Os thrillers de ficção científica acabam de ganhar um grande salto de qualidade com 'Jumper', que narra o início das aventuras épicas de um homem que descobre possuir a estimulante habilidade de se teletransportar instantaneamente para qualquer lugar do mundo que sua imaginação permitir. De Nova York a Tóquio, das ruínas de Roma para o coração do deserto do Saara, qualquer lugar é possível para David Rice, até ele começar a perceber que sua liberdade não é ilimitada e que ele não está sozinho... Na realidade, ele faz parte de uma guerra global que já está em curso e que ameaça cada sobrevivente de sua rara e extraordinária espécie.

David Rice cresceu com um poder misterioso que muitos de nós só conseguem imaginar em sonhos. Ele é completa e inteiramente “móvel”, capaz de passar rapidamente por mínimos buracos na malha do tempo-espaço e chegar a qualquer cidade, qualquer edifício, qualquer lugar que sua mente desejar. Em um piscar de olhos, ele pode teletransportar-se de um lado para o outro do planeta e logo voltar para onde estava – ele pode assistir a 20 pores-do-sol em uma tarde, pode tomar café da manhã em uma esfinge egípcia, passar o dia surfando na Austrália, depois aparecer em Paris para jantar e comer a sobremesa no Japão. Ele consegue atravessar paredes e cofres de bancos, e também pode entrar nos aposentos mais proibidos. Até então, ele vinha usando seus poderes para fugir do passado, desfrutando de uma riqueza ilimitada, tudo para permanecer completamente independente. Ele nunca soube o que significavam as palavras “limites”, “fronteiras” ou “conseqüências”. E também nunca soube o que era uma relação verdadeira. Até agora.

Quando David descobre outro jovem como ele, um rebelde e impetuoso viajante chamado Griffin, a verdade sobre sua existência começa a aparecer. Ele não é o exemplar único de uma aberração da natureza, e sim parte de uma cadeia extensa de anomalias genéticas que constituem seres conhecidos como os 'Jumper's, e nenhum mais está a salvo. Agora, David foi identificado por uma organização secreta que jurou a sua morte e a dos outros 'Jumper's. E ele está prestes a ser implacavelmente perseguido em uma caçada, literalmente, por todo o planeta, à medida que se torna o jogador principal em uma batalha jamais vista e que vem recrudescendo ao longo dos anos, embora seja invisível para a maior parte da humanidade.

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SOBRE A PRODUÇÃO

O diretor Doug Liman, que desenvolveu a fama de sempre estar atrás de uma ação visceral e altamente estilizada, como fica constatado em sucessos de bilheteria e de crítica uma mistura de efeitos especiais artísticos, intrigas universais e uma interessante mudança no perfil do super-herói contemporâneo ao longo da história.

'Jumper' é estrelado por Hayden Christensen (Star Wars – Episódios 2 e 3, O Preço de Uma Verdade), Jamie Bell (Billy Elliot, A Conquista da Honra), Rachel Bilson (Um Beijo a Mais, seriado televisivo The O.C.), Samuel L. Jackson (Coach Carter – Treino Para a Vida, Serpentes a Bordo), a indicada ao Oscar Diane Lane (Infidelidade), Michael Rooker (JFK – A Pergunta que Não Quer Calar), AnnaSophia Robb (Ponte para Terabítia), e Max Thieriot (Operação Babá).

O roteiro é assinado por David S. Goyer (Batman Begins), Jim Uhls (Clube da Luta) e Simon Kinberg (Sr. e Sra. Smith, X-Men 3 – O Confronto Final), baseado no romance de Steven Gould. Os produtores são Arnon Milchan, Lucas Foster, Jay Sanders e Simon Kinberg. Os produtores executivos são Stacy Maes, Kim Winther, Vince Gerardis e Ralph M. Vicinanza.

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O SALTO INICIAL: A Mitologia de 'Jumper'

A empolgante e criativa história de 'Jumper' é, nas palavras do co-roteirista e produtor Simon Kinberg: “A origem da história de um herói – um herói por acaso, bastante relutante com esse título, e que está na iminência de começar a se perguntar o que aconteceria se ele usasse esse poder extraordinário para ajudar aqueles que estão em situações de risco”. O diretor Doug Liman, Kinberg e o produtor Lucas Foster passaram os últimos anos desenvolvendo não apenas o roteiro de 'Jumper', mas também a rica mitologia e a história de apoio, uma aventura épica sobre um rapaz tentando levar uma vida normal apesar desse fantástico e tentador poder de se teletransportar para qualquer lugar do mundo em apenas um instante.

