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Em 'O Dia em que a Terra Parou', versão contemporânea do clássico de ficção científica de 1951, a renomada cientista Dra. Helen Benson (Jennifer Connely) se vê cara a cara com um alienígena chamado Klaatu (Keanu Reeves), que atravessa o universo para nos avisar da iminência de uma crise global. Quando forças que fogem do controle de Helen ameaçam o extraterrestre, que consideram hostil, e negam seu pedido de conversar com os líderes mundiais, ela e seu enteado Jacob (Jaden Smith) rapidamente descobrem as decorrências mortais da alegação de Klaatu de que é "um amigo do planeta Terra". Agora, Helen terá de encontrar uma maneira de convencer a entidade enviada para nos destruir de que vale a pena salvar a humanidade - mas pode ser tarde demais. O "processo" já começou.
SOBRE A PRODUÇÃO A humanidade sempre foi fascinada pela possibilidade de vida em outros planetas. A literatura e o cinema de ficção científica têm se prestado não apenas a divertir, mas a colocar questões e a expressar nossas esperanças e nossos medos em relação à existência de extraterrestres. As especulações já estimularam a imaginação coletiva e inspiraram o desenvolvimento de novas tecnologias para explorar os confins do universo e a possibilidade bastante real de que não estejamos sozinhos. Um dos filmes mais originais do gênero é o clássico de ficção científica de 1951, "'O Dia em que a Terra Parou'", um filme verdadeiramente inovador que influenciou gerações de entusiastas da ficção científica, escritores e cineastas. Dirigido pelo lendário Robert Wise, conta a história de um alienígena de aparência humana chamado Klaatu, que aterrissa sua espaçonave em Washington D.C., com a finalidade de encontrar-se com os líderes da Terra para avisá-los de que a violência que os homens cometem uns contra os outros ameaça a sobrevivência de outras civilizações do universo. Com o auxílio de Gort, seu gigante robô guarda-costas, Klaatu escapa das autoridades que o capturam e mergulha na cultura humana para melhor compreender essa espécie que parece destinada ao conflito e à destruição. Ele se torna amigo de uma viúva e seu filho, e, sob o prisma da amizade deles, aprende muito sobre a humanidade - e acaba por desafiá-la a se tornar uma melhor versão de si própria.
O filme foi revolucionário, não somente no conceito dos alienígenas, espaçonaves e robôs, arrojados para a época, como também na audaciosa variação de uma alegoria já familiar no período de crescente tensão do início da era da Guerra Fria. "Toda a ficção científica nos Estados Unidos na década de 1950 foi construída de forma a reforçar o medo do Bloco Oriental", observa o produtor Erwin Stoff. "O 'outro' a ser temido era sempre uma metáfora para o comunismo. O notável em ''O Dia em que a Terra Parou'' era depositar o ônus da responsabilidade de maneira igualitária sobre todos. O 'outro' a temer éramos nós mesmos, a natureza humana e a terrível violência de que a humanidade é capaz", completa. Outro aspecto do filme que o destaca dos demais é a perspectiva a partir da qual a história se desenrola. "Uma das coisas singulares na história é ser contada do ponto de vista de um extraterrestre. Vimos muitos filmes sobre alienígenas, mas raramente vimos a nós mesmos como os alienígenas", ressalta Stoff.
A idéia de refilmar "'O Dia em que a Terra Parou'" inicialmente conquistou Stoff, que agencia Keanu Reeves há mais de 20 anos. Durante uma reunião com a Twentieth Century Fox, Stoff reparou em um pôster do clássico filme pendurado na parede. "Eu disse, 'Esqueçam o projeto sobre o qual vim aqui conversar. O que devemos fazer é desenvolver ''O Dia em que a Terra Parou'' com Keanu interpretando Klaatu'", ele recorda. "Parecia uma ótima idéia, mas acabou não se concretizando. Até que, 12 anos depois, apareceu um roteiro na minha porta". "Não há nada que o filme original diga sobre a natureza humana que não seja atual e relevante para a nova geração de freqüentadores de cinema", opina Stoff. "Foram as especificidades do modo como somos capazes de nos destruir que mudaram. As provas de que estamos causando danos possivelmente irreparáveis ao ambiente são irrefutáveis. Os desafios que enfrentamos hoje não são menos intimidantes e caso não os combatamos, não são menos mortais que aqueles que enfrentamos antes do final da Guerra Fria".
