Das montanhas da Ásia Central aos desertos do Egito, passando pelas ruas lotadas de Paris e por baixo da calota polar do Polo Norte, o grupo de elite de agentes conhecido como G.I. Joe embarca em uma aventura sem fim usando as mais modernas tecnologias de espionagem e equipamento militar para evitar que o comerciante de armas Destro e a crescente ameaça da misteriosa organização Cobra levem o mundo ao caos.



SOBRE A PRODUÇÃO

G.I. Joe: a mera menção deste nome imediatamente remete a imagens de heroísmo, patriotismo e ao tipo de rigor necessário para fazer o que deve ser feito. Criado em 1964 pela Hasbro, foi em 1983 que G.I. Joe encarou sua maior mudança, passando de um boneco de 30cm para um de 9,5cm, mais comum na época. G.I. Joe foi também de “ele” para “eles” – uma equipe de elite de combatentes do mundo todo, cada um com especialidade e aparato próprios.

A combinação de novos bonecos, revistas em quadrinhos e uma série de TV renderam a G.I. Joe décadas de sucesso e uma extensa base de fãs, sendo apenas natural que o próximo passo fosse chegar ao cinema. Então por que demorou tanto?

“A Hasbro já havia pensado no assunto e conversado com diversos diretores”, explica o produtor Brian Goldner ('Transformers'). “Mas acho que a empresa não sabia bem como contar a história, mantendo a lenda intacta, e ajudando os diretores a enxergar o que era possível em uma trama G.I. Joe versus Cobra.”

Em 2000, a Hasbro resolveu pensar em maneiras de reinventar suas marcas e, junto a Lorenzo di Bonaventura ('Fora de Rumo') começou a planejar um filme sobre G.I. Joe. Apesar de a Paramount ter comprado primeiro os direitos, foi o sucesso da produtora di Bonaventura Pictures com outra marca da Hasbro, o blockbuster de 2007 'Transformers', que finalmente fez o projeto deslanchar.

Para dirigir a história, di Bonaventura abordou Stephen Sommers ('A Múmia'), que revela: “O que atraiu o meu interesse foi a noção de que o projeto seria uma mistura de revista em quadrinhos com um filme James Bond”.

A história ficou a cargo de Michael B. Gordon ('300'), que a co-escreveu com Stephen Sommers. Mais tarde, os roteiristas David Elliot ('O Observador'), Paul Lovett ('Quatro Irmãos') e Stuart Beattie ('Austrália') também se uniriam a eles.

Em relação ao elenco, Sommers e di Bonaventura seguiram a história em quadrinhos, montando uma equipe internacional. No núcleo de G.I. Joe está a imagem de um vigoroso soldado americano, como o boneco original de 30cm, que aparece no filme na forma do personagem Duke. Quem o retrata é Channing Tatum ('Ela Dança, Eu Danço'), que observa: “Isso é diferente de tudo que eu já fiz. Exceto quando eu tinha 4 anos e corria por aí com o meu boneco G.I. Joe”.

Outros integrantes da equipe são Ripcord, o brincalhão parceiro de combate de Duke, vivido por Marlon Wayans ('Todo Mundo em Pânico'); o ninja Snake Eyes, interpretado pelo escocês Ray Park ('X-Men'); a agente de contrainteligência Scarlett, retratada por Rachel Nichols ('Star Trek'); o expert em telecomunicações Breaker, vivido pelo ator francês Saïd Taghmaoui ('Ponto de Vista'); o especialista do grupo em armas, Heavy Duty, retratado pelo ator inglês descendente de nigerianos Adewale Akinnuoye-Agbaje; e Courtney “Cover Girl” Kreiger, interpretada pela modelo tcheca Karolina Kurkova.

No comando do grupo, o autoritário general Hawk fica a cargo de Dennis Quaid ('Ponto de Vista'). Fechando o elenco a favor da lei, o ator inglês Jonathan Pryce ('Stigmata') vive o presidente dos EUA.

Quanto aos vilões, Christopher Eccleston ('Cova Rasa') figura na pele de James McCullen, presidente da MARS (Sindicato de Pesquisa de Armamentos Militares); Sienna Miller ('Alfie - O Sedutor') vive a Baronesa, bela e mortal integrante da equipe Cobra; o ninja Storm Shadow é retratado pelo astro coreano das artes marciais Byung Hun Lee.

O elenco de peso é apenas um indicador da magnitude de G.I. JOE: A ORIGEM DE COBRA – durante uma filmagem de 82 dias, a equipe desenvolveu mais de 160 sets. O visual geral do filme foi confiado ao desenhista de produção Ed Verreaux ('X-Men - O Confronto Final'), que encarou o desafio de trabalhar com uma franquia cujo visual já era conhecido pelos fãs. O designer precisou criar não apenas um mundo contemporâneo, mas também os singulares mundos da equipe G.I. Joe e da MARS, e logo entendeu como eles se diferenciavam.

