Uma enorme explosão ilumina o céu, visível de Dallas a Washington, estraçalhando a nave espacial Patriot em pedaços, que caem feito chuva por todos os Estados Unidos. As autoridades correm para controlar a situação, porém começam a surgir histórias sobre uma estranha substância encontrada presa aos destroços - algo que resistiu ao frio extremo do espaço e ao calor chamuscante da entrada de volta à atmosfera. E o primeiro a entrar em contato com a substância é o primeiro a sofrer a mudança...
Mas ninguém quer espalhar uma paranóia.

Carol Bennell, uma psiquiatra de Washington, não estabelece uma ligação entre o que aconteceu com a nave espacial e os fatos estranhos que passam a ocorrer com certa freqüência ao seu redor: uma de suas pacientes está aterrorizada por conta da substituição de seu marido por um homem estranho; explosões violentas nas ruas são rapidamente abafadas; e uma substância muito estranha entra em sua casa por meio de um doce que seu filho, Oliver, ganhou no Dia das Bruxas - algo que pode, inclusive, estar vivo.

Ela conta a seu amigo e colega de profissão, Dr. Ben Driscoll, que há algo de muito errado acontecendo, apesar de o governo não parecer estar muito preocupado. A informação oficial é de que se trata simplesmente de um novo tipo de gripe, porém antes de se dar conta da gravidade do problema, Carol deixa Oliver passar a semana com o pai, que sempre se manteve um pouco afastado do menino. Ele é um oficial do alto comando do Centro de Controle de Doenças, que está em Washington investigando o acidente da nave espacial e foi um dos primeiros a chegar ao local do incidente.

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À medida que a epidemia se alastra, Carol descobre que justamente as pessoas encarregadas de seu controle são as que estão disseminando algo ainda pior: um fungo de origem desconhecida que ataca o DNA humano enquanto seu hospedeiro dorme, transformando-o em um ser parecido com o ser humano, que tem a mesma aparência que nós, fala como nós, mas é desprovido de qualquer tipo de emoção humana. Aparentemente, da noite para o dia, as pessoas ao redor dela são transformadas em seres saídos de uma comunidade com um único objetivo: infectar os outros e tomar o controle. Carol faz tudo que está ao seu alcance para manter-se acordada e embarca em uma jornada desesperada em um mundo transformado, para poder continuar viva o tempo necessário para encontrar o filho. Tentando se esconder desses seres, ela precisa ficar calma, não esboçar emoção alguma e, acima de tudo, não cair no sono.

SOBRE A PRODUÇÃO

"Para mim, imaginar um mundo onde toda crise não resultasse em novas atrocidades, onde cada jornal não fosse recheado de guerras e violência, isso seria imaginar um mundo onde os seres humanos não fossem mais humanos."

Desde a sua publicação em 1955, o clássico romance de Jack Finney, The Body Snatchers, tornou-se um dos melhores exemplos do poder da ficção científica de explorar paradigmas sociais e políticos de determinada época. Em 1956, a primeira adaptação do livro para o cinema fornecia, nas entrelinhas, críticas à famosa "ameaça vermelha", que tomava de assalto a nação, enquanto que a refilmagem de 1978, lançada no calor da Guerra do Vietnã e do escândalo de Watergate, refletia os medos da população que havia deixado de acreditar em seus líderes.

Esta última adaptação, diz o produtor Joel Silver, traz uma nova interpretação para a idéia de invasão alienígena, esbarrando em questões atuais decorrentes do medo de uma pandemia até desavenças políticas e sociais. "O filme lança a idéia de que uma invasão pode acontecer sem naves, sem a presença física de alienígenas. Estamos vivendo um momento em que a noção de uma pandemia é uma ameaça real e presente em nosso cotidiano. E se nossa destruição viesse não pelas mãos de nossos invasores, mas por meio da disseminação de micróbios? O mais aterrorizante é ser atacado por uma coisa que pode simplesmente se infiltrar e nos dominar sem que ninguém perceba o que está acontecendo, até que seja tarde demais", observa Silver.

