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'Harry Potter e as Relíquias da Morte', a sétima e última aventura da franquia Harry Potter, tem sido ansiosamente aguardado, e sua história será contada em dois longas-metragens. A Parte 1 tem início com Harry, Rony e Hermione imbuídos da arriscada missão de localizar e eliminar objetos que guardam o segredo da imortalidade e do poder de destruição de Voldemort: as Horcruxes. Sozinhos, sem a orientação de seus mentores nem a proteção do professor Dumbledore, os três amigos, mais do que nunca, podem contar somente uns com os outros. E em seu caminho há forças das Trevas que pretendem destruí-los. A única esperança de Harry é achar as Horcruxes antes que Voldemort o encontre. Ao procurar pistas, ele acaba descobrindo uma antiga e esquecida história, a lenda das Relíquias da Morte. Se a lenda se revelar verdadeira, pode fornecer a Voldemort o imenso poder que ele tanto almeja. Mal sabe Harry que seu futuro já foi decidido no passado, quando num dia fatídico tornou-se “O Menino que Sobreviveu”. Não mais apenas um menino, Harry Potter se aproxima cada vez mais da tarefa para a qual vem se preparando desde o dia em que colocou os pés pela primeira vez em Hogwarts: a batalha final com Voldemort.
SOBRE A PRODUÇÃO O COMEÇO DO FIM Desde o momento em que Harry Potter foi apresentado, pessoas de todo o mundo se entusiasmaram com as aventuras do menino bruxo que mudou a história da literatura e do cinema. Há mais de uma década David Heyman está imerso nesse mundo mágico, como produtor de todos os filmes baseados nos livros - sempre nas listas de mais vendidos - de J. K. Rowling, que também exerceu a função de produtora na adaptação para o cinema de seu sétimo e último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. No entanto, quando Heyman começou a trabalhar no último episódio da franquia que quebrou recordes, percebeu que ele apresentava alguns desafios especiais, e como abarcar todos os fios entrelaçados da história à medida que o clímax final da série se aproximava não era o menor deles. Quebrando a tradição da série, a decisão foi dividir “Harry Potter e as Relíquias da Morte” em dois longas-metragens. “Quando Steve Kloves começou a trabalhar no roteiro, ficou claro que precisaríamos omitir coisas demais para fazer justiça ao livro de J. K. Rowling em um único filme. Havia simplesmente detalhes demais que eram essenciais para a resolução da série”, explica Heyman.
O produtor David Barron acrescenta: “Com os livros anteriores, a decisão sempre foi seguir a jornada de Harry, por isso foi possível identificar cenas específicas que, embora fossem muito agradáveis de ler, não avançavam necessariamente a história. Porém, o importante no sétimo livro é a definição, colocar os pingos nos ‘is’”. Daniel Radcliffe, que interpreta o papel-título de Harry Potter, comenta: “A complexidade do enredo que J. K. Rowling havia mapeado desde o início é uma façanha fantástica de narração. Ele tem reviravoltas, mistério e romance, comédia e ação - todos os elementos brilhantes aos quais as pessoas reagiram ao longo dos anos. Era o único meio de contar a história de forma completa e satisfatória”. Dirigindo seu terceiro longa-metragem de Harry Potter, David Yates diz que a Parte 1 de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” também rompe a tradição ao tirar os personagens centrais do ambiente conhecido de Hogwarts. É, na verdade, o primeiro filme da franquia em que a emblemática Escola de Magia e Bruxaria nunca é vista. “Acho que é uma das coisas mais intrigantes da Parte 1”, afirma o diretor. “Estamos distantes do ambiente mágico de Hogwarts, que parecia seguro mesmo quando os personagens corriam grande risco. De repente, Harry, Rony e Hermione estão tentando sobreviver no mundo cruel, e há muitos perigos. Eles se sentem isolados, sozinhos e muito vulneráveis. Isso torna a aventura muito mais tensa e adulta, o que realmente me agradou, e também a Dan, Rupert e Emma”. Radcliffe afirma: “Acho que isso dá ao filme um tom mais adulto porque é mais difícil nos ver como colegiais quando não estamos mais na escola”.
