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Mas, o que aconteceria se alguns momentos loucos – está bem, completamente alcoolizados – na Cidade do Pecado, em vez de “não saírem” de lá, o seguissem até a volta à sua cidade natal e ameaçassem virar sua vida pelo avesso? Este é o cenário que desencadeia uma série de conseqüências escandalosas para dois estranhos e completamente incompatíveis na comédia Jogo de Amor em Las Vegas. Para o carismático festeiro Jack Fuller (ASHTON KUTCHER) e a descolada corretora da bolsa de valores Joy McNally (CAMERON DIAZ), um final de semana louco, e coincidentemente compartilhado, em Las Vegas não deveria ter sido, por fato e por direito, nada além de uma lembrança confusa. Isso se os dois nova-iorquinos de férias não tivessem uma certidão de casamento olhando para a cara deles, impedindo-os de se esquecerem do gigantesco passo em falso que deram enquanto curtiam todas. E sem culpa, bem à moda de Vegas. No meio desta confusão está o estranho destino traçado para esta briguenta dupla, que leva seu imbróglio a Manhattan para ser julgado pelo inflexível juiz Whopper (DENNIS MILLER), que dá a sentença: “seis meses de casamento intenso”. Apesar dos protestos sem efeito do melhor amigo e advogado de Jack, Steve “Hater” Hader (ROB CORDDRY), Whopper se recusa a conceder a Jack e Joy a anulação do casório, impede que eles consigam resgatar o prêmio, e obriga o casal irresponsável a provar que eles fizeram tudo que é humanamente possível para fazer o improvisado casamento dar certo. Isto inclui morar sob o mesmo teto, sessões semanais de terapia e outra coisa que o tradicional Whopper acredita que as pessoas da geração de Jack e Joy detestam fazer: tentar. Do contrário, o juiz garante: os três milhões permanecerão bloqueados e terão que ser pleiteados por meio de uma batalha legal tão longa e tão dispendiosa que ninguém, além dos advogados, verá um centavo sequer. No final das contas, o que acontece em Jogo de Amor em Las Vegas pode surpreender a todos.
SOBRE A PRODUÇÃO Desde o primeiro rolar de dados, as chances de a história de Jogo de Amor em Las Vegas ser transposta para o cinema eram bem grandes. Com a força de um argumento vencedor nas sessões de pitching, levado pela roteirista Dana Fox e pelo produtor Michael Aguilar, o estúdio patrocinou a conclusão do roteiro e a comédia logo começou a ser produzida. Aguilar recorda: “Apresentamos a primeira idéia na primavera, Dana finalizou o primeiro roteiro no outono, Cameron e Ashton logo se juntaram ao projeto com base na primeira idéia, e começamos a filmar no verão seguinte. Para os padrões de Hollywood, tudo aconteceu a uma velocidade bastante avançada”. Segundo Dana Fox, Jogo de Amor em Las Vegas é, na verdade, uma amálgama de inúmeras idéias para filmes em que ela vinha trabalhando. “Eu me interesso muito por histórias sobre encontrar o amor ou conhecer alguém em situações atípicas ou adversas. Concebi a história inicialmente sobre duas pessoas que se conhecem de maneira bizarra enquanto estão se divorciando. Naquela época, eu só ficava ouvindo a frase ‘o que acontece em Vegas, não sai de Vegas’ e pensava que, se não tivesse sido usada ainda, daria um ótimo mote para um filme. Então, repentinamente, Britney Spears aparece se casando em Las Vegas. Uma das coisas que podemos fazer em Vegas é casar por impulso, às vezes até com um completo estranho.
Logicamente que a outra coisa que pode ser feita lá é ganhar um monte de dinheiro. E foi aí que eu me dei conta, ‘E se as duas coisas acontecessem na mesma noite?’ E, assim surgiu Jogo de Amor em Las Vegas”. “É mesmo uma espécie de passaporte livre para sermos mais loucos, mais malucos e mais engraçados do que nunca, porque ninguém pode descobrir o que foi feito por lá”, declara Ashton Kutcher”. Cameron e Ashton ficaram ambos animados pela oportunidade de dar vida à tônica “e se” que o filme traz consigo. “Eu adoro a temática do roteiro, baseado naquele ditado que diz que ‘a grama do vizinho é sempre mais verde’”, pondera Cameron Diaz. “As pessoas comprometidas costumam achar que os amigos solteiros são os afortunados, enquanto os solteiros querem ter um relacionamento. Na vida real, o que realmente importa é encontrar a própria felicidade. Não basta sermos felizes só porque estamos em um relacionamento; é preciso ser feliz consigo, primeiramente. E isto é algo que minha personagem, Joy, aprende a duras penas”. “Jack e Joy são como lados opostos da mesma moeda”, afirma Kutcher. “Ambos têm dificuldades nas respectivas relações amorosas, ainda que Jack seja mais relaxado em relação às coisas do que Joy, que é mais travada. Do lado afetivo, ambos vinham procurando pela coisa errada, o que é, provavelmente, o motivo da atração inicial entre um e outro – mesmo estando muito, muito bêbados na hora”.
