Um clássico conto de fadas da Disney colide com a Nova York dos dias de hoje em uma história sobre uma princesa de contos de fada (Amy Adams) da terra de Andalasia que é lançada no centro de Nova York por uma rainha cruel (Susan Sarandon). Logo depois de sua chegada, a Princesa Giselle começa a mudar seu ponto de vista sobre a vida e o amor assim que conhece um belo advogado (Patrick Dempsey). Será que a perspectiva de romance de um livro de histórias é capaz de sobreviver no mundo real?

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Notas de Produção

Uma idéia ganha forma

Para o roteirista Bill Kelly, a idéia que deu origem a Encantada (Enchanted) literalmente começou na terra do faz-de-conta, com a idéia de compor um personagem inocente e curioso - e de deixá-lo perdido em um mundo cético e moderno. Kelly afirma: "Foi uma idéia tipo: 'e se?'. Nós continuamos trabalhando em cima dela, mas estávamos enfrentando problemas no que dizia respeito à questão da credibilidade do personagem. E aí, um dia, decidimos que seria muito mais fácil se ele fosse essencialmente um personagem de desenho animado... e foi assim que surgiu essa idéia." O roteiro inicial de Encantada (Enchanted) foi parar com os produtores Barry Josephson e Barry Sonnenfeld. Josephson comenta: "Começou com um roteiro preliminar de Bill Kelly, que fez um trabalho fabuloso ao criar esse mundo - levando essa princesa de um conto de fadas da Disney, desenhada a mao para live action. Foi o que realmente me deixou intrigado."

Ao longo do processo, Encantada (Enchanted) atraiu o interesse do diretor da Disney, Kevin Lima, que esteve à frente de diversos projetos, tais como: Pateta - O Filme (A Goofy Movie), 102 Dálmatas (102 Dalmatians) e (Tarzan) Tarzan. O sucesso alcançado por esses filmes mostrou que Lima não só é um fã incondicional do gênero, mas que também é capaz "brincar" com a sensibilidade clássica do material sem jamais perder o respeito por ele - sendo respeitoso sem que essa admiração seja restritiva.

Josephson e Lima logo se reuniram para discutir o projeto. Josephson observa: "Já no nosso primeiro encontro, eu percebi que Kevin teve uma grande visão do filme e que ele daria uma ótima contribuição e uma excelente perspectiva ao roteiro." Lima conta: "Eu li o roteiro e pensei: 'ele é perfeito para mim... e eu fui feito para ele! Comecei minha carreira como animador e desenhista, então segui em frente e me tornei um diretor de filmes animados. Conheço profundamente esse mundo e o adoro.

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A verdadeira visão de Encantada (Enchanted) ganhou vida quando Kevin se juntou a Bill Kelly e a química entre os dois possibilitou o encontro da versão perfeita da história. Uma das principais contribuições de Kevin foi a idéia de que os dois mundos abordados no roteiro - o animado e o real - poderiam ser fundidos mais adiante, com a iconografia da existência do conto de fadas sendo trazida para centro da historia, tal como Nova York, onde não é muito comum as pessoas saírem cantando sem mais nem menos ou serem "felizes-para-sempre". O produtor executivo Chris Chase observa, "Eu realmente acho que só alguém com a experiência em artes visuais de Kevin e seu entendimento do legado Disney, conseguiria fundir esses mundos com tanta naturalidade."

Foi a justaposição de mundos que acelerou a sensibilidade criativa de Lima. Ele comenta: "O filme começa com o clássico mundo animado da Disney. Eu gosto de pensar nele como uma lata Disney, grossa, condensada e comprimida. Você abre e dela saem todos os ícones Disney apresentados em um período inicial de 10 minutos, depois disso o filme decola de fato. Na verdade, o filme é essencialmente um live action. Os personagens que aparecem na parte inicial, em desenho animado, tornam-se pessoas reais, e a transformação é realmente o ponto central da história. Acontecem coisas em filmes da Disney que não acontecem na vida real, e esta é a grande brincadeira do filme."

