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Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é a aventura final da série de filmes Harry Potter. O aguardado filme é a segunda parte da produção cinematográfica dividida em dois longas-metragens. No desfecho épico, a batalha entre as forças do bem e do mal da magia alcançam o mundo dos trouxas. O risco nunca foi tão grande e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter o escolhido para o sacrifício final no clímax do confronto épico com Lorde Voldemort. E tudo termina aqui.
SOBRE A PRODUÇÃO “Você é um bruxo, Harry.” Há dez anos, essas palavras marcaram o começo de uma extraordinária jornada cinematográfica de um garoto cujo nome tornou-se sinônimo de magia: Harry Potter. No decorrer da uma década, o filme que traz seu nome mudou a história do cinema ao mesmo tempo em que mudava as vidas do elenco e dos cineastas que se dedicaram a dar vida à obra literária composta de sete volumes de J.K. Rowling, levando-a às telas. Começando com Harry Potter e a Pedra Filosofal em 2001 e culminando com o ato final dividido em duas partes – Harry Potter e as Relíquias da Morte –, os filmes tornaram-se a franquia de maior arrecadação de todos os tempos, capturando a imaginação do público ao redor do mundo. Além disso, tanto os livros quanto os filmes foram incorporados em nossa cultura, acrescentando palavras como “Quadribol”, “Hogwarts” e até mesmo “Expelliarmus!” ao léxico global. David Heyman, que em 1997 descobriu o ainda não publicado manuscrito de Harry Potter e produziu todos os filmes, reconhece: “Eu não havia imaginado, quando embarcamos no primeiro filme, o nível de resposta do público com o passar dos anos. Está além dos meus sonhos mais incríveis, por isso eu olho para trás com grande orgulho e gratidão aos fãs e especialmente a Jo Rowling.”
Os filmes da série Harry Potter foram uma empreitada sem precedentes para todos os envolvidos. Nenhuma outra franquia cinematográfica jamais seguiu uma história linear ao redor dos mesmos personagens durante oito longas-metragens. O produtor David Barron destaca: “Foi realmente algo singular, mas inteiramente dependente de uma fonte rica em material que, é claro, os livros nos ofereceram.” A autora e produtora J.K Rowling afirma que, quanto à questão criativa, a trama foi desenvolvida de forma premeditada: “Eu tinha uma ideia muito clara sobre qual seria o caminho tomado por Harry. Isso era apenas uma história que eu queria contar. Para mim, essa era a chave, se eu quisesse que os livros se transformassem em filmes: eles tinham que ser feitos dessa forma. Quando eu conheci David Heyman, ele entendeu isso completamente.” Rowling encontrou outro colaborador valioso na figura do roteirista Steve Kloves, que adaptou seis dos sete livros. Ela acrescenta: “Steve entendeu o sentido dos livros. Eu sempre aceitei o fato de que as mudanças são necessárias durante o processo de transição das páginas para a tela. Mas até mesmo as cenas diferentes continuaram fiéis ao espírito dos livros.” “Nós tínhamos uma fábula coerente, mas que literalmente não tinha fim quando começamos, já que apenas os três primeiros livros tinham sido publicados. E mesmo que isso, às vezes, tenha criado situações desafiadoras, meus instintos sempre foram bem acurados. Mas, nessas ocasiões em que precisei de auxílio, tive uma aliada cujos conselhos eu sentia serem razoáveis: Jo”, ele declara. “Apesar de ela nunca ser explícita, estava sempre disponível e disposta a me colocar na direção correta. No fim, um princípio se mostrou bem confiável: siga os personagens.”
O diretor David Yates diz que “ao seguir os personagens, muitos dos valores que Jo celebra nos livros tornaram-se o mote nos filmes – o valor da lealdade, do amor, da amizade e da compreensão contra a intolerância e o mal”. “A força do amor é um tema imenso tanto nos livros quantos nos filmes”, acrescenta Rowling. “Há diferentes tipos de amor expressos no decorrer da história, mas a amizade é provavelmente a forma mais forte de amor vista nos filmes.” O amor entre amigos está embutido, em grande parte, em personagens como Harry Potter, Rony Weasley e Hermione Granger. Eles foram interpretados por três jovens atores que literalmente cresceram nas telas: Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson. Radcliffe relata: “Eu não poderia nem tentar definir o que o papel de Harry Potter significou para mim, mas posso afirmar que nunca caí na tentação de ser leviano ao interpretá-lo. Pode até ter sido o mesmo personagem, mas como qualquer outra pessoa Harry mudou bastante com o passar dos anos. Então, como ator, eu via cada filme como uma oportunidade de fazer algo novo e desenvolver outras habilidades.” “Eu sei que vou sentir falta de interpretar Rony, pois houve vezes em que eu era mais ele do que qualquer outra coisa”, diz rindo Grint. “E eu gostei muito do desenvolvimento do seu personagem. Ele começou como um garoto que ficava facilmente assustado, e foi bom vê-lo crescer e tornar-se corajoso e engenhoso, especialmente nesse último filme no qual eles se encontram em um lugar tão perigoso e imprevisível.”
