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Em 'Imagens do Além', um casal recém-casado descobre assustadoras imagens de fantasmas nas fotografias que eles revelam depois de um trágico acidente. Temendo uma relação entre as manifestações, eles começam a investigar, mas acabam aprendendo que alguns mistérios não devem ser decifrados – e que um erro do passado pode acabar em uma vingança eterna. Para o fotógrafo Ben (JOSHUA JACKSON) e sua esposa Jane (RACHAEL TAYLOR), é apenas uma lucrativa sessão de fotos em Tóquio em meio a sua lua-de- mel. Com uma exótica oportunidade profissional e todas as infinitas possibilidades da nova situação de casados, Ben e Jane chegam ao Japão. Mas, na estrada que leva ao Monte Fuji, a nova vida do casal literalmente sofre um trauma profundo. O carro deles atropela uma mulher que estava no meio da estrada, e que aparentemente surgiu do nada. À medida que retomam a consciência depois do acidente, Ben e Jane não encontram sinal algum da menina que Jane acredita ter atropelado com o carro. Abalados com o acidente e com o desaparecimento da menina, eles chegam a Tóquio, onde Ben começa seu trabalho glamouroso. Já tendo trabalhado no Japão e fluente no idioma, Ben sente-se à vontade lá, e encontra com antigos amigos e colegas de trabalho. Jane, nova na cidade, sente-se como uma estranha em uma terra estrangeira ao fazer desastradas incursões pela cidade. Enquanto isso, Ben descobre misteriosas manchas brancas – formando assustadoras silhuetas humanas – que se materializaram nas imagens após um dia inteiro de trabalho em uma cara sessão de fotos. As preocupações de Jane começam a aumentar quando ela passa a acreditar que as manchas nas fotografias de Ben são da menina da estrada, que agora quer vingar-se do casal por a terem deixado morrer...
SOBRE A PRODUÇÃO
O fenômeno é tão antigo como a própria fotografia, que data de 1860. A fotografia de espíritos tem sido tratada com muita controvérsia e com suspeitas de fraude, ainda que muitas pessoas acreditem ser um dos métodos de registro dos fenômenos envolvendo fantasmas que mais se aproxima da metodologia científica. Revistas atribuíram o desenvolvimento da fotografia de espíritos aos países asiáticos, e novos sites da Internet dedicados as assunto aparecem a cada dia. O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, abrigou recentemente uma mostra dedicada à fotografia de espíritos chamada “The Perfect Medium: Photography and the Occult”. Este assunto intrigante e proibido é elemento-chave do thriller psicológico 'Imagens do Além', dos produtores executivos de O Grito e O Chamado. 'Imagens do Além' é baseado no filme homônimo lançado em 2004 e que se tornou o mais lucrativo filme na Tailândia. O thriller de horror foi dirigido por Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom. A história do filme é bastante simples: uma menina aparece repentinamente, é atropelada por um carro e desaparece, surgindo apenas para assombrar seus algozes. Mas, com as muitas viradas e choques, o filme subverte as expectativas das platéias, revelando ser muito mais do que uma simples história de fantasmas.
O enorme sucesso do filme na Tailândia não se traduziu em outros países ocidentais, porque algumas de suas referências só faziam sentido no contexto da cultura e das percepções tailandesas. Com o objetivo de tornar a história mais acessível ao público americano e japonês, o conceituado produtor Taka Ichise, juntamente com Sonny Mallhi, Roy Lee e Doug Davison, da Vertigo Entertainment, e Sanford Panitch e Alexandra Sundell, da New Regency Productions, conceberam uma nova versão para 'Imagens do Além'. A versão deles, sempre respeitando o trabalho original, seria escrita para um elenco americano sob a direção de um japonês. E seria filmada inteiramente no Japão. Sundell, da Regency, e Mallhi e Lee, da Vertigo (cujos créditos incluem Os Infiltrados e O Chamado) trabalharam juntos com o roteirista Luke Dawson no roteiro. Dawson, com sua adaptação não-produzida do famoso mangá japonês Lone Wolf and Cub, havia impressionado a Regency; ele também já havia trabalhado com o renomado diretor Darren Aronofsky, que dirigira A Fonte da Vida, outra produção da Regency. Além disso, Dawson substituiu o cenário do filme original, a cidade de Nova York, por Tóquio. O filme também tem seqüências no Brooklyn. “O desconforto de Jane naquela cidade estranha é parte importante da história, então fazia todo sentido filmar fora dos EUA. Tóquio é o cenário perfeito para esta história, na qual Jane sente estar rodeada pelo caos e não consegue compreender inteiramente a situação em que foi jogada. O público americano não conhece muito de Tóquio, então nos divertimos muito registrando como a cidade pareceria estranha para um forasteiro”, conta o roteirista.