Para Derrickson, o projeto é a culminância de um encontro que teve com Robert Wise quando era estudante de cinema e fez um curta-metragem aceito num festival em Indiana, em que o famoso diretor era homenageado. Num jantar em particular com Wise, organizado pelo diretor de programação do festival, Derrickson perguntou ao vencedor de dois Oscar se tinha algum conselho para um jovem cineasta como ele. "Ele me disse que se eu estava interessado em filmes de gênero, eu devia primeiro fazer um filme de terror, pois esse tipo de filme revela o que se é capaz de fazer enquanto diretor", recorda Derrickson. "Fiquei com isso na cabeça e foi um dos motivos que me levou a fazer meu primeiro filme, 'O Exorcismo de Emily Rose'. Mas eu não imaginava que um dia estaria sentado aqui falando sobre a refilmagem do grande filme dele ''O Dia em que a Terra Parou''".
Na qualidade de representante de um grupo de civilizações alienígenas que sofreram elas próprias uma evolução dolorosa devido a uma mudança climática cataclísmica, Klaatu viaja até a Terra com a intenção de exterminar o que ele e seus semelhantes enxergam como uma ameaça iminente a um planeta que é abundante demais para ter sua sobrevivência ameaçada. "A situação chegou a um ponto crítico em que a vida no planeta corre riscos porque os humanos o estão matando", diz Reeves. "Klaatu vem à Terra para conferir se os seres humanos são capazes de mudar de comportamento, ou se o 'problema' precisa ser eliminado".
Klaatu pretende conversar com os líderes mundiais na ONU antes de tomar alguma medida mais drástica, porém, quando isso lhe é negado, apenas é reforçada sua opinião de que os seres humanos são naturalmente bárbaros e incapazes de mudar. "Klaatu chega à Terra com uma visão bem negativa da humanidade. Ele tem opiniões sobre a nossa destrutividade e relutância em mudar, e as suas primeiras experiências aqui não ajudam em nada a mudá-las", explica Derrickson. Apesar das idéias preconceituosas sobre a humanidade, Klaatu desempenha sua missão com isenção. A atriz premiada com o Oscar, Kathy Bates ("Louca Obsessão"), que interpreta a Secretária de Defesa dos EUA, relata: "Houve uma cena com Keanu que me assustou. Não sei o que aconteceu, mas os olhos dele escureceram. Foi um momento mágico e eu vi bem de perto. Por alguns instantes ele se transformou nessa criatura que não era humana. Nunca vou me esquecer disso".
Reeves comenta: "Tentei dar objetividade ao personagem e ao modo como ele observa tudo à sua volta. Klaatu está sob uma espécie de compressão. Ele é um alienígena preso a um corpo humano, e quando olha para fora desse corpo é realmente um olhar de fora. Mas ao longo do filme ele vai sendo gradualmente afetado pelas pessoas que o cercam e acaba descobrindo o que é ser um humano e ter esperança". "Foi um processo muito interessante como diretor assistir ao Keanu interpretando Klaatu", revela Derrickson. E justifica: "Tínhamos conversado sobre o aspecto físico do personagem, mas Keanu desenvolveu isso praticamente sozinho. Quando estávamos filmando, percebi que ia fazendo coisas de forma diferente em cenas que se passam mais adiante na história, em comparação às cenas iniciais. Mas foi só na edição do filme que vi a transição calculada e natural da interpretação dele. Ele captou a experiência de se humanizar e de reconhecer, em toda a sua superioridade de alienígena, o que há de extraordinário na humanidade. Fazer isso sem exagerar ou dramatizar demais é muito difícil, e Keanu fez isso com uma quantidade incrível de nuances".
Essa habilidade incomparável de vencer os desafios singulares envolvidos na interpretação de Klaatu que Stoff reconheceu em Reeves atiçou ainda mais seu grande interesse em filmar 'O Dia em que a Terra Parou' tendo o ator como protagonista. "Conheço Keanu como ator tão bem, e, sinceramente, sabia que ninguém poderia fazer o Klaatu como ele", elogia Stoff. "Sabia que o papel era ideal para ele, é uma união perfeita de ator e papel. Keanu tem a habilidade única de ao mesmo tempo denotar cinismo e otimismo. E trata-se de dois aspectos muito importantes do personagem". "O filme tem uma visão positiva da natureza humana. Quando a coisa fica feia, tendemos a reagir. O filme mostra o nosso pior lado, e depois promove a idéia de que podemos dar o melhor de nós", avalia Reeves.
Trailers do Filme
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Fonte: Fox Film |