Reprisando o papel de Rony Weasley, Rupert Grint comenta: “Fora da segurança de Hogwarts e da proteção de seus pais e professores, tudo pode acontecer. Eles podem ser atacados a qualquer momento, o que dá ao filme uma energia diferente”. “Harry, Hermione e Rony não têm mais casa”, observa Emma Watson, que retorna ao papel de Hermione Granger. “Eles estão sempre mudando de lugar e, ainda pior, estão sendo perseguidos, por isso não sabem em quem confiar. Os riscos são grandes, então eles precisam ser corajosos”. Na verdade, nunca os riscos foram tão grandes já que o destino do mundo dos bruxos e do mundo dos trouxas está nas mãos desses jovens. Tendo aprendido o segredo do poder e da imortalidade de Voldemort, Harry está em uma missão para rastrear as Horcruxes: itens nos quais o Lorde das Trevas escondeu pedaços de sua própria alma. Se restar ao menos um, Voldemort nunca poderá ser derrotado. Duas das Horcruxes já tinham sido destruídas: o diário de Tom Riddle e o anel que pertenceu a Marvolo Gaunt, o avô materno de Riddle. Harry e Dumbledore acreditavam que haviam localizado a terceira Horcrux, o medalhão de Salazar Sonserina, mas descobriu-se que ele era falso e que o verdadeiro havia sido roubado por alguém com as iniciais R.A.B. O problema é que as Horcruxes podem estar praticamente em qualquer lugar ou em qualquer coisa. “Acho que no início Harry não compreende aquilo a que precisa dar continuidade”, opina Barron. “Ele só sabe que tem um trabalho a fazer e que precisa continuá-lo. E Rony e Hermione nunca o abandonariam, assim isso se torna uma grande jornada para os três, física e emocionalmente falando”.
O rastro das Horcruxes tem também consequências inesperadas para Harry, pois revela algumas verdades dolorosas sobre o passado de Dumbledore. “Quanto mais Harry descobre sobre Dumbledore, coisas de que não sabia ou que ele sente que foram escondidas dele, mais sua confiança se desfaz”, relata Radcliffe. “Para Harry, isso se torna uma crise de confiança”, confirma Yates. “O que dificulta as coisas duplamente para ele é que Dumbledore lhe deu essa missão sem plano claro — na verdade sem nenhuma ideia — de como cumpri-la, o que está colocando seus amigos em risco. Isso leva a um verdadeiro teste do relacionamento deles, o que é outro elemento interessante da história”. “Sempre acreditei que, com toda a magia, ação e aventura das histórias de Harry Potter, no fundo o importante são os personagens”, enfatiza Heyman. “Neste filme, seus relacionamentos são mais complexos do que nunca, e Dan, Rupert e Emma estão melhores do que jamais estiveram na exploração profunda dessas relações”.
REUNIÕES FAMILIARES Assim como Harry Potter, Lorde Voldemort também tem uma missão: acabar com a vida do “Menino que Sobreviveu”. Yates analisa: “Voldemort está no auge do poder absoluto. Ele esteve escondido nas sombras, aguardando o momento de voltar e impor sua vontade ao resto do mundo. Tudo mais em seu plano se encaixou, ele só precisa lidar com um pequeno detalhe. Voldemort não compreende como essa ‘criança’ se tornou seu adversário mais forte, mas sabe que precisa ser aquele que matará Harry Potter. Em primeiro lugar, ele é o predestinado e, depois, há a pura satisfação de fazer isso depois de ter sido derrotado tantas vezes. É mais do que pessoal a esta altura”. Ralph Fiennes, que está praticamente irreconhecível no papel de Lorde Voldemort, diz: “Ele é motivado por uma raiva profunda. A única coisa que o atiça é poder e mais poder, a capacidade de controlar, manipular e destruir pessoas. É seu vício”. Yates comenta: “Ralph é muito assustador quando interpreta Voldemort. Ele tem a capacidade de acessar lugares sombrios da mente como ator, você consegue sentir a temperatura no ambiente cair enquanto ele entra no personagem”. Os Comensais da Morte tratam o Lorde das Trevas com um misto de reverência e medo, sabendo que não é preciso haver muita provocação para que ele se volte contra seus seguidores mais fiéis. Se eles precisavam de um lembrete dessa ameaça, ele está lá na sempre ao lado de Voldemort — a única criatura viva que Voldemort trata com verdadeira ternura —, a grande cobra chamada Nagini.
Voldemort convocou seus Comensais da Morte de elite à mansão dos Malfoy para planejar quando, onde e como encurralar Harry Potter. O último a chegar é Severo Snape, interpretado por Alan Rickman. “Toda vez que observo Alan como Snape, fico impressionado com a complexidade e todos os matizes de sua atuação”, elogia Heyman. “Ele consegue transmitir o humor e o veneno no mesmo fôlego. E nesse filme você começa a sentir o tremendo fardo do segredo que Snape está carregando”. Snape informa aos que estão reunidos quando Harry deixará sua casa na rua dos Alfeneiros, alertando-os de que ele “receberá toda proteção” da Ordem da Fênix. Todavia, Fiennes afirma: “Voldemort acredita que finalmente derrotará Harry Potter. Ele está desfrutando de seu controle, como um imperador”. “As varinhas são uma parte importante da história em ‘As Relíquias da Morte’— a lei das varinhas e como elas são pessoais para os bruxos”, especifica Yates. “As propriedades das varinhas tornam-nas quase como personagens. Ainda no primeiro livro, aprendemos com Olivaras que ‘a varinha escolhe o bruxo’; para eles, perder uma varinha pode ser como perder uma parte de si mesmo. Por isso, quando Voldemort toma a varinha de Lúcio Malfoy, é como se tomasse sua masculinidade, algo vital para sua autoestima”.
