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"Nós queremos desesperadamente acreditar na existência da mágica no mundo e é essa a razão de o lendário Monstro do Lago Ness ter conquistado nossa imaginação por várias gerações", diz Jay Russell, diretor do novo filme 'Meu Monstro de Estimação'. "Eu procuro histórias que dizem algo sobre a alma humana. Sou fascinado pela nossa condição no mundo e por todas as outras criaturas que compartilham esse mundo com a gente, e o quanto cada um de nós exerce uma influência na vida do próximo. Em função desta história explorar temas universais como a magia e a amizade, ela se refere a qualquer pessoa, de qualquer idade. Este realmente é um filme para todos: para as crianças, para seus pais em outro nível, e ainda para seus avós em outro". "Eu estava muito entusiasmado com a oportunidade de mostrar a amizade entre Angus e Crusoé", conta Alex Etel. O jovem ator, aclamado no passado por seu papel de protagonista em Caiu do Céu (Millions), interpreta o papel de um garoto escocês que encontra Crusoé e toma conta da criatura mágica desde seu nascimento até a fase adulta, no decorrer de apenas algumas semanas. "Angus é uma espécie de intruso. Ele guarda aquilo em segredo. Quando encontra Crusoé, fica feliz por ter um novo amigo, mas também gosta do fato de ter um segredo. Essa é a amizade "mais importante da vida dele".
Para Russell, aquela amizade significa um importante aspecto da vida de Angus. "A relação entre Angus e o monstro do lago é de grande importância, porque conforme a criatura cresce, ela se torna realmente uma linda metáfora da relação que, numa determinada época, Angus teve com seu pai", observa o diretor. "Crusoé o ajuda no processo de saída da infância rumo à maturidade. Aí está a simplicidade desta história; é apenas uma maneira maravilhosa de contar a história de uma criança que está amadurecendo e aceitando as realidades da vida". Dick King-Smith, que escreveu o livro The Water Horse, no qual o filme é baseado, diz que particularmente estava feliz de contar a história sobre a ligação de um garoto com o mundo em volta dele. "Eu acho que o que intriga as pessoas em relação à história é o mistério", diz ele. "Ninguém sabe realmente se o monstro do lago está lá, ninguém sabe com o que se parece. Você pode deixar a sua imaginação ir longe; acho que esse é o lado divertido da história. Acho que o que se destaca é a simplicidade da história; é uma história direta sobre a relação entre uma família de humanos e um único animal desconhecido e o efeito que ele exerce sobre esta família". King-Smith afirma que existe um outro aspecto da história que chamou a sua atenção. "Acho que existe um tema comum em minhas histórias com animais: a coragem", diz o autor que também escreveu o livro Babe: The Gallant Pig. "Pode ser uma coragem física ou moral, mas nas minhas histórias o animal é confrontado com uma adversidade ou qualquer tipo de problema, mas vence por meio de sua extrema determinação. Este é um tema que me intriga".
Para dar vida a este animal bastante especial, os realizadores convocaram os mestres em efeitos especiais da Weta Workshop e da Weta Digital que, no passado, criaram os efeitos para O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e King Kong. "Este é exatamente o tipo de filme que a gente adora fazer", diz Richard Taylor, Supervisor da Weta Workshop. "Nós temos a oportunidade de desenvolver uma criaturinha linda como esta, mas o fato de ela se transformar no decorrer do filme e crescer até, por fim, se tornar um Monstro do lago adulto nos proporciona uma grande chance de exploração em termos de desenho. Trabalhamos com Jay Russell e nossa equipe para fazer algumas coisas realmente especiais para um filme adorável de verdade. Não é sempre que aparece um filme como este em nossas carreiras". O produtor Barrie M. Osborne, que anteriormente se uniu a Weta para ser o produtor da trilogia O Senhor dos Anéis, retornou para a Nova Zelândia para exercer a mesma função em Meu Monstro de Estimação. Osborne concorda que Russell - que no passado foi diretor dos filmes para a família muito respeitados Meu Cachorro Skip (My Dog Skip) e Vivendo na Eternidade (Tuck Everlasting) - foi a pessoa certa para levar o Monstro do lago para a tela. Tal como naqueles filmes, afirma Osborne, no coração de Meu Monstro de Estimação existe uma história de amadurecimento. "O filme narra os desdobramentos da jornada deste garoto", explica. "Ele enfrenta uma grande tragédia e através de seus amigos, e dessa criatura, encontra a esperança e a beleza da vida". "Jay é muito inteligente", continua Osborne. "Ele proporciona o máximo de si para o filme. Ele sempre se apaixona demais por aquilo que está fazendo - é um prazer enorme trabalhar com ele".