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Em um mundo contemporâneo, o que acontece quando as pessoas responsáveis por proteger a sociedade são as primeiras a serem infectadas? "Se você percebe que há algo errado, mas o governo, o noticiário, o cientista encarregado de controlar uma doença, todos dizem que está tudo bem, as pessoas tendem a pensar que é apenas uma paranóia", ressalta Silver. E continua: "É dessa forma que o poder pode se esvair; o poder de parar uma pandemia ou de alertar uma sociedade inteira. Os personagens principais nesta história têm que aprender a confiar no que estão vendo com os próprios olhos antes que seja tarde demais para fazer alguma coisa".

Invasores é um thriller que se desenvolve a partir do ponto de vista de uma psiquiatra de Washington, Carol Bennell, uma mulher cujo filho é tomado dela no momento em que o mundo muda quase que da noite para o dia. "Para mim, o centro da história é a saga dessa mulher em relação ao filho", diz a vencedora do Oscar Nicole Kidman, que interpreta Carol. E completa: "Foi isso que me interessou. A forte adrenalina que vem junto com o desejo de salvar essa pessoa que você deu à luz - que você ama mais do que qualquer coisa no mundo -, faz surgir sentimentos que, não fosse pelas circunstâncias, nunca saberíamos que temos. Eu tenho dois filhos, então eu entendo o sentimento de proteção, de amor incondicional, que temos em relação a esses pequeninos".

Joel Silver comenta: "Invasores é um thriller que se desenrola em um mundo que podemos comparar ao mundo de hoje. Em uma época de grande paranóia política, social e ambiental, sentimos que esta era a hora de fazer este filme. David Kajganich escreveu um roteiro original que traz uma interpretação atualizada às idéias contidas no romance. Este filme é emocionante e empolgante, mas traz uma porção de coisas nas entrelinhas".

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Para dar vida a uma versão absolutamente contemporânea e realista da história, Silver convocou o aclamado diretor alemão Oliver Hirschbiegel, que tinha acabado de filmar o premiado A Queda! As Últimas Horas de Hitler, um retrato íntimo e desconcertante dos últimos dias de Hitler. "A Queda! As Últimas Horas de Hitler me deixou fascinado", conta o produtor. E justifica: "Ele criou uma atmosfera intensa, claustrofóbica e íntima para aquele momento da História, sem perder o realismo incrível de seu olhar. Oliver tem uma necessidade criativa de fazer tudo o mais realista possível, e era exatamente isso que queríamos captar com este thriller de ficção científica, a idéia de que tudo está acontecendo diante dos nossos olhos em um mundo que nos é familiar".

O diretor Oliver Hirschbiegel afirma que, mesmo tratando-se de uma história de ficção, o realismo é crucial para ele. "Na dúvida, tento imaginar como seria na vida real. Tento evitar qualquer efeito falso ou muito dispendioso, do tipo que os diretores costumam usar", ele diz.

Nicole Kidman, que já trabalhou com diversos diretores, como Lars Von Trier, Baz Lhurmann, Jane Campion e o falecido Stanley Kubrick, adorou a oportunidade de trabalhar com Hirschbiegel em seu primeiro filme norte-americano depois do sucesso de A Queda! As Últimas Horas de Hitler. "Eu adoro o jeito espontâneo de Oliver na hora de filmar. Ele é muito ligado nas interpretações. Além disso, ele adora as mulheres. Quando você trabalha com um homem que busca entender a psicologia feminina - as coisas que elas sentem, o que as torna interessantes e sábias -, isso me fascina", elogia.

Contra o pano de fundo de uma pérfida invasão está uma história particular de um punhado de personagens que se uniram por conta de suspeitas horripilantes que se manifestam de maneiras terríveis e bem reais - a começar por Carol Bennell, batizada em homenagem ao personagem principal do livro, Miles Bennell. Kidman interpreta a psiquiatra da capital dos EUA, que se vê no olho do furacão quando uma de suas pacientes manifesta o receio de que seu marido não seja mais o seu marido.