O diretor Tom Vaughan (Starter for 10) ficou encantado com o roteiro já na leitura da primeira parte. “A narrativa da história é tão incrivelmente dinâmica, com um ritmo acelerado e inventivo, que me deixou instigado já na 30ª ou 40ª página”, conta Vaughan. “É aquela clássica comédia em que temos dois personagens discutindo e disputando o tempo todo e que, no fundo, estão loucamente atraídos um pelo outro, apesar de não se darem conta disso, logicamente”. Ele continua: “Esse tipo de dinâmica vem sendo usada em filmes desde a primeira vez em que Cary Grant olhou para Katherine Hepburn, e até bem antes disso. Basta colocar dois astros de cinema fantásticos e atraentes em um espaço pequeno e apertado, e deixá-los brigando até que eles descubram do que realmente se trata a relação que estão tendo. E, como sempre, o caminho percorrido por eles até chegarem a essa situação é onde está a diversão de verdade”. Apesar do conceito do filme ter sua dose de bossas engraçadas, os diretores trabalharam muito para que a história tivesse pé fincado na realidade, principalmente em relação aos aspectos legais do casamento e do divórcio dos personagens principais. “Nós ambientamos o filme em Nova York porque a legislação dos divórcios nesse estado combinava com a história que queríamos contar”, relata o produtor Aguilar. “E também era um lugar perfeito para filmar as partes do filme que acontecem fora de Las Vegas”. Dana Fox concorda: “Na tônica geral, podíamos exagerar um pouquinho porque sempre mantínhamos as emoções verdadeiras das situações e dos personagens em primeiro plano”.
Com Vaughan a bordo do projeto, ele também reconhecia a necessidade de manter o humor do filme em equilíbrio. “Eu queria que o humor do filme ficasse em evidência e que fosse verdadeiramente engraçado, mas também fazia questão de que o público se sensibilizasse com o relacionamento de Jack e Joy. Tentei evitar pender para um dos extremos só para arrancar uma risada a mais do público”. “Lógico que eu ter que mostrar os seios para um taxista, sair correndo pelas ruas de Nova York arremessando mangas, e lutar com Ashton na grama do Central Park são loucuras, mas todas dentro de um contexto muito honesto e pertinente”, garante Cameron Diaz. “Tom garantiu que tudo fosse o mais real possível, ainda que estivéssemos em situações bastante surrealistas”. “Sendo uma pessoa que nunca perde uma piada, eu admiro a fiscalização que Tom fazia para não nos deixar surtar em cena só para, digamos, aparecer mais no trailer”, diz Ashton Kutcher. “Ao mesmo tempo, eu sabia que, levando em consideração a premissa maluca do roteiro, teríamos nossa parcela de liberdade criativa”. Diz Dana Fox: “Sabia que tanto Ashton como Cameron eram incrivelmente engraçados, e o que me impressionou foi a dedicação e profundidade que eles conferiram aos papéis. Só porque eles são brilhantes conseguimos fazer deste filme algo mais inteligente do que a média das comédias pastelão”. “Acho que, na verdade, eu acabo sendo meio desajeitada em algumas partes do filme”, brinca Cameron Diaz. “Provavelmente, é porque eu acabava te empurrando em algumas cenas”, acrescenta Kutcher.
A escolha do elenco principal foi um tanto difícil, de certa forma, já que na maior parte do filme os personagens Jack e Joy têm que se odiar. “A história os obriga a agir dessa forma”, observa Tom Vaughan. “Mas é importante que saibamos que, no fundo, eles foram feitos um para o outro. Com estes dois astros especificamente, o visual é certo, a química é certa na tela, então espero que o relacionamento seja crível durante todo o filme”. Com o atraente carro-chefe representado por Cameron e Ashton, o nível logo ficou elevado e foi difícil escalar o elenco de apoio. “Queríamos cercar Cameron e Ashton com comediantes muito espertos, atores com talento real para a comédia”, explica o produtor Aguilar. “Por exemplo, Rob Corddry, com quem eu já havia trabalhado em outros filmes, é um ator de comédia brilhante, assim como é Zach Galifianakis. Eles foram as escolhas perfeitas para interpretar os amigos de Jack, já que não estávamos atrás de personagens do tipo ‘melhores amigos’ – ou seja, caras que ficam por perto fazendo comentários irônicos. Queríamos que eles fossem inteiramente vividos por atores que pudessem trazer um timing cômico ímpar, bem como sensibilidade para as atuações”. Aguilar acrescenta: “O mesmo vale para Jason Sudeikis, que interpreta Mason, o noivo de Joy. A escolha de Jason talvez fosse uma opção por uma nova abordagem do personagem, já que o ator não faz o estereótipo do típico executivo de Wall Street. No entanto, ele é tão inteligente, tão talentoso e bonito que, uma vez vestido com um terno poderoso, conseguimos imaginá-lo no papel. Com Jason, nunca perdemos o humor, porque ele é naturalmente espirituoso”. O ousado comediante e apresentador de talk-show Dennis Miller também não fazia necessariamente o “tipo” para interpretar o juiz Whopper, o veterano juiz mal-humorado que arbitra o divórcio de Jack e Joy. Aguilar diz: “Apesar de Dennis ser ligeiramente mais novo e sarcástico do que os juízes tradicionais, queríamos ter alguém que pudesse interpretar Whopper de maneira séria, mas, ao mesmo tempo, que transmitisse a sensação de ser um pouco, digamos, maluco. Dennis alcançou ambos os objetivos, e também acrescentou seu toque pessoal e inigualável ao personagem”.