Quando encontramos Lúcio Malfoy em “Harry Potter e a Câmera Secreta”, ele era um bruxo presunçoso que não se dava ao trabalho de esconder seu desdém pela maioria das pessoas, que considerava inferiores, e que estava criando o filho, Draco, à sua imagem. Mas ele retornou de um breve encarceramento em Azkaban uma sombra de quem costumava ser. Ele precisa agora suportar silenciosamente o fato de que foi substituído na cabeceira da mesa da família e sua própria casa foi confiscada por Voldemort e transformada em quartel-general. Jason Isaacs, que novamente assume o papel de Lúcio Malfoy, diz que a perda de sua varinha pode ser apenas a punição mais recente a recair sobre Lúcio, mas é, de longe, a pior. “Tomar a varinha de um bruxo é enfraquecê-lo completamente, e Voldemort não só a toma, mas retira a cabeça de cobra, um adorno vistoso e pessoal de família, e o atira sobre a mesa como se fosse lixo, o que humilha Lúcio na frente de todos os outros Comensais da Morte. Lúcio sempre foi um pavão de incrível vaidade e arrogância, sempre presumiu que ficaria ao lado de Voldemort como seu braço direito. Mas, após se enfraquecer na prisão, depois que Draco falhou em sua missão de matar Dumbledore e dessa humilhação pública, ele não faz ideia do que o futuro reserva para ele... se ele ainda tiver um futuro”. Sentado ao lado do pai, Draco Malfoy está lidando com suas próprias desconfianças. Outrora um jovem e arrogante valentão da Sonserina, ele agora se confronta com a realidade crua de ser um Comensal da Morte. Tom Felton, que interpreta Draco, comenta: “No último filme vimos que, apesar de desejar ser o protegido do pai, para ser o malvado ‘escolhido’, por assim dizer, Draco não tinha a menor chance. Ele está percebendo que esse não é o tipo de pessoa com que deseja se associar, mas não tem escolha quanto a isso. Não se engane, Draco não é um mocinho sob nenhum parâmetro. Mas ele certamente questiona o que está testemunhando, e sequer tem ideia do que fará ao final. Tivemos algumas oportunidades de explorar isso na história, o que foi muito interessante para mim como ator”.
A tia de Draco, Belatriz Lestrange, não tem esses remorsos. Retornando ao papel, Helena Bonham Carter declara que Belatriz está gloriosa como a discípula mais servil e sedenta de sangue de Voldemort. “Ela simplesmente adora a supremacia, a superioridade dele e particularmente o fato de não ter nariz. É tão sexy”, ela diz com uma risada. “Belatriz é uma fanática, para não dizer doida varrida. Ela não tem limites e está sempre em sua plenitude, por isso me tomou toda a energia. Interpretá-la pode ser bastante exaustivo, mas por causa disso é que é tão divertido”. “Helena se divertiu com a personagem. Acho que é uma prova de seu talento que ela tenha feito com que amássemos Belatriz, mesmo que ela seja desagradável”, diz Barron. Com Voldemort no controle, o perigo avança além de Harry Potter e chega a todos os envolvidos com ele e suas famílias. Como bruxos, os Weasley são capazes de lutar magia com magia, mas as famílias trouxas de Harry e Hermione estão especialmente vulneráveis Para salvar os pais, Hermione toma uma decisão muito difícil. Em uma cena apenas mencionada no livro, ela deixa a casa para trás, levando consigo as lembranças que seus pais tinham da filha única. Emma Watson conta: “Hermione sabe que aliando-se a Harry ela está colocando os pais em perigo. A única forma de protegê-los é cortando relações com eles completamente, por isso ela remove as lembranças que eles têm dela, o que é trágico porque ela está perdendo o pai e a mãe para sempre. Fiquei muito encantado pela forma como Steve Kloves escreveu a cena. Foi comovente e também faz com que percebamos a magnitude do sacrifício que Hermione, e também Rony, estão fazendo pelo amigo Harry”.
