![]() |
|
Leões e Cordeiros traz um retrato arrebatador de várias pessoas envolvidas em diferentes aspectos da guerra no Afeganistão: um político (Tom Cruise) que pretende vender sua mais nova "estratégia completa" à jornalista de um noticiário de TV (Meryl Streep); um professor idealista (Robert Redford) que tenta convencer um de seus alunos mais promissores (Andrew Garfield) a mudar o curso de sua vida; e dois rapazes (Derek Luke e Michael Peña) em combate nas montanhas cobertas de neve do Afeganistão, cujo desejo de dar sentido à vida fez com que se alistassem no exército americano.
Notas de Produção O diretor Robert Redford enfatiza que, ao mesmo tempo em que Leões e Cordeiros espertamente versa sobre os acontecimentos da atualidade, suas temáticas comoventes dão a profundidade dramática do filme, que não pode entrar na categoria dos filmes de guerra. Em vez disso, ele é um drama humano que, de forma ousada, pede ao público que questione, imagine e sinta - e o convoca a participar mais ativamente na determinação de seu próprio futuro, bem como no de seu país. "No final das contas, as questões levantadas pelas três histórias do filme se dirigem ao público: 'O que você faria? O que você pensa sobre isso?' O filme se resume a essas questões", explica Redford. Robert Redford sempre se interessou por histórias comoventes sobre a estrutura da vida americana, histórias sobre pessoas comuns que se engajam e são afetadas pelas questões importantes enfrentadas por uma jovem e democrática nação. Foi este fio condutor, que já havia permeado todos os filmes da diversificada carreira de Redford - tanto a de ator e de diretor, como também a de líder do movimento dos realizadores independentes - que o atraiu para Leões e Cordeiros, com roteiro escrito por um jovem escritor pouco conhecido, Matthew Carnahan.
A inspiração para Leões e Cordeiros começou originalmente zapeando os canais com o controle remoto. Enquanto assistia preguiçosamente à televisão em uma noite qualquer, o jovem roteirista Matthew Carnahan mudou de uma dilacerante notícia sobre o Iraque para um canal de esportes, e depois ficou se perguntando o porquê daquilo. Por que, em uma época em que muitas pessoas esboçam preocupações com os rumos da nossa nação, estamos sempre tentados a virar as costas? Por que não estamos em busca de idéias e conversando sobre essas coisas de forma mais direta, mais apaixonada, com todo o fervor e a emoção que as idéias de liberdade e esperança para o futuro, e de sacrifício evocam? "Eu me dei conta disso de forma repentina; cá estava eu, sem prestar atenção no que realmente estava acontecendo no mundo ao meu redor, sem prestar atenção aos meus compatriotas que estão dando suas vidas, e no quanto estamos destacados da realidade dos acontecimentos reais, escondidos atrás da superfície confortável de nossas vidas cotidianas. Então, eu me sentei e comecei a escrever sobre esta idéia do comprometimento pessoal: o que é isso, de onde vem, o que eu posso fazer?", explica Carnahan. "Estes são assuntos sérios e não podemos tratar deles de forma responsável sem os examinarmos detalhadamente", observa Carnahan. "Inclusive, para contar a história, eu achei importante simplesmente justapor esses ambientes de escritório que são limpos, seguros, onde as pessoas não fazem nada além de conversar - conversar coisas importantes, mas ainda assim apenas conversas umas com as outras -, com as intensas batalhas no Afeganistão onde vidas de verdade estão em jogo".
Era verdade, e o universo começou a conspirar a favor da produção do filme, uma vez que um elenco verdadeiramente estelar se alinhava em torno do projeto. Liderando o elenco de Leões e Cordeiros estão dois dos mais importantes e premiados atores do cinema de nossa época: Meryl Streep e Tom Cruise, que nunca haviam trabalhado juntos anteriormente. Ao dar vida à repórter de TV Janine Roth e ao senador americano Jasper Irving no meio de uma reunião breve, porém com potencial de alterar o destino do mundo, cada um dos dois teve a chance de trazer para o público dois seres humanos verossímeis, presos em um dos mais intensos e sérios cabos-de-guerra de nossos tempos: a liberdade de imprensa versus o poder político. A Janine Roth de Meryl Streep chega ao gabinete do senador Irving incerta quanto às verdadeiras intenções dele. Alguns anos antes, um artigo escrito por ela ajudou a posicionar o jovem e ambicioso político como o salvador de seu partido e ele ficou grato por isso desde então. Agora, ele espera ter o apoio dela para uma matéria que tenha um impacto ainda maior, que seja sobre a "guerra contra o terror" e sobre suas aspirações à presidência. O único problema é que, desta vez, Roth, que percebeu a influência da mídia na agenda política, não será convencida tão facilmente.
Duas vezes vencedora do Oscar e indicada quase todos os anos, Streep teve a oportunidade de trabalhar com muitos dos melhores roteiristas e realizadores de sua época. Entretanto, foi o roteiro do pouco conhecido Matthew Carnahan que logo chamou a atenção da atriz para Leões e Cordeiros, antes mesmo de ela saber do envolvimento de Robert Redford. "Acho que Matthew tem uma sensibilidade aguçada para diálogos inteligentes e incisivos. Ele é um pouco como David Mamet, mas diferente. É diferente porque é a voz dele e isso é muito difícil de encontrar", ela ressalta. E acrescenta: "O roteiro era como uma peça brilhante, tanto pelo imediatismo como pelo poder. É uma visão muito forte sobre questões importantes e, ao mesmo tempo, tem o gancho emocional de ser sobre pessoas com as quais nos preocupamos". Streep continua: "Eu fiquei muito interessada na idéia de comprometimento, de envolvimento e de responsabilidade pessoal; a idéia de que eu sou o responsável pelo que acontece no mundo. A história também se pergunta qual é a responsabilidade de cada indivíduo, cada cidadão em uma democracia em tomar uma posição, e a dificuldade de se fazer isso". Todos os elementos em Leões e Cordeiros - desde as interpretações até a trilha e o visual - foram cuidadosamente sobrepostos para aglutinar e construir as comoventes cenas finais que deixam a platéia sensibilizada, conforme deseja o diretor, e disposta a debater, assim que deixar a sala de cinema, o que acontece no filme e como tudo se interliga. |
Fonte: Fox Film |