Lake Bell, que interpreta a amiga engraçada e irritada Tipper, também trouxe uma abordagem cômica e singular ao papel. “Lake traz uma energia levemente masculina ao papel, mas, ao mesmo tempo, continua sendo sexy, divertida e atraente, o que é uma combinação muito difícil de equilibrar”, diz Dana Fox. “O filme estava tão recheado de grandes talentos da comédia que potencializou todas as atuações”, confirma Cameron Diaz. “Era um ambiente de trabalho com uma energia muito positiva”. Apesar de o filme ter ‘Vegas’ em seu título, a maior parte da ação transcorre em Nova York, o que inspirou o diretor Vaughan a tratar a festejada cidade como se fosse outro personagem do filme. “Conseguimos alguns cenários espetaculares para filmar, o que também ajudou a dar ao filme uma energia autêntica, bem como um visual específico”, ressalta Vaughan. Os realizadores também usaram a cidade para mostrar as diferenças entre os personagens principais. Aguilar complementa: “Joy trabalha na bolsa de valores de Wall Street e tem um tipo de vida rápido, mais sofisticado, ao passo que Jack mora no Brooklyn e constrói armários como meio de ganhar a vida. Com um par tão diferente, conseguimos mostrar a beleza e a singularidade de Nova York de maneiras interessantes e contrastantes. Isso duplicou nossas possibilidades”.
Uma cena de perseguição pela cidade, na qual Jack e Joy disputam uma corrida separadamente para ter um encontro com a terapia forçada de casal – cada um tentando atravancar o caminho do outro – foi a seqüência mais complexa de filmar. Vaughan fez o storyboard de cada tomada, garantindo o registro do senso de humor e da espontaneidade em toda a seqüência. As filmagens em Las Vegas foram concluídas em duas semanas, com o Planet Hollywood Resort and Cassino como “quartel-general” para a equipe. Filmar em qualquer lugar cheio de gente pode causar muitos transtornos, mas filmar em Las Vegas é ainda mais desafiador. “Imagine tentar filmar uma cena com estrelas como Ashton e Cameron”, diz Aguilar. “A cidade não vai interditar uma área grande daquele tamanho e tão movimentada só para conseguirmos filmar. Acabou que milhões de pessoas ficaram andando pela locação, olhando e gritando para os atores. É difícil, mas acabamos nos adaptando ao ambiente e não lutando contra ele”. Vaughan queria que as filmagens se encerrassem em Las Vegas, pensando ser “um ótimo lugar para finalizar, em termos de benefícios ao psicológico e da transgressão da moral”. Mais objetivamente, também funcionava melhor filmar primeiramente em Nova York, durante o verão, quando a paisagem da cidade e a iluminação estão no auge da beleza. “As cenas em Vegas eram basicamente interiores e tomadas noturnas, então não faria diferença se esperássemos para filmar lá no outono”, explica Vaughan. No final das contas, Vaughan espera que as pessoas não só saiam do filme Jogo de Amor em Las Vegas com a sensação de terem vivido uma divertida experiência cinematográfica, mas também com um melhor entendimento sobre o que faz com que as pessoas se atraiam. “Às vezes, as pessoas a quem estamos predestinados estão na nossa frente”, sustenta Vaughan. “Só temos que nos dar a oportunidade de chegarmos à conclusão de que as encontramos”. “Isso é o que a vida tem de mais legal”, sugere Ashton Kutcher. “Nunca conseguimos prever com quem vamos nos envolver ou o porquê disso. Mas, quando isso acontece, temos que prestar atenção. Como dizem por aí, nada é por acaso”. Cameron Diaz conclui: “A maioria das decisões mais importantes são as mais ilógicas. E, às vezes, são justamente essas as escolhas que funcionam melhor para nós”. Trailer do Filme |
Fonte: Fox Film |