Heyman observa: “Durante o decorrer desses filmes, nós realmente tivemos o ‘quem é quem’ da realeza artística britânica em nossos sets de filmagem, o que foi algo fantástico. Mas assistir seu jovem elenco crescer e transformar-se em bons atores e pessoas foi uma das maiores alegrias que tive ao trabalhar nos filmes da série Harry Potter. Estamos extremamente orgulhosos deles.” O público também observou todos os jovens personagens de Harry Potter saírem da infância e entrarem na fase adulta, e, à medida que eles amadureciam, o mesmo acontecia com suas histórias. “Trata-se de fazer funcionar sua imaginação, pois ela é como um músculo que também precisa de desenvolvimento durante o crescimento de uma criança”, afirma Alan Rickman, que interpretou o enigmático Professor Severo Snape em todos os filmes. “Para isso acontecer de forma apropriada, devemos ter grandes tópicos para pensar. O que é o certo e o que é errado? Em quem eu confio e em quem eu não acredito? O que significa ser corajoso… e o que a lealdade significa? Está tudo nos filmes.” Em cada filme, as apostas eram elevadas e os perigos aumentados à medida que Lorde Voldemort retornava para reinar. Em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, os jovens bruxos estão agora na linha de frente de um mundo em guerra. Heyman declara: “Essa é a batalha final para Hogwarts, a batalha final para o mundo dos bruxos e algo que estamos construindo no decorrer da série: o conflito final entre Harry e Voldemort.”
Yates diz que “foi importante terminar a série com um final épico, então temos batalhas e dragões, aranhas e gigantes... mas, no fundo, essa é uma história sobre os personagens. O espetáculo é importante, mas importar-se com os personagens no meio disso tudo é o que faz o público embarcar na jornada junto com eles”. Heyman concorda: “A guerra declarada entre o bem e o mal é empolgante, mas ainda há todo um apoio emocional. E, por termos investido nesses personagens por tanto tempo, o sentimento é que temos muito mais em jogo.” A conclusão climática da história revela algumas novas e surpreendentes facetas de vários personagens queridos. “Uma das coisas mais interessantes sobre o desenvolvimento da história é que há uma linha tênue que separa as forças da escuridão e as da luz, e podemos perceber que certas pessoas são mais complexas do que aparentavam no início”, declara Yates. “Todos os personagens, inclusive Harry, têm defeitos”, acrescenta Rowling. “Nós não temos uma pessoa totalmente boa ou totalmente má… exceto Voldemort. Ele é totalmente mal. Ele não tem qualidades redentoras”, ela diz. O último filme leva os personagens de volta a alguns lugares familiares, inclusive a mítica Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que não foi vista de forma alguma na Parte 1 (fato inédito na série). Concebida por Rowling e realizada pelo produtor de arte Stuart Craig, Hogwarts tem sido um lar, quartel-general e porto seguro para seus estudantes. Hogwarts, porém, está prestes a se tornar um campo de batalha.
“Se é verdade o que você diz, que ele está com a Varinha das Varinhas, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 começa onde termina a Parte 1: com um roubo que terá repercussões duradouras. A cripta de pedra de Alvo Dumbledore é profanada, e uma varinha de formato distinto é levada das mãos do falecido diretor. Com uma malícia triunfante, o ladrão, ninguém menos que o próprio Lorde Voldemort, leva a Varinha das Varinhas ao ar e dispara raios contra as nuvens negras acima dele. De acordo com a lenda, a Varinha das Varinhas é uma das Relíquias da Morte, junto com a Pedra da Ressurreição e a Capa da Invisibilidade, e juntas dão ao seu portador o domínio sobre a Morte. Cada uma possui características próprias, sendo a Varinha das Varinhas a mais poderosa varinha existente. Ralph Fiennes, que mais uma vez interpreta o Lorde das Trevas, diz: “Voldemort acredita que quem possuir a Varinha das Varinhas terá supremacia, mas acaba sendo mais complicado que isso, o que o deixa frustrado.” Yates comenta: “No início da Parte 2, Harry é um homem, e não mais um garoto, e está muito decidido a cumprir sua tarefa. Ele precisa matar Voldemort. Ele sabe que precisa terminar o trabalho, e está determinado a ir até o final.”