Embora seja decididamente um sacrifício menor, Harry deve também dizer adeus à sua família trouxa: seu insuportável Tio Válter, a tia Petúnia e o primo, Dudley. Enquanto os Dursley se dirigem para longe de sua casa vazia na rua dos Alfeneiros, Harry não tem muito tempo para lembrar da infância passada no armário debaixo das escadas. Um ruído na porta da frente o alerta da chegada de seus seguranças: Rony e Hermione, Arthur Weasley, Olho-Tonto Moody, Tonks e Lupin, os gêmeos Fred e Jorge Weasley, o irmão mais velho deles, Gui, e sua noiva, Fleur Delacour, Mundungo Fletcher, Quim Shacklebolt, e o último, mas não menos importante, Rúbeo Hagrid. Eles vieram para transportar Harry para um esconderijo. Não há segurança nos números quando se luta contra os Comensais da Morte, por isso Olho-Tonto criou um esquema para enganá-los. Seis do grupo tomarão a Poção Polissuco, resultando em sete “Harry Potter” idênticos saindo em sete direções diferentes. “Confusão é o nome do jogo”, afirma Brendan Gleeson, que interpreta Olho-Tonto Moody, o líder do grupo. “Olho-Tonto pode ser um pouco idiota, mas ele é uma força que precisa ser considerada. Ele é um homem de sentimentalismo limitado, mas é tocante o fato de que, por baixo do exterior severo, suas intenções sempre tenham sido corretas”. A cena apresentou desafios de filmagem e atuação. Como Hermione, Rony, Fred, Jorge, Fleur e Mundungo transformaram-se em seis Harrys falsos, Daniel Radcliffe teve de representar cada uma de suas personalidades. O ator explica: “A Poção Polissuco os transforma em Harry na aparência externa. Ela não muda quem eles são de verdade, por isso eu tive que fazer um pouco de imitação dos outros personagens”.
“Fizemos com que cada um dos atores interpretasse a cena para que Dan pudesse observá-los”, explica Yates. “Por exemplo, descobrimos que Andy Linden, que interpreta Mundungo, anda como se estivesse em esquis, por isso pedi que Dan exagerasse isso um pouco. Normalmente, prefiro atores que buscam a espontaneidade — aja naturalmente e a câmera encontrará a atuação. Mas, nesse exemplo, percebi que seria mais divertido estimular. Assim a espontaneidade ficou no banco de trás”, ele diz, sorrindo. “Eu dizia o tempo todo para Dan, ‘Apenas pratique’. Acho que ele gostou muito disso”. Sob um ponto de vista técnico, Yates, o supervisor de efeitos visuais Tim Burke e o diretor de fotografia Eduardo Serra usaram um equipamento de captura de movimento para captar várias passagens enquanto Radcliffe interpretava cada uma das ‘duplicatas’ de Harry”. As tomadas foram então unidas para completar a ilusão de que sete Harry Potter diferentes ocupavam o mesmo ambiente ao mesmo tempo. O diretor recorda: “Foi muito cansativo. A coisa toda levou cerca de três dias e quase cem tomadas para ser concluída”. Assim que todas as iscas estão vestidas de forma idêntica e com os óculos apropriados, cada Harry se associa a outro membro da equipe como seu protetor. Completando o ciclo, o verdadeiro Harry está em par com Hagrid, que o entregou na Rua dos Alfeneiros, nº 4 quando bebê. Mais uma vez interpretando o papel do adorado semigigante, Robbie Coltrane comenta: “Foi Hagrid quem o levou lá dezesseis anos antes. Foi Hagrid que contou a Harry que ele era um bruxo e o informou de seu lugar importante no mundo da magia. Eles sempre tiveram um relacionamento muito especial, então é adequado que ele seja quem vai levar Harry embora”.
O compositor Alexandre Desplat, que criou sua primeira trilha de Harry Potter para “Relíquias da Morte – Parte 1”, concorda. “Nossos heróis estão em constante movimento, por isso queria que a música seguisse a trilha de sua jornada e encontrasse o equilíbrio certo entre ação, suspense e emoção”. “Meu objetivo era dar ao filme uma impressão musical original”, continua Desplat. “Ao mesmo tempo, eu queria continuar o rico legado musical dos compositores que criaram trilhas para os filmes de Harry Potter anteriores, mantendo a grande tradição da série”. David Barron reflete: “É isso que torna tão incrível trabalhar nesses filmes, o fato de que eles têm uma fundação sólida como rocha, que começa com os livros de J. K. Rowling. A coisa mais importante para nós foi fazer um filme encaixando o material que ela criou”.
“Tudo começa e termina com J. K. Rowling, não estaríamos aqui sem ela”, afirma Heyman. “Sinto-me privilegiado em ter trabalhado em Harry Potter por mais de uma década. Tem sido inspirador, desafiador e muito divertido”. David Yates conclui: “Estou particularmente entusiasmado e orgulhoso de ser o diretor que tem a oportunidade de levar o clímax dessa excelente história para o público. Estou ansioso para isso”. Continua…
Trailer do Filme
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Fonte: Warner Bros. |