Existem heróis… existem super-heróis… e existe Hancock (Will Smith). Um grande poder traz uma grande responsabilidade – tudo mundo sabe disso – bom, tudo mundo menos Hancock. Mal humorado, invocado, sarcástico e incompreendido, os feitos heróicos de Hancock podem ser bem intencionados, cumprir o serviço e salvar muitas vidas, mas parecem deixar no seu encalço um rastro assombroso de destruição. O povo, finalmente, chegou ao limite. Mesmo gratos por contarem com um herói local, os cidadãos de Los Angeles estão se perguntando o que eles fizeram para merecer esse cara. Hancock não é um homem que liga para o que pensam dele – até o dia em que salva a vida do executivo de relações públicas, Ray Embrey (Jason Bateman), e o super-herói impopular começa a tomar consciência de que tem um lado vulnerável, afinal.

_

SOBRE A PRODUÇÃO

“Hancock não é um super-herói como os outros”, explica Will Smith, o astro da nova comédia de ação da Columbia Pictures, Hancock. Segundo Smith, o que o atraiu no filme foi a chance de levar às telas uma história original e única. Hancock é um filme de super-herói que extrapola os limites do gênero ao dar destaque para as emoções humanas. “Há uma tradição que liga filmes de ‘verão’ com lançamentos de ação e filmes de ‘outono’ com filmes de personagem”, analisa ele. “Bem, e o que acontece se você pegar uma história forte e dramática com arcos de personagem ricos, e passada num mundo com todos os elementos pirotécnicos de um 4 de julho? Por que você não pode casar ambas as coisas, ficando com o melhor dos dois mundos?”

O modo como Smith e seus companheiros cineastas – os produtores Akiva Goldsman, Michael Mann e James Lassiter, e o diretor Peter Berg – fizeram isso foi apresentar o personagem ao público de uma maneira surpreendente. O filme não se concentraria em contar como Hancock adquiriu seus poderes ou como os usa; e sim, na imagem pública de Hancock como um homem a meio caminho na carreira profissional que odeia seu trabalho e quer jogar a toalha. Seus super-poderes, longe de serem uma bênção, lhe deram um mau humor que o afasta do público, que deveria ser seu maior fã.

_

“Só uma pessoa conseguiria isso” afirma Goldsman. “Eu nem pensaria em fazer esse filme sem Will Smith como Hancock.”

“Will ficou entuisiasmado em viver um super-herói”, conta o produtor James Lassiter. “Quando vimos esse roteiro, achamos que era o modo perfeito de fazer um filme desse tipo – um super-herói irreverente como nunca se viu antes. Hancock é um personagem excepcional e interessante, que rompe com todos os padrões.”

Com Will Smith a bordo, foi fácil convencer Peter Berg, o diretor aclamado de Tudo Pela Vitória (Friday Night Lights) e O Reino (The Kingdom), a dirigir o filme. “Will é um dos poucos astros de cinema que possuem um repertório completo de talentos”, continua Berg. “Ele tem dom, ousadia e é extremamente sincero. Quando esses 3 elementos se reúnem, a pessoa pode interpretar quase tudo, e Will, sem dúvida alguma, sempre se mostra disposto a tudo.”

Segundo Michael Mann, o resultado é o casamento perfeito entre o astro e o material – um filme que dá aos fãs o que esperam de Will, sendo, ao mesmo também, um entretenimento surpreendente. “Nossa intenção era fazer um filme que fosse um meio termo entre profundamente engraçado e irreverente, entre sexy e romântico, que fosse arrepiante e também maravilhosamente comovente. O talento de Will Smith o levou a explorar o estado de ânimo desse personagem tão complexo em profundidade. Ele é o centro de gravidade…”, afirma Mann.

_

“Hancock é complicado”, afirma Smith. “Todos os dias, ele acorda revoltado com o mundo. Ele não lembra o que aconteceu com ele e não tem ninguém que o ajude a encontrar as respostas. Ele tem boas intenções, mas tem problemas para se relacionar com o mundo ao seu redor.”