“Você é famoso até mesmo entre os duendes, Harry Potter.” Uma pista do paradeiro de outra Horcrux vem através de alguém que Harry conheceu no Beco Diagonal há muitos anos: um duende chamado Grampo, que trabalha no Banco de Gringotes. Warwick Davis, que fez a voz de Grampo em Harry Potter e a Pedra Filosofal, volta a interpretar o personagem no último filme da série. Davis também é conhecido do público como o professor de Hogwarts Filius Flitwick e diz que interpretar ambos os papéis “realmente me permitiram exercitar minhas habilidades de interpretação, pois os dois personagens são polos opostos. Flitwick é um bruxo e um personagem bem caloroso, enquanto Grampo é um duende que considera os bruxos não confiáveis. Mas é Grampo que tenta manipular a situação em seu próprio benefício. Tenha cuidado se encontrar um duende”, ele diz. “Eles são muito egoístas e farão qualquer coisa em causa própria.” Grampo conta a Harry que há uma réplica da espada de Grifinória no cofre de Belatriz Lestrange, apesar de ela desconhecer que é uma falsificação, e que Harry está com a verdadeira. O duende relata que ela é um dos muitos objetos do cofre da Madame Lestrange, e Harry suspeita que o cofre de um Comensal da Morte confiável seria o lugar ideal para esconder uma Horcrux.
“Resumindo, eles têm que realizar um roubo ao banco”, diz Yates. “Eles precisam entrar no banco para ver se há uma Horcrux no cofre de Belatriz. Se a encontrarem e a destruírem, eles ficarão um passo mais perto de matar Voldemort. Mas roubar Gringotes não será fácil, para dizer o mínimo. Há muitos obstáculos no caminho.” Grampo concorda em ajudá-los a entrar em Gringotes por um preço alto: a espada de Grifinória. Já conseguir acesso ao cofre de Belatriz é outro problema. Com a ajuda de um pouco de Poção Polissuco, eles serão acompanhados pela própria Madame Lestrange – ou melhor dizendo, Hermione Granger disfarçada de Belatriz. Capturar tal dicotomia envolveu a colaboração de Bonham Carter, Yates e a pessoa que conhece Hermione melhor do que ninguém: Emma Watson. Yates lembra-se: “Tivemos um grande ensaio onde Emma basicamente fez a cena, demonstrando como ela andaria e como diria suas falas, e nós gravamos isso para que Helena pudesse incorporar esses detalhes em sua atuação.”
Bonham Carter acrescenta: “Emma e eu discutimos a cena exaustivamente, e ela me deu diretrizes incríveis, as quais usei como guia para Hermione.” “Eu queria que Helena transmitisse como toda essa experiência estava sendo terrível para Hermione”, Watson observa. “Ela está se sentindo muito desconfortável porque, por um lado, Hermione é bem pudica, enquanto Belatriz é selvagem e anda por aí em um espartilho de couro. Por outro, Belatriz é má e arrogante, enquanto Hermione é uma boa pessoa. Portanto, ser tão má e exigente não é tão natural assim para ela.” Com Rony disfarçado de Comensal da Morte, e Harry e Grampo escondidos sob a Capa da Invisibilidade, o grupo entra em Gringotes, onde fileiras de caixas de bancos duendes raramente olham por sobre seus livros contábeis. Para a sequência filmada em Gringotes, Davis teve trabalho dobrado, não apenas atuando, mas escalando o elenco. Ele explica: “Eu represento atores com menos de 1,55 de altura, então os produtores vieram me pedir para que eu encontrasse mais 60 pessoas para representar os duendes, e que também pudessem aguentar a maquiagem pesada. Atores vieram de todos os cantos da Europa, parecia até as Nações Unidas dos Duendes.” Transformar dezenas de atores em duendes também exigiu um esforço multilateral do produtor especial de maquiagem Nick Dudman e sua equipe. Eles começaram esculpindo os rostos dos duendes, com a restrição que todos teriam que ser diferentes. Dudman confirma: “Tivemos que monitorar cuidadosamente os designs, para que não se parecessem, pois queríamos que todos fossem diferentes. Então, nós fabricamos em massa todas as próteses, mas cada uma delas tinha que ser pintada a mão, e os cabelos e sobrancelhas colados um a um no silicone. É um trabalho que exige muita mão de obra.”
“O garoto descobriu nosso segredo, Nagini.” A singular conexão de Harry Potter com Lorde Voldemort causou medo e dor no jovem bruxo, mas também fez com que adquirisse um conhecimento único sobre a mente do Lorde das Trevas. Agora, esse conhecimento está lhe mostrando que Voldemort sabe o que eles estão tramando. O que é pior, em vez de enfraquecê-lo, a destruição de cada Horcrux o transformou em um animal ferido... desesperado e até mais perigoso. “Quando descobre que Harry está caçando as Horcruxes, Voldemort percebe pela primeira vez que pode ficar vulnerável e vemos como começa a se desintegrar, mais interna do que fisicamente”, afirma Yates. “Algo importante é arrancado de Voldemort cada vez que uma Horcrux é destruída, e David me encorajou a interpretar essas cenas como se ele estivesse implodindo”, relembra Fiennes. “David foi fantástico. Não houve uma cena – até mesmo aquelas que só seriam vistas por uma fração de segundos – em que ele não tentasse explorar cada aspecto do que está se passando por dentro de Voldemort, e eu valorizo muito isso.” “Ralph e eu queríamos explorar o medo de Voldemort, sua ira, e todas as coisas que o fazem ser o monstro que é”, diz o diretor.
