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Este foi o cartão de Natal enviado pela juíza Marilena Soares a João Guilherme Estrella em dezembro de 1996. Ele, que na adolescência tinha sido o típico garoto da zona sul carioca, na idade adulta havia se transformado no maior vendedor de drogas do Rio. Preso em 1995 e aguardando julgamento, João já havia percorrido, e ainda percorreria, um longo caminho para, finalmente, entender o que realmente continham aquelas palavras É a trajetória deste João, que poderia ser a de muitos outros jovens no mundo, que conta Meu Nome não É Johnny. Inspirado no livro homônimo do jornalista Guilherme Fiúza, o longa-metragem é dirigido por Mauro Lima e produzido pela Atitude Produções. A produção é de Mariza Leão, que também assina o roteiro com o diretor
Preso, em vez das animadas festas que promovia, passou a freqüentar o banco dos réus e o submundo do sistema carcerário brasileiro. João foi até o inferno. Mas voltou. Sua história é extraordinária e expõe as ilusões, os impasses e a dor da perda de limites em busca do prazer a qualquer preço. Sua trajetória, expressa a maravilhosa capacidade humana de superação e transformação. Hoje João prepara o lançamento de seu primeiro disco solo como cantor e compositor, além de trabalhar como produtor musical de artistas como Ivo Meireles, Funk na Lata, dentre outros. Na ficção, João é vivido pelo ator Selton Mello, que divide a cena com um elenco formado por nomes como Cleo Pires, Julia Lemmertz, Cássia Kiss, Rafaela Mandeli, Eva Todor, André di Biasi, Giulio Lopes, entre outros. Meu Nome Não É Johnny tem fotografia Uli Burtin, direção de arte de Cláudio Amaral Peixoto e figurinos de Reka Koves. A coordenação da trilha sonora Filmagens Meu Nome Não é Johnny foi rodado em 55 locações diferentes, contou com 1500 figurantes e tem orçamento geral de R$ 6milhões. A maior parte do tempo, nunca passávamos mais de um dia em uma locação. O João nunca fica no mesmo lugar. Ele só pára quando vai preso. Esta movimentação no cinema costuma ser sempre caríssima. Mas conseguimos aproveitar a verba da melhor maneira possível. Tenho muito orgulho da equação econômica do filme, declara a produtora Mariza Leão. Além de cenas de época passadas nos mais variados cenários do Rio de Janeiro, já que o filme reproduz o cenário da capital carioca nos anos 60, 70, 80 e 90, a produção ainda encarou o desafio de rodar em locações no exterior, fato raro no cinema nacional. Para começar, filmar os anos mais recentes é tão difícil quanto filmar o século passado. O mundo mudou muito em tão pouco tempo. As filmagens no exterior, em Barcelona e Veneza, também exigiram planejamento extra. A Europa é caríssima. Não houve co-produção. Contratei uma produtora em Barcelona, que organizou também a produção na Itália. Montamos uma equipe brasileira muito reduzida que iria para lá e que se juntou às equipes locais, conta a produtora.
As filmagens em Veneza tiveram até um episódio engraçado. Veja só. Depois de um dia inteiro de filmagem, com todas as dificuldades de logística que a cidade tem, o câmera diz: Temos de fazer de novo. Entrou um pêlo na lente. Imagine!, relembra Mariza. Mas foi a decisão certa. Imagine tudo ser estragado por causa de um pelo que entrou na câmera em Veneza. Um luxo. Mas no final, deu tudo certo, brinca. Produção Mariza Leão Antes de mais um trabalho, Meu Nome Não É Johnny sempre foi um projeto pessoal e especial para a produtora Mariza Leão. Com vasta experiência em produção de cinema, Mariza viu na história de João Guilherme Estrella a possibilidade de também contar a história de muitos jovens e famílias do Brasil e do mundo. Mais que produtora, Mariza é roteirista e idealizadora do projeto. Seu caminho até o longa-metragem foi traçado com projetos de sucesso de público e crítica. Como o projeto de Meu Nome Não É Johnny nasceu? A partir daí, era preciso encontrar o autor do livro. Como foi o primeiro contato com o Guilherme Fiúza? E como foi que Guilherme se rendeu à sua proposta?
E como foi a contribuição dele para o filme, pois já de primeira fica claro que ele não é um mero diretor contratado?
Como nasce um roteiro
O Elenco Sobre a formação eclética do casting de Meu Nome Não É Johnny, a produtora Mariza Leão, é quem melhor o define: Tivemos a preocupação de contar com nomes experientes, como Selton Mello, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, André di Biasi, Cleo Pires e Eva Todor, para o elenco do filme. Mas, antes de famosos, estes são atores capazes de dar para o filme o melhor de si, sem deixar que a fama se sobreponha ao personagem que cada um deles vivia. Para completar, atores não tão conhecidos do grande público, mas tão talentosos quanto, foram cruciais para o projeto. Orã Figueiredo, Luis Miranda, Giulio Lopes, Rafaela Mandelli, Gillray Coutinho e Kiko Mascarenhas não podiam faltar neste projeto. Estamos todos muito satisfeitos com nosso elenco. Com co-produção da Sony Pictures Home Entertainment, Globo Filmes, Teleimage e Apema, o filme tem orçamento geral de R$ 5,5 milhões e foi rodado no Rio, em Barcelona (Espanha) e Veneza (Itália).
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Fonte: Downtown Filmes |