Para Doug Liman, cuja hábil paixão por ações imprevisivelmente emocionantes e sempre centradas nos personagens ficou evidente em dois dos mais populares e celebrados thrillers recentes – Sr. e Sra. Smith e A Identidade Bourne –, o potencial de 'Jumper' era irresistível. Era a chance para o diretor colocar sua extraordinariamente moderna marca pessoal em um gênero narrativo celebrado atualmente.

“A maioria das histórias que vemos sobre super-heróis foram escritas na década de 50”, observa Liman. “Mas o que eu mais gostei em 'Jumper' é que ele parecia muito atual e moderno. Acabou sendo o maior desafio da minha carreira em termos de criação”.

A evolução da história começou com uma dupla de romances de ficção científica escritos por Steven Gould e destinados aos jovens – 'Jumper' e Reflex –, que apresentava o personagem David Rice, um jovem atormentado com a aparentemente inexplicável habilidade de se teletransportar, habilidade que começa a ajudá-lo a começar uma nova vida, possível apenas em sonhos, longe das dores de seu passado. Depois de obterem grandes elogios, tanto por parte da crítica como dos leitores, as séries de Gould rapidamente ganharam uma seqüência; mas era óbvio que a história merecia ir além. Quando os produtores executivos Vince Gerardis e Ralph M. Vicinanza depararam com os livros, imediatamente se deram conta de que tinham o material para uma grande aventura cinematográfica.

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Foi quando entrou em cena David Goyer, o requisitado roteirista que começou a trabalhar com super-heróis e vilões clássicos em thrillers e filmes de ação como Blade – O Caçador de Vampiros e Batman Begins. Ele não só adaptou a história de Gould para as telas como a potencializou, trazendo o personagem de Griffin, outro misterioso 'Jumper' que foge desde a infância, o que aumentou o escopo da história.

No meio do caminho, Goyer quebrou as convenções contumazes das histórias de superpoderes, mergulhando na maneira como os personagens lutam de forma desumana contra as reais tentações de seus poderes escapistas. Ele desenvolveu os momentos-clímax, incessantes em toda a história, em contraste com a história não-convencional de um jovem aprendendo as conseqüências de um comportamento de total liberdade.
“O que eu adorei da primeira versão do roteiro de David Goyer foi o modo como ele contava a história de alguém que consegue poderes especiais, e a primeira coisa que faz com eles é usá-los para assaltar um banco. Eu gostei muito da honestidade disso”, diz Doug Liman. “Era algo que nunca tinha visto antes e, como sou um diretor que gosta de focar no drama do personagem, a história me interessou muito. Eu também fiquei instigado com as possibilidades que esse pano de fundo me daria para explorar minha imaginação e ser absurdo, às vezes. Tendo feito dois filmes de ação em seqüência, me atraiu o desafio de trabalhar com esses personagens profundamente humanos e complexos”.

O produtor Lucas Foster também ficou instigado com a abordagem de Goyer, principalmente a forma como ele enfatiza a humanidade presente por baixo do poder sobre-humano de um jovem. “O teletransporte permite que David escape de sua vida infeliz em casa, mas também o coloca sozinho no mundo, onde ele vai ter que aprender a agir feito um adulto e ter coragem suficiente para lidar com os assuntos difíceis em sua vida”, diz Foster. “O modo como David precisa aprender a enfrentar de cabeça erguida seus demônios é algo com que todo mundo pode se identificar. Como sua situação de 'Jumper' é algo muito especial, há algo de universal em sua história”.

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UM SALTO VOADOR: desenvolvendo as regras do teletransporte

A partir do que Gould, Goyer e um segundo roteirista, Jim Uhls, haviam começado, Liman, Kinberg e Foster começaram a criar uma vasta e antiga história para os 'Jumper's, cuja habilidade de dar uma rasteira no tempo e no espaço, apenas com o poder de suas mentes, é transmitida geneticamente em uma linhagem familiar que pode ser reconstituída no tempo até milhares de anos para trás.

A equipe começou a pesquisar o panteão das crenças sobre teletransporte, desde o prisma mais místico até as teorias físicas mais recentes, que pudessem auxiliá-los no filme. “Falamos com uma porção de físicos para que pudéssemos entender a ciência de como o teletransporte funcionaria, e usamos isso como base para a história, na realidade. Mas também pesquisamos a mitologia do teletransporte, que tem feito parte do nosso imaginário cultural durante milhares de anos”, explica Kinberg.

“As mitologias sufi e hindu supostamente praticavam o teletransporte séculos atrás. Acho que a idéia de ir até o topo de uma montanha onde ninguém consegue chegar, ou apenas a capacidade de flanar por aí, coisas cotidianas como pular a fila do escritório de emissão de passaporte, oferece muito apelo para a imaginação. O desejo pela realização é realmente forte”.