Do ponto de vista dos efeitos, Tim Burke diz que eles queriam que cada eliminação de Horcrux tivesse uma manifestação física: “Nós queríamos representar o mal de Voldemort com imagens sombrias e chocantes que realmente tocasse os medos subconscientes das pessoas.” Desde quando Voldemort renasceu na tela em Harry Potter e o Cálice de Fogo, os efeitos visuais foram usados para completar essa sua imagem de serpente. Burke dá mais detalhes: “Nós usamos um processo de próteses digitais, do qual retiramos alguns traços de Ralph e acrescentamos as características semelhantes à de uma serpente, como as fendas de suas narinas. Todas as nuances de suas expressões tiveram que ser registradas em cada quadro em que Voldemort aparece, e isso não é uma coisa fácil.” Em um senso mais literal, a equipe de efeitos visuais também deu vida à cobra de verdade, Nagini, que nunca sai do lado de Voldemort. Fiennes diz que “ Voldemort é muito carinhoso com ela. É provavelmente a relação mais íntima que ele já teve, como se fosse um espírito amigo.”
“Você é Aberforth. O irmão de Dumbledore.” Pelos olhos de Voldemort, Harry consegue visualizar que outra Horcrux está na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. “Faz todo sentido que Voldemort tivesse escondido uma Horcrux em Hogwarts, já que basicamente as escondeu em lugares importantes para ele, e Hogwarts já foi seu lar”, diz Rowling. “Isso é uma coisa que Voldemort e Harry têm em comum, pois Hogwarts já foi um porto seguro para os dois.” Porém, o lugar que já foi um refúgio para Harry agora é território inimigo, com os Comensais da Morte controlando a escola, e os Dementadores patrulhando o perímetro. Voltar a Hogwarts vai colocar Harry e todos em grande risco, mas que ele deve aceitar. Harry, Rony e Hermione terão que se esgueirar através de uma passagem secreta em Hogsmeade. Mas no momento em que eles aparatam, os alarmes começam a soar. Os três estão prestes a ser encurralados, quando uma porta se abre e uma figura estranhamente familiar os chama para dentro. Por um instante eles quase acreditam que se trata do Professor Alvo Dumbledore, mas logo descobrem que é seu irmão distante, Aberforth.
Juntando-se ao time de Harry Potter, temos Ciarán Hinds, escalado para interpretar Aberforth Dumbledore, cujo ressentimento contra o irmão remonta a acontecimentos em suas juventudes. Hinds teoriza: “havia atrito entre eles em razão das escolhas que Alvo fez em detrimento da irmã mais nova deles, Ariana. E me parece, pelo jeito como fala de Alvo, que Aberforth nunca conseguiu superar isso.” Apesar dos produtores não quererem que Aberforth ficasse idêntico ao Alvo interpretado por Michael Gambon, Dudman e a diretora de maquiagem Amanda Knight colaboraram para dar aos irmãos forte semelhança familiar. Porém, como Jany Temime declara, “ele se veste completamente diferente de Alvo, pois Aberforth é dono de um bar, enquanto o último era um professor. Os Dumbledore são escoceses, por isso o kilt era essencial”. Barron responde: “Harry decide confiar no Dumbledore que ele conheceu, aquele que acreditou nele e nunca o decepcionou. Dumbledore lhe deu uma tarefa importante e, sem importar as consequências, Harry precisa levá-la a cabo.”
“Snape sabe. Ele sabe que Harry foi avistado…” A determinação de Harry se mostra mais poderosa que o rancor de Aberforth. Ele cede e manda pedir ajuda, que vem na forma de um velho amigo: Neville Longbottom, interpretado mais uma vez por Matthew Lewis. Apesar de emocionados por estarem reunidos com seu colega de Grifinória, Harry, Rony e Hermione ficam chocados pelos abusos que Neville sofreu. É o primeiro indicador de quanto as coisas mudaram em sua escola, que agora também tem um novo diretor, Severo Snape. “Hogwarts é uma sombra do que já foi”, relata Heyman. “Os Comensais da Morte assumiram o controle, e qualquer infração de suas regras tem como reação uma brutalidade extremada.” “Hogwarts acabou se tornando um lugar bem sombrio, mais parecido com uma prisão do que uma escola de magia”, diz Yates, que acrescenta que ele e o cinegrafista Eduardo Serra usaram um estilo distinto de filmagem para dar o tom: “Nós incorporamos uma paleta específica de cores: muito azul e tons frios que foram atenuados. Essas acabaram por se desenvolver em amarelos e vermelhos dramáticos – a cor do fogo, a cor do sangue... Há algumas sequências de Parte 2 em que eu queria transmitir a ideia de um filme épico de guerra.”