À medida que o trabalho no roteiro avançava, o produtor Taka Ichise, que tem no currículo as produções do mesmo gênero O Grito e O Grito 2, aproximou-se do diretor japonês Masayuki Ochiai (Infecção) para dirigir 'Imagens do Além'. Ichise explica: “Na superfície, a versão tailandesa não correspondia exatamente ao Japão e à sua cultura, porque foi feita na Tailândia, por tailandeses e para o público tailandês. Ainda assim, ao assisti-lo novamente, eu percebi como determinados elementos, como a representação do fantasma e da fotografia dos espíritos, eram parecidos com a tradição do terror japonês. Foi quando escolhi Ochiai para dirigir o filme, porque eu sabia que ele encontraria maneiras de fazer um ótimo filme, que funcionasse tanto para o público americano como para o japonês”. Assim como Dawson, Ochiai ficou intrigado pela fotografia de espíritos e ansiava por explorar sua presença, sempre latente no ocidente. “O público japonês é acostumado a isso”, ele explica. “Todo mundo no Japão, em algum momento da vida, teve uma noite de insônia depois de entrar em contato com fotografias de espíritos”. Apesar de Ochiai não admitir ter tido algum encontro com fantasmas recentemente, ele diz ter enfrentado alguns sustos na preparação do filme, especialmente com um ator do elenco principal cuja língua nativa Ochiai não falava. “Eu tinha pesadelos com as dificuldades que surgiriam ao trabalhar com atores cujo idioma não sabia”, admite Ochiai. “Mas os meus medos desapareceram no nosso primeiro ensaio, quando percebi que tínhamos uma excelente intérprete e que todos estavam indo na mesma direção. Tudo fluía com tanta naturalidade que parecia que eu estava falando diretamente com os atores”. Joshua Jackson também elogia a intérprete Chiho Asada. “Chiho era um milagre porque ela conseguia pegar nosso papo de ator, ligeiramente leviano, e traduzi-lo diretamente para a linguagem do diretor”, ele conta, com uma risada. Mais conhecido do público pelo papel no seriado Dawson’s Creek, no ar durante muitas temporadas, e recentemente escolhido para o papel principal na prestigiada série de ficção científica da Fox, Fringe, produzida por J.J. Abrams, Joshua Jackson interpreta Ben. Rachael Taylor, que acabava de interpretar um dos principais papéis em Transformers – O Filme, ficou com o papel de Jane. Juntaram-se a eles David Denman (The Office, Saint of Circumstances) como Bruno, o diretor da agência que leva seu amigo Ben ao Japão para a sessão fotográfica; John Hensley, que estrela a série Nip/Tuck e o provocador filme alternativo Teeth, como Adam, um sensual empresário de modelos; e James Kyson Lee (Heroes) como Ritsuo, o editor-chefe da uma publicação sobre espíritos.
A Jane de Rachael Taylor é uma espécie de porta-voz da platéia, já que é através dos olhos de Jane que ela vai ser guiada pelos muitos momentos horripilantes do filme. Taylor observa que a jornada de Jane por um cenário desconhecido e, principalmente, aterrorizante, também espelha as experiências que a própria atriz teve em Tóquio durante as filmagens. “Eu sou uma menina do interior, então Tóquio era um mundo completamente diferente para mim”, confessa Taylor. “Tóquio tem um ritmo frenético bastante diferente do que encontramos nos EUA ou em qualquer outro lugar, até mesmo do ritmo de Nova York”. “Eu tive muitos momentos como os retratados em Encontros e Desencontros enquanto filmava 'Imagens do Além'”, continua Taylor. “Acho que é parecido com o que Jane passa no filme. Ela está completamente perdida e tenta lidar desesperadamente com uma cultura que é desconhecida para ela”. Em busca de uma sintonia mais forte com a personagem, Taylor reforçou a própria sensação de isolamento e de desorientação ao não se adaptar ao estilo de vida de Tóquio. O novo marido de Jane, Ben, sente-se muito mais à vontade com o que está ao seu redor, uma vez que ele já havia morado no Japão durante vários anos antes de conhecer Jane. “Ben deveria sentir-se confortável o suficiente nesse lugar para transitar nele com bastante desenvoltura. Jane é a forasteira numa terra estranha e que não consegue se encontrar lá”, diz Jackson. Tanto Jackson como Taylor logo mergulharam com intensidade no mundo da fotografia de espíritos. “Esse fenômeno foi uma das grandes idéias que o diretor, Masayuki Ochiai, realmente queria passar”, destaca Jackson. “É um conceito muito importante na cultura japonesa, além de ser bem aceito e conhecido em qualquer lugar de lá. Nós [nos Estados Unidos] imaginamos os fantasmas como espíritos que flutuam e desaparecem no ar. Mas no Japão, os fantasmas são levados muito mais a sério e têm uma presença muito mais física”. Taylor diz ser cética em relação à fotografia de espíritos, mas confessa ter ficado mais aberta à idéia durante as filmagens. “Eu acredito na existência de determinadas energias. E gosto do que o filme tem a dizer sobre a forma como a energia e a emoção se fazem ouvir. Isso faz sentido pra mim; se alguma coisa é muito forte, ela vai encontrar uma maneira de se materializar ou de passar uma mensagem”. Mas foi mais do que a idéia dos espíritos registrados no filme que atraiu os atores para o projeto. “Eu gostei muito da dinâmica envolvente entre esse jovem casal”, diz Jackson. “O relacionamento parecia real e afável; logicamente, até o momento em que eles são colocados nesse cenário terrível”. Durante as filmagens, Jackson e Taylor tiveram ingerência significativa na definição de seus personagens, o que foi celebrado pelo diretor. “Joshua e Rachael tinham muitas idéias boas e chegavam com alguns momentos excelentes que não estavam no roteiro”, relata Ochiai. “Por exemplo, eles desenvolveram um contato físico secreto entre os dois personagens, pequenas coisas que dois recém-casados certamente dividiram. Não são ‘grandes’ momentos de ação, mas fazem toda a diferença para os personagens”.
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Fonte: Fox Film |