"Trabalhar com Kevin Lima", acrescenta Bill Kelly, "nos deixou conscientes do fato de que queríamos que ele tivesse uma abordagem carinhosa dos personagens da Disney. Todos nós temos uma afeição pela herança e pela história da animação da Disney, e foi realmente reunindo esses personagens, idéias e temas icônicos, e fazendo com que eles colidissem - com toda a sua inocência - com o cinismo do mundo moderno. Era exatamente o que nós queríamos alcançar, tentando, ao mesmo tempo, encontrar o equilíbrio sem exagerar no cinismo."
Lima retoma, dizendo: "E como esse cinismo é percebido pelos inocentes. Quer dizer, Giselle entra em nosso mundo ingênua e cheia de inocência. Ela aceita todas as coisas da forma como elas são e recebe de braços abertos à vida. Sua alegria contagia quase todas as pessoas com as quais ela entra em contato … na verdade, ela encanta a todos."

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Giselle é um amalgama de personagens como Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida, Bela e a Pequena Sereia e, assim como todas essas senhoritas, põe-se a cantar quando palavras deixam de ser uma forma de comunicação aceitável. No início do filme, Giselle tenta criar a imagem de seu desejado príncipe, o homem destinado a honrá-la com o mais valioso presente que uma jovem donzela pode receber - um beijo de amor verdadeiro. Então, enquanto Giselle conta a seus amigos do bosque sobre aquele rapaz heróico e sobre o beijo, há muito esperado, ela canta - e escutar sua canção é o que atrai o Príncipe Edward para sua vida.

Em Andalasia os príncipes também gostam de cantar, especialmente quando estão em busca de alguém para formar um dueto. Então, Edward corre para a floresta, atrás da bela voz. Lima relata: "Ele adentra os bosques de Andalasia procurando por uma donzela que complete seu dueto, e ouve Giselle cantando ao longe. Então, como qualquer príncipe da Disney, ele monta em seu cavalo e parte em sua busca. Infelizmente, um duende Chega antes dele e Edward precisa travar um duelo para ficar com a princesa, mas é claro que Edward vence. E quando seus olhos se encontram, eles começam imediatamente a cantar - assim como decidem se casar na manhã seguinte!"

Mas é claro que o amor verdadeiro normalmente não surge sem sua cota de percalços - desta vez, sob a forma da cruel Rainha Narissa, que não quer que Edward se case porque, de acordo com as leis do reino, ela irá perder o direito à coroa. Narissa transforma-se em uma velha mendiga que convence Giselle a se inclinar sobre um poço dos desejos - e então empurra a aspirante a noiva para dentro do poço e para o centro de um redemoinho mágico onde uma nuvem espiral de poeira transforma Giselle em uma mulher de verdade e a deixa sob um bueiro no centro de Manhattan.

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Depois de um dia difícil, tentando encontrar o caminho de volta para casa (e alguém em Manhattan disposto a ajudar uma exausta donzela em apuros), Giselle é descoberta por um advogado de Nova York especializado em divórcios (e pai solteiro) que está de mal com o mundo, Robert Phillip, e sua tímida filha, Morgan. A pedido de Morgan, eles dão abrigo a Giselle durante a noite. E esse é o ponto de partida não apenas para que a jornada de Giselle se torne mais real, mas também para que Robert aceite que pode existir inocência e alegria em nosso cansado mundo.

Lima conta: "Robert não acha que os ideais da Disney de "felizes-para-sempre" e "amor verdadeiro" existam. Ele é um pai cuja esposa o abandonou há anos e ele tenta criar sua filha para que ela se torne auto-suficiente no mundo "real". Então ele leva uma vida prática e bem "pé-no-chão… isto é, até encontrar Giselle e ser arrebatado por sua alegria e ingenuidade. Giselle acredita que 'o beijo de amor verdadeiro' está a nossa espera e que quando você encontra a pessoa amada, começa a cantar e a dançar e então, finalmente, troca aquele beijo especial. Ela de fato crê nestes ideais inocentes que norteiam o filme, e o drama de Encantada (Enchanted) deriva do fato de Robert e Giselle não terem exatamente a mesma opinião."

