaden Christopher Syre Smith é também o filho de sete anos de Will Smith e Jada Pinkett Smith. O produtor Lassiter admite que Contratar Gabriele foi uma aposta arriscada, mas nem tanto quando escalar Jaden Smith no papel de Christopher. Apostamos alto, pois caso Jaden não se mostrasse à altura, pareceria nepotismo. Pai orgulhoso, Smith não tinha a menor dúvida da capacidade do filho. O moleque roubou todas as nossas cenas juntos. Eu não gosto disso. Ainda bem que ele é meu filho, porque se fosse o filho de outro, eu teria de cortá-lo do filme. |  |
Em um aspecto ainda mais sério, ele acrescenta: De início, havia a preocupação de que, sendo pai dele, eu teria dificuldade em me concentrar nas cenas em que contracenávamos. Mas a realidade foi totalmente diferente. Quando eu via nos olhos do Jaden a dor e a raiva que o pequeno Christopher estava sentindo naquele momento, isso acrescentava ainda mais realismo à cena, porque eu sentia que o estava decepcionando como pai. Eu fiquei completamente tomado pela emoção. 'A Conquista da Honra' será lançado no dia 02 de Fevereiro de 2007.
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