"Aprecio a imaginação e a evolução da história - que é eletrizante - mas, para mim, o filme fala mais sobre o sentimento", afirma o produtor Charlie Lyons. "É um filme emocionante e nos faz lembrar que quando se perde a infância você tem de lutar para manter a sua imaginação viva. Se uma criança lhe diz ter pegado um monstro do lago, você deve escutar o que ela está dizendo. Meu Monstro de Estimação é um lembrete de que existe beleza no mundo e que a vida é uma dádiva preciosa". A ESCOLHA DO ELENCO No centro de 'Meu Monstro de Estimação' está Angus, o garoto escocês que se torna amigo do personagem título. O diretor Jay Russell havia visto Alex Etel no papel principal do filme de Danny Boyle Caiu do Céu (Millions) e marcou um encontro com o jovem ator na Inglaterra. "Logo quando coloquei a câmera em sua frente, ele brilhou na tela e imediatamente percebi que era o garoto que procurávamos", conta Russell. "Não se trata apenas de encontrar um ator experiente - quando se trabalha com atores jovens, nenhum deles tem tanta experiência assim. Você busca algo mais - uma influência oculta, uma atração e ressonância embutidos na performance. Alex traz tudo isso e eu sabia que era perfeito para o papel". Etel descreve seu personagem como um menino solitário que se torna ainda mais isolado quando seu pai parte para a guerra. "Na realidade, o pai dele era seu único amigo - a única pessoa por perto", diz Etel. "Crusoé serviu como um substituto de seu pai - as coisas que fazem juntos parecem com que as que são feitas por pais e filhos. Quando aprende a deixar Crusoé seguir seu caminho, ele também aprende que a vida que tinha antes de seu pai ir para a guerra nunca voltará". No filme, Angus desenvolve uma forte ligação com Crusoé, a criatura mitológica que acaba sendo uma realidade. "Angus precisa de Crusoé da mesma maneira que Crusoé precisa dele", acrescenta Etel. "Esta é uma história sobre o amadurecimento de um garoto e Crusoé o ajuda nessa fase quando ele mais precisa dessa ajuda". Etel afirma que um dos aspectos mais estimulantes de trabalhar em Meu Monstro de Estimação foi o de fazer um filme que agradasse a toda sua família. "Eu gosto da história de Angus e de Crusoé, e acho que os adultos, pais, também vão gostar", observa ele. "Você sempre ouve alguém dizendo que um filme é 'divertido para toda a família', mas este é filme um direcionado para as crianças e que também traz muita coisa para os pais".