Liderados por Neville em um túnel escondido, Harry, Hermione e Rony chegam a Hogwarts, onde são recebidos com uma explosão de alegria e alívio por muitos de seus velhos amigos, incluindo Luna Lovegood (Evanna Lynch), Cho Chang (Katie Leung), Simas Finnigan (Devon Murray) e Dino Thomas (Alfie Enoch). Há também um sentimento de esperança que a volta para casa de Harry é um sinal para começar uma nova rebelião da Armada de Dumbledore. “Sua própria presença os inspira”, afirma Barron. “Dá a eles a certeza que não estão sozinhos.” Por enquanto, Harry precisa da ajuda deles para juntar as pistas do paradeiro de uma Horcrux que ele sabe ter algo a ver com Rowena Corvinal. Luna e Cho, as duas da Corvinal, presumem que esse item pode ser o diadema perdido de Rowena, que elas definem como um tipo de tiara… e que nunca foi vista por nenhum ser vivo. Antes que Harry possa fazer uso dessa informação, Gina Weasley entra correndo e, contendo a própria euforia por ver Harry, conta-lhes que ele foi avistado... e que Snape já sabe. Bonnie Wright reprisa o papel de Gina, cujo relacionamento com Harry cresceu de uma paixonite adolescente a um romance intenso. “No momento em que estão reunidos, o vínculo entre eles fica óbvio, mas não há oportunidade para que se conectem, porque tudo está acontecendo em ritmo acelerado”, ela observa. “E Gina entende que Harry tem grandes responsabilidades, que é parte da razão pela qual ela se sentiu atraída por ele. Ela não o vê como ‘O Escolhido’, ela o vê como Harry. Eu adorei vê-la se transformar de uma pequena menina tímida nessa jovem e confiante mulher.”
Snape convocou todos ao Salão Principal, que agora está frio e cinza, um contraste chocante ao caloroso salão de boas-vindas dos anos passados. Já não existem mais as longas mesas cheias de comidas suntuosas nem as luzes brilhantes dos candelabros suspensos. Em vez da reunião agitada dos colegas de sala, os estudantes marcham silenciosamente em filas, agrupados de acordo com suas casas. Porém, nesse caso, a formação cerrada proporciona a camuflagem perfeita para um jovem de óculos com uma cicatriz. Alan Rickman, como o impenetrável Professor Snape, avisa a todos os alunos reunidos com sua frieza tradicional que se alguém for pego ajudando Harry Potter será tratado… duramente. Yates diz que “a forma como Alan não apenas usa as palavras, mas o espaçamento que coloca entre elas é algo totalmente delicioso. Eu nunca trabalhei com um ator que diz suas falas tão lentamente quanto Alan, mas ele faz você vibrar com cada palavra, cada pausa, cada respiração, porque você mal pode esperar pelo que está por vir”. “Algumas vezes basta se entregar ao material”, diz Rickman. “Jo desenhou um mapa bem detalhado. Nós sabemos como é o cabelo de Snape, e o que ele veste: fica bem claro que ele só tem uma roupa”, ele diz rindo. “Sabemos que ele vive uma existência solitária. Também sabemos que nunca eleva o tom de voz. É uma energia explosiva… mas sempre contida.”
As palavras de Snape mal saem de sua boca quando Harry aparece para confrontar o homem que ele viu matar Dumbledore e ainda teve a audácia de assumir o seu lugar. A coragem de Harry mobiliza tanto seus amigos quanto professores, inclusive Flitwick e McGonagall. E na porta temos Remo Lupin (David Thewlis) e Quim Shacklebolt (George Harris), bem como membros da família Weasley: os pais Molly (Julie Walters) e Arthur (Mark Williams), os gêmeos Fred e George (James e Oliver Phelps), e os recém-casados Gui e Fleur (Domhnall Gleeson e Cleménce Poésy). Aproveitando a volta do Escolhido, os membros sobreviventes da Ordem da Fênix se reúnem para fazer frente às forças do Lorde das Trevas. Maggie Smith volta a interpretar o papel de Minerva McGonagall, que interfere entre Snape e Harry e acaba por lutar contra seu colega de trabalho, em um terrível duelo de varinhas. “Maggie é uma atriz de calibre internacional, que tira o máximo de cada fala e cada cena da qual participa. Eu adorei trabalhar com ela novamente”, diz Yates. Snape recua de forma dramática, mas a comemoração tem vida curta, já que Lorde Voldemort deixa todos cientes de sua onipresença. Com a guerra pairando no horizonte, McGonagall lança um feitiço que invoca todas as forças de Hogwarts para defender o castelo, trazendo à vida de forma mágica as sentinelas de pedra que ficaram paradas lá por anos. Esses soldados inanimados foram concebidos e esculpidos pelo departamento de arte de Stuart Craig e em seguida animados através de efeitos visuais.