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A atriz Veronica Cartwright, que apareceu no clássico de 1978, Vampiro de Almas, interpreta a atormentada paciente de Carol, Wendy Lenk, que acredita que a personalidade do marido mudou completamente.
Silver explica: "Carol não estabelece uma ligação entre o relato de sua paciente com o acidente da nave espacial. Ninguém, muito menos um psiquiatra, suspeitaria de uma infecção alienígena quando alguém teme que um conhecido próximo tenha mudado de personalidade. Em vez disso, ela recorre às ferramentas de sua profissão. Ela estaria negando a realidade? É que a verdade é tão inconcebível que o que realmente está acontecendo não é percebido por ninguém até que seja tarde demais".

Para Hirschbiegel, a personagem de Carol é a lente pela qual a história inteira é contada. "Tudo é centrado nela, tudo é visto a partir do ponto de vista dela. Nicole trouxe muito de si para esta personagem no que diz respeito à força que ela tem e à necessidade primordial de proteger o filho", declara o diretor. Carol divide suas suspeitas com o amigo mais próximo, Ben Driscoll, médico de um disputado hospital da capital federal. Ben é interpretado por Daniel Craig, que reconhece: "É uma relação platônica, mas, logicamente, ele é loucamente apaixonado por ela, quer cuidar dela. Ele a vê passando por uma situação complicada com o ex-marido e o filho, mas não força a barra, apesar de sonhar em ficar com ela".

"Senti que tive muita sorte em ter Daniel no papel de Ben", diz Hirschbiegel. "Ele demonstra com naturalidade todas as características de seu personagem: toda a dureza, a inteligência e a ternura que fazem com que você entenda o porquê de Carol confiar tanto em Ben. Daniel também tem muito senso de humor. Eu me diverti muito trabalhando com ele".

Trabalhando pela primeira vez com Kidman, Craig ficou igualmente impressionado com a habilidade da colega de elenco em demonstrar a seriedade do papel e a capacidade de se divertir no set de filmagem. "Ela é uma atriz fantástica, tem muita sensibilidade. Foi um prazer trabalhar com ela", elogia.

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Kidman também ficou bastante impressionada com o colega. Ela comenta: "Daniel é um ator formidável, ele tem muito talento. Sempre buscamos ter ao nosso redor pessoas que nos inspirem e que sejam boas no que fazem, pois assim é divertido vir trabalhar todo dia. O que mais gosto são esses momentos na hora da filmagem em que tudo pode acontecer; conseguir entrar nesses momentos, entrar nas cenas. É isso que sempre me faz querer voltar ao trabalho".

Enquanto Invasores tem suas raízes na ficção científica mais tradicional, Joel Silver observa que o filme trata dos medos coletivos mais contemporâneos: "Quem sabe a que nossa sociedade se tornará vulnerável no futuro? E se não for uma destruição em massa ou explosões? Pode ser algo simples como um micróbio, e eu acho que esso é a idéia que mais nos amedronta atualmente. Não sabemos de onde pode vir ou como isso vai acontecer".
"Toda a mitologia do livro The Invasion of the Body Snatchers, e agora do filme Invasores, é que eles vêm do espaço sideral, tomam conta das pessoas quando estão dormindo, e um dia elas acordam e o mundo está completamente modificado. Repentinamente, você está em minoria, lutando para tentar colocar as coisas em seu devido lugar. Mas a premissa inicial torna-se mais aterrorizante e mais relevante quando se percebe que há um monte de gente que não se engaja nessa luta política, que não presta atenção ao que está acontecendo no mundo. O mundo pode desaparecer num piscar de olhos", pondera Kajganich.

"Todos deveríamos questionar um pouco nossa existência", provoca Craig. "Não temos que ficar fazendo isso o tempo inteiro, pois temos de seguir trabalhando e continuar a vida, mas devíamos confiar mais nos nossos instintos e questionar se o que vem sendo dito para nós é a verdade".

 

 

 

 


Fonte: Warner Bros.

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