Mas a natureza complacente do teletransporte oferece as mesmas oportunidades para os malfeitores. “Em vez de usarem o teletransporte para fazerem o bem ou coisas divertidas, como tomar café-da-manhã no topo de uma esfinge e depois, em um piscar de olhos, ir surfar na Austrália, alguém com más intenções poderia pegar uma bomba nuclear e jogá-la na Casa Branca, ou fazer outras maldades. Quando você pensa nisso, acaba chegando à conclusão de que, ao mesmo tempo em que a habilidade de se teletransportar é maravilhosa, ela também pode ser uma espécie de maldição”, observa Foster. “Se o poder cair em mãos erradas, ou se for usado por alguém que queira manipular os 'Jumper's, eles podem ir para qualquer lugar e fazer qualquer coisa”.

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Esta realidade cruel, por sua vez, levou ao conceito dos Paladinos, uma força secreta e de elite, que, durante milhares de anos, tenta impedir os 'Jumper's de usarem seus poderes perigosos para benefícios que prejudiquem os outros. Os 'Jumper's que chegam à idade adulta tornam-se instantaneamente os alvos dos impiedosos Paladinos, que farão de tudo para eliminá-los, sem mais nem menos, custe o que custar.
Para criar uma base sólida para a estrutura interna da história deste épico, a equipe bolou duas regras fundamentais para o teletransporte:

1) Você pode se teletransportar de qualquer lugar que esteja vendo no momento;
2) Você pode se teletransportar para qualquer lugar que já tenha visto anteriormente, mesmo que seja de uma fotografia, contanto que tenha uma forte lembrança visual dele.

Também como parte das regras do teletransporte são as jumpscars, as “cicatrizes do teletransporte”, raios momentâneos ou rasgos na malha tempo-espaço que são produtos do teletransporte dos 'Jumper's – e que deixam um rastro para que outro 'Jumper' possa segui-lo.

Em seguida, existem as “correntes”, ou seja, armas eletrônicas usadas pelos Paladinos para laçar, encontrar e finalmente eliminar os 'Jumper's que andam soltos por aí. A corrente é o maior pesadelo de um 'Jumper'.

Apesar da natureza fantástica de todos esses elementos do teletransporte, a idéia sempre foi manter as coisas o mais fiéis à realidade. “Nós queríamos que a história transmitisse a idéia de que ela poderia muito bem acontecer no nosso mundo contemporâneo”, observa Kinberg. “David Rice não usa uma capa, não tem um anel mágico. Na maioria das vezes, ele é um cara normal que apenas tem uma habilidade incrível, anormal, e a maneira como ele lida com isso é justamente o centro de nosso filme. Como qualquer um de nós reagiria se descobríssemos repentinamente que herdamos uma habilidade que pode tornar nossa vida muito excitante e livre? David tem impulsos muito característicos dos humanos quando ele usa o teletransporte para melhorar sua própria vida. É somente no curso da história que ele aprende que pode fazer muito além do que apenas assaltar bancos e morar em coberturas. Ele começa a perceber que pode ajudar seus entes queridos e até mesmo ajudar estranhos”.

Igualmente vital para a história é a forma como um 'Jumper' como David Rice reage quando se apaixona. Kinberg continua: “O teletransporte nos permitiu explorar um tema que é central em todas as boas histórias de amor, que é a honestidade que precisa existir em uma boa relação amorosa. É algo que também exploramos em Sr. e Sra. Smith, mas de maneira diferente”.

Àquela altura, os produtores também estavam cheios de expectativas de ter Doug Liman na direção deste veículo tão singular. Seu estilo espontâneo, criativo, moderno e descolado de dirigir parecia perfeito para a história de uma forma incontrolável de deslocamento. “O mais empolgante nesta história não são apenas as idéias por detrás dela, mas sim o tom, o visual, a força, a crueza e a emoção verdadeira”, resume Kinberg. “É algo nunca visto no mundo dos super-heróis. Não estamos falando do universo colorido e alegre do Homem-Aranha. E também não é o submundo sombrio e gótico do Batman. O forte senso de realismo de Doug traz um frescor ao gênero dos filmes de super-heróis, causa mudanças e quebra alguns padrões de forma divertida”.

Foster acrescenta: “Doug injetou novidades no modo de se fazer filmes de espionagem em A Identidade Bourne, inovou no gênero de ação/comédia com Sr. e Sra. Smith, e agora faz o mesmo com o teletransporte”.

 

 

 

 

Fonte: Warner Bros.

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