A equipe de efeitos visuais de Tim Burke também foi responsável pela criação do campo de força gerado pela varinha, que ele diz ter sido inspirado em águas-vivas: “A água-viva tem estruturas incríveis, apesar de ser translúcida e frequentemente emitir luz fosforescente. Usamos essa inspiração para o efeito da varinha, o que ajudou a fazê-la aparentar ser orgânica.” Os bruxos sabem que o campo de força não será capaz de deter o ataque combinado dos Comensais da Morte por muito tempo, mas vai conseguir impedi-los por tempo suficiente para que Neville, Simas e Gina preparem uma recepção bombástica para os invasores. Além disso, dá a Harry tempo suficiente para concluir sua missão. Porque, como Heyman relembra, “se ele não conseguir encontrar as Horcruxes restantes, não há esperança de vitória”. “Se morrermos por elas, eu vou matar você, Harry!” À medida que a batalha progride, Harry, Hermione e Rony se dividem – com Harry procurando pela Horcrux, enquanto Hermione e Rony vão procurar uma forma de destruí-la. A espada de Grifinória, que eles usaram para destruir o medalhão de Salazar Sonserina na Parte 1, foi perdida em Gringotes, mas Rony tem uma revelação a fazer. Rupert Grint esclarece: “Ele tem a ideia de usar uma presa de basilisco para destruir as Horcruxes, assim como Harry fez com o diário de Tom Riddle na Câmara Secreta.” O basilisco foi morto, mas seu esqueleto – com as presas intactas – ainda existe. Rony e Hermione conseguem chegar até a Câmara, cujo design continua igual ao segundo filme da série, mas com uma adição: o esqueleto do basilisco, que foi especialmente esculpido pelo departamento de Nick Dudman.
Ao arrancar uma das presas, Rony a entrega para Hermione, que, com um pouco de esforço, a crava na taça, que libera uma torrente de ira e terror e os deixa exauridos e sem ar. Sem uma palavra, eles caem um nos braços do outro para dar o beijo que os fãs têm esperado. É um momento que Grint e Watson estão esperando ansiosamente, ainda que por razões diferentes. “Por eu conhecer Emma desde criança, pensei que seria uma coisa um pouco estranha”, Grint admite. “Sem querer ofender Emma, que é simplesmente adorável, mas eu não conseguia imaginar isso. Quanto mais eu pensava sobre isso, mas ficava nervoso.” Mas Watson também compartilhava de sua ansiedade. “Por Rupert e eu termos uma amizade muito forte, isso se tornou algo desconfortável”, ela confidencia. “Crescer com alguém que é como um irmão para você e ter de beijá-lo de forma romântica é uma coisa muito estranha.” David Yates compreendeu suas preocupações e não lhes avisou sobre quando filmariam o beijo até na noite anterior, e lhes aconselhou a respeito: “Eu disse a eles para esquecerem Rupert e Emma, e deixarem Rony e Hermione assumirem o controle. Eles se comprometeram totalmente com isso, e foi… absolutamente adorável.”
Enquanto isso, Harry está correndo para o Salão Comunal da Corvinal, onde é interrompido por Luna Lovegood, que mostra um raro lado enérgico de sua personalidade. Para Evanna Lynch, “Harry pensa que não tem tempo para nenhuma das teorias malucas de Luna, mas ela tem algo muito importante a lhe dizer. Quando Harry decide não escutar, Luna fica frustrada e grita com Harry, algo que ele não esperaria de Luna.” Ela o lembra de que ninguém vivo jamais viu o diadema de Rowena Corvinal, e o manda procurar outra pessoa, um fantasma, que talvez possa ajudá-lo. Kelly Macdonald interpreta a lendária Dama Cinzenta da Torre de Corvinal, que, na verdade, é Helena, a filha de Rowena. Incapaz de contar a Harry onde está o diadema, ela lhe oferece uma charada, cuja resposta o faz correr até a Sala Precisa, onde a Horcrux está escondida entre o que parece ser séculos de mobília, livros e miríades de artefatos aleatórios. Craig a descreve: “A Sala Precisa ocupa um de nossos maiores espaços – algo em torno de 60 x 90 metros – e estava cheia do piso ao teto com mobília e todos os tipos de objetos de vários tamanhos e formas. A decoradora de ambientes Stephenie McMillan e sua equipe estavam ocupados comprando móveis usados por meses e meses antes do início das filmagens. Uma quantidade incrível de coisas.”
“Harry Potter. O garoto que sobreviveu. Venha morrer.” A batalha por Hogwarts está explodindo ao seu redor, mas Harry, Hermione e Rony ainda estão travando outra guerra… que envolve todo o mundo dos bruxos. A trilha da próxima, e talvez mais perigosa, Horcrux os leva à casa de barco da escola, onde os três testemunham um encontro crucial entre Snape e Voldemort. Heyman diz: “Uma das coisas mais intrigantes nos livros de Jo é que os personagens habitam uma área cinzenta entre a luz e a escuridão, o bem e o mal, assim como todos nós. Por exemplo, a história de Snape é muito mais complicada do que imaginamos, e eu acho que o público vai realmente gostar de ver sua história finalmente revelada.” “Você sempre soube que ele tinha um plano”, observa Rickman. “Era uma questão apenas de saber qual seria esse plano… os riscos ficavam maiores à medida que ele se aventurava por territórios mais traiçoeiros. No final, tudo se resumiu a redenção e lealdade, e no caso de Snape – sem revelar nada da trama – certo tipo de coragem quanto às suas convicções.” No livro, a importante troca entre o Senhor das Trevas e Severo Snape aconteceu na Casa dos Gritos, mas David Yates recebeu permissão da própria Rowling para colocar a cena em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.