Smith afirma que o filme aborda emoções humanas profundas. “Hancock é como o atacante do time da escola com todo o talento do mundo, mas com uma atitude arrogante”, continua Smith. “Ele não percebe que a razão de seu time não estar ganhando é que ele perdeu o amor e a compreensão do jogo – ele não entende a beleza do esforço em equipe. Ser parte de um grupo, interagir com outras pessoas, é uma parte central da existência humana. Mas Hancock vive uma vida completamente solitária até conhecer Ray Embrey, que o traz de volta ao convívio social.”

Jason Bateman assume o papel de Ray, o executivo de relações públicas gente boa. “Quando Hancock salva sua vida, Ray quer retribuir ensinando Hancock a se portar melhor em público e a limpar sua imagem. Mas, para Ray, não é só uma questão de gerência de imagem – ele realmente quer ensinar Hancock a ser um super-herói melhor.”

“Eu tive bastante liberdade para explorar Ray, porque ele é um sujeito de bom coração”, acrescenta Bateman. “Ele vê a vida cor-de-rosa, é ingênuo e acha que pode penetrar na carapaça dura de Hancock até atingir seu lado mais mole e sensível, até que a sua relação se torna bem mais complicada. Tudo isso faz de Ray um personagem gratificante para o ator.”

_

“Charlize Theron é a nota musical que se casa com perfeição com Will e Jason Bateman”, afirma Goldsman. “Nós precisávamos de três pessoas por quem o público torcesse igualmente; era um equilíbrio delicado.”

Segundo Theron, vários foram os motivos que a atraíram ao papel. Primeiro, é claro, a chance de voltar a trabalhar com Smith, com quem ela já havia contracenando em Lendas da Vida (The Legend of Bagger Vance). “Will vive o papel magistralmente”, elogia ela.

Theron também se interessou pelo roteiro com personagens, segundo ela, ricos e emocionantes. Enquanto seu marido, Ray, enxerga apenas o super-herói que Hancock pode vir a ser algum dia, Mary o vê através dos olhos do cidadão comum de Los Angeles. “Ela está cheia de tudo o que Hancock apronta e que, aparentemente, é algo totalmente irresponsável e destrutivo”, conta ela. “Ela o avisa para não atrapalhar a vida idílica que ela criou com Ray e o filho deles. Mas quando Hancock começa a dar sinais de que há uma luz no fim do túnel e que ele é capaz de mudar de vida e ainda assim, ela não o aceita, aí a gente começa a se perguntar por quê.”

Os cineastas também apostaram alto no fator emocional escalando Jae Head no papel de Aaron, o filho pequeno dos Embrey. Embora o ator de 11 anos seja o astro do seriado de Berg, Friday Night Lights, os cineastas testaram mais de 30 garotos antes de escalar Head. “Atores-mirins podem ser problemáticos”, afirma Berg, “mas Jae continua intocado e íntegro. Ele mora no Texas, onde o pai é técnico do time de futebol da escola e a mãe está sempre com ele. Você tem a impressão de que, para ele, dá no mesmo ser gandula do pai ou passar o dia no set com Will Smith. Ele é um garoto inteligente, que já fez muito na vida e entende que cada novo dia é um presente; ele tem a atitude certa e se joga em tudo”.

_

Berg usou uma tradição de sua própria família, o espaguete com almôndegas de domingo, para ilustrar a união daquela família. Todas as quintas, a família Embrey se reúne no jantar para um “Espaguete Maluco”, garantindo pelo menos uma noite na semana em que o trabalho, os estudos ou outras distrações não sejam mais importantes do que o convívio familiar.

“Eu comia talvez uns 20 pratos”, conta Head sobre a filmagem das cenas de jantares em família. “Eu tinha esquecido de tomar café da manhã na primeira manhã, porque estava louco para chegar no set, então, de início, eu gostei de comer. Mas, no final do dia, eu queria gritar, ‘Não me falem mais em ‘espaguete’!”

Trailer do Filme


Fonte: Sony Pictures
Fotos: Yahoo!

© Cinepop.com.br -. Todos os direitos reservados.