“Na primeira grande reunião que tivemos na Hasbro, eles explicaram que a MARS tem um design mais arrojado, enquanto o lado G.I. Joe é mais utilitário, próximo do dia a dia militar, não muito rebuscado”, ele explica. A maior parte dos grandes sets foi construída nos estúdios Downey, em Los Angeles. Entre eles está o enorme Base de Combate Urbano (parte da gigantesca Caverna, a base subterrânea do G.I. Joe), a Doca da MARS, o Submarino G.I. Joe, o Tubo-Míssel, o Tubo Lançador e o set de Controle de Voo da MARS, entre outros. A Caverna, inclusive, é o mais impressionante, trazendo diversos níveis (acrescidos de outros com extensões criadas através de efeitos visuais).

Outra parte do domínio de Verreaux foi a construção de aeronaves e veículos, que tinham algo em comum: “A história se passa uma década à nossa frente, o que nos dá licença de explorar os atuais avanços tecnológicos”, declara o diretor Sommers. “Estamos pegando tecnologia que já existe e a posicionando onde pode ela possivelmente chegar.”

Essa tecnologia é exibida e usada de forma que o público acredite nela. “Se você montar alguma coisa para que as pessoas possam ao menos entender a mecânica de como deve funcionar e depois mostrar aquilo realmente funcionando, então elas acreditarão”, explica.

Peça-chave entre as tecnologias futurísticas é a nanotecnologia empregada nas armas secretas em que tanto a equipe G.I. Joe quanto os vilões tentam pôr as mãos. “A nanotecnologia já aparece em revistas científicas, e até mesmo em publicações internacionais como Time e Newsweek”, diz Michael. “Estamos apenas a abordando de outra forma.”

“Usei o ponto de vista de reimaginar qual seria a cara da franquia agora, algo que a Hasbro realmente incentivou. Eles querem surpreender a garotada em 2009”, ela diz. Um exemplo de representação de vanguarda é o Traje Acelerador.

O produtor executivo David Womark explica: “O traje tem uma certa quantidade de robótica que pode ajudar alguém a viajar nele de 50 a 65 quilômetros por hora, assim como quebrar paredes ou portas.” Novamente, a ideia não é completamente absurda. Womark esclarece: “Os representantes do Departamento de Defesa viram alguns de nossos conceitos e aparentemente estão trabalhando em uma roupa bastante semelhante, que ajudará soldados a correrem mais rápido e a se protegerem de munição.”

O mestre dos elementos de cena Brad Einhorn e sua equipe criaram um arsenal fascinante de equipamentos, desde armas de mão e tanques aos óculos da Baronesa e à “estrela do show”, as ogivas de “nanomite”, que levaram três meses para serem fabricadas. No departamento de armas pessoais, uma das mais populares no set foi o arco-e-flecha high-tech de Scarlett que, construído como um arco comum, é coberto por luzes LED. Mas em um filme de Stephen Sommers, elementos de cena podem ser tão pequenos quanto um anel ou tão grandes quanto um carro militar.

É o caso do veículo Hummer da equipe Cobra, adornado como um besouro, que chega a qualquer lugar. Em uma sequência, o veículo é visto em uma rua de Paris repleta de carros. A cena, na realidade filmada em Praga, representou um desafio para Sudick, que teve que arremessar o Hummer 18 metros ao longo de uma rua histórica de apenas 9 metros de largura.

Durante as gravações, o tenente-coronel do exército americano Paul Sinor ajudou com tudo, desde o manejar das armas até os diálogos, identificando itens no roteiro que não parecessem genuinamente militares. “Podíamos pedir mudanças nos diálogos em que houvesse, por exemplo, uma conversa entre um sargento e um oficial que não soasse correta”, diz Sinor. “Ou em relação a jipes. Todos pensam que o exército ainda dirige jipes, mas não os usamos desde meados dos anos 70. Então, pedimos que fossem substituídos por veículos apropriados, coisas assim.” Ter o militarismo como parte de G.I. JOE: A ORIGEM DE COBRA foi algo em que os produtores insistiram. “G.I. Joe é um herói não apenas para garotos e garotas americanas, é mundial”, opina Sinor. “Ele faz o que os militares devem fazer, e certo. Faz da maneira certa. É por isso que temos orgulho em ser parte do projeto.”

Levar G.I. Joe às telas de forma emocionante tanto para fãs quanto para “recém-chegados” foi um desafio, mas encarado de modo a agradar a todos. “Foi uma tarefa altamente assustadora”, diz o roteirista Stuart Beattie, “porque sei da importância que tem para muita gente. Realmente fizemos de tudo para assegurar que os fãs ficassem satisfeitos. Queremos que digam: ‘Esse é o G.I. Joe que há anos quero ver. É o G.I. Joe de que me lembro.’”

 

Trailers do Filme

 

Fonte: Paramount Pictures