Um Elenco de Sonho

O feitiço de Encantada (Enchanted) é que o filme não encerra apenas um tipo de história. Nas palavras do diretor: "Ele tem vários gêneros. E esse foi o maior desafio do filme - conduzir tantos gêneros diferentes e fundi-los naturalmente. Tem animação. Tem comédia romântica. Tem um pouco de aventura de ação. E tem uma dose de comédia musical. E todos eles acontecendo ao mesmo tempo. E equilibrar todos esses tons, por assim dizer, é a verdadeira mágica de conseguir fazer este filme." Essa é a tipica jornada criativa que se obtem quando se trabalha com Kevin Lima…" diz o produtor executivo, Chase, "… Kevin adora reunir músicos, pintores, atores, técnicos e animadores talentosos - na verdade, qualquer pessoa que seja a melhor no que ela faz e possa ajudá-lo a dar vida a suas idéias. É uma das razões pelas quais ele e eu trabalhamos tanto com a Disney - eles compreendem e têm um histórico de trabalho com artistas."

A magia começou quando uma então estrela em ascensão chamada Amy Adams chegou para fazer o teste para o papel de Giselle. Lima estava doente na época, com uma febre de mais de 39°C, sem vontade de ir a lugar nenhum, muito menos a uma sessão de teste de elenco. O belo e surpreeendente trabalho de Adams em Retratos de Familia (Junebug) ainda não tinha sido visto, então os cineastas presentes desconheciam seu rosto. E ainda assim, seu teste de 15 minutos transformou-se em um de 45 minutos e, graças a sua capacidade de incorporar uma jovem e ingênua menina, ela ficou na cabeça de Lima. Depois disso não havia dúvida e ela era a escolhida para o papel.
Ela teve uma afinidade com Lima por ter um espirito brincalhão, e relata: "Ele vem de animação, então tem um sentido visual maravilhoso. Ele sabe muito mais do que eu o que um personagem de animação faria, então foi muito importante tê-lo por perto para me ajudar a entender como Giselle é e como eu devia interpretá-la. Ele deu o tom. Além disso, eu cresci no Colorado e sempre adorei os filmes e personagens da Disney. Tal como a maioria das meninas, eu queria ser uma princesa. Mas ser uma princesa da Disney é muito mais difícil do eu podia imaginar. Eu acho que é mais fácil se você for uma princesa de desenho animado! Branca de Neve não tem nada de mim, porque ela não precisou ser seu próprio dublê nem dançar."

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Para a esforçada Adams, conseguir o papel de Giselle nunca foi algo fácil: "Foi tão empolgante e ainda não caiu a ficha. Eu já tinha feito muitos musicais para o teatro quando mais jovem e já adulta também, então isso me ajudou muito. Muitas vezes eu desandei a cantar no filme, porque é isso que as princesas da Disney fazem. É tão divertido o filme ter esse componente musical. Eu também adorei ver a animação feita a mão no estilo clássico da Disney. É uma honra e tanto ser desenhada como Giselle por esses talentosos artistas."

A atriz que vestiu o personagem como uma luva arrebatou o produtor Barry Josephson: "Amy estava sempre tão imersa no personagem, seja falando, cantando ou dançando, era ela vivendo o momento, completamente dentro do personagem. Ela é tão expressiva que você sabe exatamente o que está se passando com ela do ponto de vista emocional. Ela se doa e se doa e sempre oferece algo novo a cada tomada - para o personagem que ela interpreta, essa emotividade toda é parte do que ela é. Ela está simplesmente maravilhosa."

Iluminar essa jornada emocional diariamente também é algo pelo que o ator Patrick Dempsey é famoso. Ocupando um papel de destaque no grupo de atores que atuam na série de televisão Grey's Anatomy, Dempsey interpreta o dr. Derek Shepherd, trabalho que lhe rendeu vários prêmios e muito sucesso, assim como por seu trabalho anterior no cinema. Dempsey também foi considerado pelos cineastas o ator perfeito para dar vida ao advogado especializado em divórcios, Robert Phillip - um homem que não acredita mais em finais felizes, e que está apenas tentando criar sua filha no mundo moderno e, de certa forma, cético. Para Lima, este personagem atua como as lentes do filme- um personagem vulnerável que não consegue entender os rumos que sua vida tomou. Logo no início do processo de seleção do elenco, foi marcada uma sessão de leitura para Patrick e Amy para que a química entre eles na tela pudesse ser avaliada, e o resultado foi mágico.


Fonte: Disney
Fotos: Yahoo!

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