O ator Ben Chaplin, que possui diversas cenas importantes com Alex, só tem elogios a fazer sobre o jovem ator. "Eu não lembro de um outro garoto de 11 anos que tenha sido tão legal e divertido como companhia", diz Chaplin. "Ele é realmente inteligente, estimulante, rápido e esperto. Nós tínhamos uma ligação ainda mais forte do que a de nossos próprios personagens - ou, pelo menos, uma ligação mais expressiva, mais aberta. Espero que isso tenha trazido bons resultados para o trabalho porque ele é realmente um companheiro e tanto". A atriz indicada para o prêmio da Academia® Emily Watson interpreta no filme a mãe de Angus, Anne. "Eu pensei em uma pessoa em especial para este papel e esta pessoa era Emily Watson", conta Jay Russell. "Emily era a única - se ela tivesse recusado o papel, não sei o que eu teria feito. Ela sempre traz uma complexidade para seus personagens que não tem nada a ver com comportamento visível e com o que ela fala". "Acho que Meu Monstro de Estimação está dentro da grande tradição de histórias infantis com um fundo realista", diz Watson. "Acredito que as crianças entendem os altos riscos que existem na vida. Para minha personagem, Anne, é mais fácil deixar Angus viver num mundo de fantasia do que confrontar a dor em sua vida". Os realizadores convocaram Ben Chaplin para interpretar Lewis Mowbray, um dos personagens mais misteriosos e enigmáticos do filme. "O passado de Lewis é um segredo profundo e obscuro", conta Russell. "Ele passou por mais experiências de vida e morte do que qualquer outro personagem deste filme, mas isso o afetou tanto a ponto de ele enterrar tudo debaixo da superfície de seu comportamento". "Ele é um pouco misterioso no começo", conta Chaplin. "Ele é da época da guerra, mas não faz parte do Exército. Quando ele surge do nada, atrasado dois dias para começar a trabalhar como ajudante da mãe de Angus, nós, na verdade, não conhecemos o seu passado".
"Ben Chaplin é um ator completo. Sou fã dele por muitos anos", afirma Russell. "Ele tem interpretado tantos tipos diferentes de personagens que eu sabia de sua capacidade para fazer bem este papel. Assim que nos conhecemos houve uma conexão imediata entre nós em relação ao personagem e à construção do mesmo e da atuação em geral. Ele sabia desde o início que seria importante para ele se relacionar bem com Alex porque eles fariam muitas cenas juntos". O ator veterano David Morrissey assume o papel do Capitão Hamilton. "Acho que o David possui o personagem mais difícil de interpretar, porque o Capitão Hamilton é um homem tão inseguro de si", afirma Russell. "David fez toda uma biografia de Hamilton para ajudá-lo a desenvolver o personagem. Nada disso está no filme, mas David sabia exatamente onde Hamilton havia estudado quando garoto, sabia exatamente o que ele fez nos feriados enquanto crescia e, mais importante ainda, que ele era uma pessoa privilegiada. Ao mesmo tempo em que havia certa expectativa de Hamilton como homem, ele nunca teve a preparação adequada para a responsabilidade de comandar uma tropa do Exército. Ele é um homem destacado para comandar e ser um líder, mas no fundo sabe que não está preparado para isso, que está naquela posição por privilégio. David descobriu esse arco no personagem". "Ele é um oficial", diz Morrissey sobre seu personagem. "Ele possui uma grande sensibilidade, mas tem um trabalho a realizar e não permitirá que o sentimento atrapalhe seu trabalho". DANDO VIDA A CRUSOÉ É claro que havia mais um personagem a se destacar no filme: o personagem-título, Crusoé. A tarefa de dar vida a Crusoé ficou a cargo da Weta Digital e da Weta Workshop, que foram os responsáveis pelos trabalhos de efeitos especiais da trilogia O Senhor dos Anéis, King Kong, e As Crônicas de Nárnia. "Pelo fato de a criatura ser um personagem tão importante do filme, o principal que tínhamos a fazer era definir a sua personalidade", diz o vencedor do prêmio da Academia® Joe Letteri, Supervisor de Efeitos Visuais da Weta Digital. "A coisa mais importante foi que realmente queríamos que ele fosse um animal - tinha que ter uma personalidade, mas não queríamos humanizá-lo. Muito importante também foi que tivemos a idéia de Crusoé ser um monstro que Angus pudesse se identificar com ele".