A água também reflete as memórias na Penseira no escritório de Dumbledore, onde Harry percebe o que deve fazer. Daniel Radcliffe relembra: “na Ordem da Fênix, Harry ficou sabendo da profecia que dizia: ‘Nenhum dos dois poderá viver enquanto o outro estiver vivo.’ Desde então, a cada passo do caminho, ele sabia que teria que lidar com isso, e está completamente ciente do que teria que fazer.” “Harry sabe que o seu destino e o de Voldemort estão interligados”, diz Heyman. “Confrontado com a escolha de encarar o Lorde das Trevas ou permitir que todos morram, Harry está preparado para encontrar eu destino. E Dan foi fantástico. Ele levou sabedoria e maturidade a essas cenas, coisas que deveriam estar anos luz à sua frente. Ele realmente levou em consideração as emoções e motivos por trás de cada uma das ações de Harry, e trouxe uma verdade real para sua atuação.” Yates acrescenta: “Uma das minhas cenas favoritas é quando Harry faz aquela longa caminhada para salvar todos. Há algo muito lindo e assustador em sua determinação.”
“Vamos, Tom. Vamos terminar isso como começamos… O tão esperado confronto entre Harry e Voldemort “os leva de volta ao local onde eles se tornaram o que são”, declara Rowling. “Tinha que terminar em Hogwarts.” Sua batalha se desenvolve nos corredores outrora assombrados da escola. Yates ensaiou a sequência para que não fosse apenas dois bruxos em um duelo de varinhas, mas dois inimigos jurados presos em um combate mortal que só poderia terminar com a morte de um... ou dos dois. O diretor explica mais: “Fizemos com que eles corressem pelos corredores invocando feitiços um contra o outro, o que também é algo muito físico. Em certo ponto eles se agarram pelas gargantas e caem de uma alta balaustrada, e estão girando e rodando, até que você não tem mais certeza sobre onde um começa e o outro termina. Eu estava querendo muito explorar isso, pois vínhamos desenvolvendo essa conexão em todos os filmes.”
Craig e sua equipe trabalharam no set para transformá-lo em uma arena com várias camadas. O produtor de arte diz: “Nosso objetivo principal era introduzir outro elemento no campo de batalha que proporcionaria um bloqueio mais interessante, por isso David Yates estava envolvido no planejamento desde o início. Nós criamos uma série de escadarias para que Harry ou Voldemort pudessem alternar entre as posições, mas que pudessem ser trocadas com facilidade.” “Eu devo ter subido mais escadas naquela cena do que fiz em minha vida toda”, diz Radcliffe rindo. “Mas foi incrível.” Mesclar arte com arte virtual sempre foi importante para determinar os ambientes nos filmes da franquia Harry Potter, mas essa fusão foi vital em particular durante a encenação da batalha de Hogwarts em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. Pela primeira vez, as tomadas exteriores e amplas do Castelo de Hogwarts não foram feitas com a captura de maquetes, mas sim pelo uso de computação gráfica. Yates diz: “Nós construímos uma boa parte dela, como sempre, mas também construímos uma Hogwarts digital que nos deu liberdade para levar a ação para dentro e ao redor da escola ou para qualquer lugar que quiséssemos.”
Mas Harry e Voldemort não são os únicos lutando até a morte. Ao redor deles há forças do bem e do mal do mundo dos bruxos – inclusive grandes e pequenas criaturas – que estão combatendo em um clima de guerra total, o que nos mostra vários rostos familiares em ambos os lados. David Barron declara: “Nós tivemos muita sorte, pois quase todo o elenco quis fazer parte do final. Alguns deles são vistos rapidamente, mas era importante para eles – e para nós – que estivessem lá. Há até mesmo alguns poucos personagens que chegaram a um fim nos filmes anteriores e que deixaram sua presença nesse de forma surpreendente, como Gary Oldman, interpretando Sirius Black, e Michael Gambon, como Dumbledore.” A guerra contra os Comensais da Morte cobra um preço terrível para vários personagens queridos. Bruxos amados caem, e Belatriz Lestrange está prestes a matar mais uma – Gina Weasley – quando Molly Weasley a impede. Interpretando a matriarca da família Weasley, Walters declara: “É claro que Belatriz pensa ‘vem brigar vovó’, mas ela não tem ideia do que vai enfrentar ao mexer com o amor de uma mãe protetora e destemida.”
O poder do amor de uma mãe tem sido um tema inerente em todas as histórias de Harry Potter, a começar por Lílian Potter, cujo sacrifício supremo pelo filho permitiu que esse se tornasse 'aquele que sobreviveu’. Rowling relata: “Eu perdi minha mãe seis meses depois de ter começado a escrever Harry Potter, e logo em seguida me tornei mãe. A maternidade teve uma imensa influência em minha vida enquanto eu estava escrevendo a saga, então foi natural que o livro a incorporasse.” Ao se deparar com a decisão de vida ou morte para Harry, Narcissa Malfoy mostra que a força do amor de uma mãe não está confinada a apenas um dos lados. “Narcissa pode ser uma Lestrange por nascimento, e uma Malfoy por casamento, mas o que a define é a lealdade para com seu filho. Ela protege Draco arriscando a sua própria vida, pois acima de tudo ela é uma mãe.” Entretanto, “Voldemort não vê necessidade de amor, amizade ou compaixão”, observa Radcliffe. “Ele vê esses sentimentos como algo desprezível, uma fraqueza, mas essa é a sua única fraqueza.” As fatalidades de guerra vão além das pessoas e chegam até a própria Escola de Bruxaria e Feitiçaria de Hogwarts, que fica em ruínas. Apesar da devastação resultante aparentar ser acidental, Craig diz que foi tudo programado. “Não era apenas uma questão de derrubar algumas paredes, a silhueta era tão importante quanto uma escultura. Por exemplo, o Salão Principal era a coluna dorsal de Hogwarts, por isso, ao demoli-lo, sabíamos que a imagem resultante teria que causar uma impressão duradoura.”
“Há esse sentimento de que a guerra causa isso. Ela dizima seus locais de segurança e proteção”, diz Rowling. “Sim, eles podem parecer apenas locais físicos. Mas quando se trata do seu lar, isso significa tudo.” O Salão Principal foi um dos primeiros e maiores sets a ser construído, e foi uma constante em Leavesden durante todos os filmes. A visão do mais antigo set reduzido a escombros teve um impacto imenso nos cineastas, elenco e equipe. Radcliffe lembra: “Foi duro assistir a algo que tinha sido tão grande e imponente ser derrubado repentinamente.” Heyman, que há muitos anos testemunhou a construção dos cenários de Hogwarts, diz: “Assistir à grandiosidade de Hogwarts ser destruída foi muito tocante. De maneira bem real, fez com que pensássemos que estávamos caminhando rapidamente para o fim da jornada.” As emoções estavam em alta para todos os envolvidos na produção, pois cada dia marcava a “última vez” para algo, até que, finalmente, tudo se acabou.
No final de sua longa jornada de uma década, o elenco e os produtores todos compartilharam gratidão e orgulho por terem realizado a série histórica. David Barron relembra: “Eu pensei estar preparado, pois sabíamos que o dia estava chegando rápido, mas foi muito emocionante para todos nós. Todos deram tanto de si nesses filmes, e nesse último nós compartilhamos o objetivo de fazê-lo como sendo o final perfeito para a série”. “A parte do trabalho de qualquer pessoa é dizer adeus”, afirma Alan Rickman. “Temos que aceitar que a hora de dizer adeus sempre chega, caso contrário você não pode progredir. Então, a melhor coisa que alguém pode dizer é que tudo terminou da maneira certa.” Rupert Grint diz: “A experiência de Harry Potter foi uma época maravilhosa de minha vida e algo que eu nunca esquecerei. Eu tenho muito orgulho em ter sido parte disso.”
“Como posso traduzir em palavras o significado disso para mim?”, observa Emma Watson. “Eu não considero como terminado, pois sempre será uma parte do que sou, e me sinto muito abençoada por ter compartilhado isso.” Daniel Radcliffe reflete: “Eu sei que não haverá um quadro desses filmes que eu não conecte imediatamente a uma memória, lugar, tempo ou pessoa. Até mesmo agora não consigo expressar como foi importante para mim, mas posso dizer que foi uma época maravilhosa e algo que eu nunca poderei reviver.” David Yates concorda. “É muito difícil colocar em palavras, exceto para dizer que foi muito intenso, e, às vezes, desafiador, mas nunca deixou de ser divertido. Eu não teria perdido isso por nada no mundo, tenho orgulho e estou feliz de tê-lo feito até o final.” “Essa colaboração foi maravilhosa”, afirma J.K. Rowling. “Eu tive muito orgulho de trabalhar e formar laços com algumas pessoas extremamente talentosas. A experiência geral dos filmes para mim foi verdadeiramente incrível.” “Eu me considero extremamente sortudo por ter feito parte de Harry Potter, mas nenhum de nós teria tido essa oportunidade se não fosse por Jo Rowling e o mundo que ela criou de forma tão brilhante”, conclui David Heyman. “Uma das coisas que eu amo nos livros é que as histórias são atemporais… e acho que conseguimos obter essa qualidade também nos filmes.”
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