"Este filme exigiu que fizéssemos coisas que as pessoas ainda não haviam visto antes no cinema", acrescenta Letteri. "O departamento de efeitos especiais teve um papel gigantesco durante as filmagens porque Crusoé teve que se adequar a muitos elementos da vida real. Tudo que fizeram com a iluminação, interação com a água, movendo coisas no set - todas essas coisas ajudaram muito a fazer parecer que Crusoé estava ali de verdade, em frente da câmera, quando a cena era rodada". A primeira etapa do processo foi desenhar o lendário monstro. Uma vez que ninguém havia visto na vida um monstro do lago, o caminho estava livre para a criação. Russell diz: "Quando sentei pela primeira vez para desenhá-lo com o Desenhista de Conceito de Crusoé, Matt Codd, pesquisamos todos os tipos possíveis de animais e criaturas. Achamos que, pelo fato de estarmos criando nossa própria versão desta lenda, queríamos ter algo único. No desenho do conceito original do monstro, usamos detalhes de cerca de meia dúzia de animais diferentes na face e no corpo de Crusoé. Se você observa atentamente o desenho do conceito original, vai ver que ele tem um olho de águia e focinho de cavalo. Existe um cachorro lá, um dinossauro - tem até mesmo uma pequena girafa porque queríamos que as platéias tivessem uma estranha sensação que as fizessem pensar: 'Eu já vi essa criatura, mas não estou certo o que é". Além disso, por causa de o filme acompanhar o crescimento de Crusoé - em questão de semanas - da infância à fase adulta, as equipes tiveram de desenhar diversas etapas do crescimento do animal. O diretor de arte da criatura, Gino Acevedo, que atua como supervisor sênior da Weta Workshop, diz que o desenho envolve vários elementos diferentes para que a platéia saiba estar vendo a mesma criatura de uma cena para outra. "Nós colocamos nele algumas marcas e colorações específicas, de forma que a criatura tivesse uma aparência coerente do começo ao fim do filme".
Ainda assim, Crusoé passa por mudanças enquanto cresce. "Jay queria que o bebê tivesse uma cor leve e depois gradualmente se tornasse mais escuro conforme fosse crescendo", observa Acevedo. "Quando vira adolescente, ele já perdeu um pouco da gordurinha de bebê e está começando a tomar sua própria forma; ele passa a ter músculos mais definidos. Quando chegamos ao Crusoé adulto, a pele dele passa por uma linda transformação de cor, indo do escuro na parte de cima ao claro embaixo da barriga". Acevedo continua: "Quando tentávamos descobrir o tamanho que teria Crusoé, a Weta Digital fez um modelo de Angus e colocou nas costas de Crusoé - assim nós pudemos testar, medindo Crusoé até encontrarmos um tamanho confortável para ambos". Acevedo e a equipe da Weta partiram dali, refinando e aprimorando o desenho de acordo com as instruções de Russell. Acrescentando características de foca e de um réptil marinho da era mesozóica e algumas rugas bem finas e outros detalhes, a Weta criou uma escultura de argila - chamada maquete - da criatura final. Quando aprovada por Russell, a Weta fez cópias sólidas de uretano do Crusoé definitivo, que foram utilizadas na criação de esboços pintados para Crusoé. Para isso, Acevedo novamente recorreu à inspiração do mundo real para a mágica criatura. "Nós levamos em consideração o ambiente em que Crusoé vive quando estávamos desenhando a cor para ele", diz Acevedo. "A água na Escócia é bem escura e existe muita água marinha por toda parte. Crusoé é um monstro mágico que tem vivido por centenas e centenas de anos. Ele teria que ter a capacidade de se esconder muito bem, caso contrário, teria sido capturado e levado para o parque aquático de Sea World!" A partir daí, Acevedo começou a desenhar um esboço colorido com padrões variados. "Ao mesmo tempo, por Crusoé não ser uma criatura real, ousamos um pouco criando algo um pouco mais interessante", finaliza Acevedo.
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Fonte: Columbia Pictures |