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Após passar por um transplante de córneas pondo fim a duas décadas de cegueira, a bem-sucedida violinista Sydney Wells precisa se readaptar à visão e entender o que começa a ver. Contando com o apoio de sua irmã mais velha, Helen, e do neuropsicólogo Paul Faulkner, o mundo de Sydney passa lentamente a entrar novamente em foco. Mas sua alegria dura pouco. Imagens inexplicavelmente assustadoras começam a assombrá-la. Seriam elas um resultado temporário da cirurgia? Seriam causadas pela mente de Sydney reacostumando-se à visão? Seriam produtos de sua imaginação? Ou seriam algo terrivelmente pior que isso? Com a família e os amigos duvidando da sanidade de Sydney, ela percebe que seus novos olhos abriram as portas para um mundo apavorador que apenas ela enxerga.
SOBRE A PRODUÇÃO A trajetória de 'O Olho do Mal' teve início quando a C/W Productions comprou os direitos para uma versão americana do filme asiático 'The Eye', 2002, escrito por Jo Jo Yuet-chun Hui, Oxide Pang e Danny Pang. A partir daí, um novo roteiro foi criado, com o produtor Don Granger ('Pergunte ao Pó') trabalhando lado a lado com o roteirista Sebastian Gutierrez ('Na Companhia do Medo'). Granger resume bem a tarefa que encarou: “Há uma linha tênue quando se reinterpreta um filme que já obteve sucesso internacional. É um desafio constante aprimorar a fonte original e manter a integridade da história.” Apesar de trazer elementos sobrenaturais, o enredo de 'O Olho do Mal' é focado em um fenômeno científico verdadeiro conhecido como memória celular. Como explica o produtor executivo Darren Miller ('Suspeito Zero), “Pessoas que passam por transplantes de órgãos podem herdar comportamentos do indivíduo de quem receberam o órgão.”
A produtora Paula Wagner ('Missão: Impossível') acrescenta: “Alguém pode receber o órgão de um fumante e, conseqüentemente, sentir um desejo estranho de fumar. Ou pode se ver estranhamente atraído por esportes, descobrindo depois que o doador era um fanático por esportes. É claro que 'O Olho do Mal' é uma ficção, mas o filme explora um fenômeno real, só que de forma sobrenatural.” Na busca de um diretor para o projeto, os produtores abordaram a dupla francesa David Moreau e Xavier Palud, aclamados internacionalmente por 'Ils', thriller que escreveram e dirigiram sobre um jovem casal aterrorizado por forças ocultas na zona rural francesa. Dos muitos projetos de terror oferecidos a Moreau e Palud, 'O Olho do Mal' foi o predileto deles. “Gostamos do fato de poder trabalhar no que não é tão obviamente sobrenatural”, explica Moreau. “Tivemos a grande oportunidade de brincar com a mente do público, mostrar coisas que as pessoas não saberiam dizer se eram reais.” Os diretores estavam decididos a manter uma visão ambígua da sanidade de Sydney. A personagem convence-se de que as visões aterrorizantes que tem após a cirurgia são reais, mas seu médico e sua irmã não podem deixar de concluir que na verdade ela está passando por um surto psicológico. Segundo a atriz escalada para viver Sydney, Jessica Alba ('Maldita Sorte'), “Essa história assusta de uma forma diferente porque o público nunca tem certeza se minha personagem está realmente vendo coisas ou se está apenas enlouquecendo. Isso permite que as pessoas se coloquem no lugar de Sydney.”
Para encarar a difícil tarefa de convencer as pessoas de que a protagonista é, além de uma talentosa violinista, deficiente visual, Alba começou a se preparar para o papel quatro meses antes do início das filmagens. O roteiro trazia uma série de cenas em que as habilidades de Sydney no violino eram mostradas, e os diretores estavam determinados a exibir Jessica realmente tocando o instrumento, e não apenas imitando performances musicais. “Comecei a ter aulas de violino enquanto ainda gravava 'Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado'”, conta Alba. “Fiquei meses treinando só para aprender a segurar o arco e o violino apropriadamente e isso foi apenas metade da batalha. Toco peças clássicas complicadas no filme, então precisei mesmo aprender as notas.” Retratar uma mulher cega foi igualmente desafiador. Alba morou um tempo em uma instituição para deficientes visuais no Novo México e recebeu treinamento do instrutor de orientação e mobilidade e diretor executivo da instituição Greg Trapp. Ele explica: “Jessica encarou o programa como qualquer outra pessoa que perde a visão faria. Os funcionários a ajudaram a ganhar confiança para interpretar uma pessoa cega convincentemente.” Impressionados com o roteiro e com a personagem de Sydney Wells, Trapp e sua equipe colaboraram com muitos detalhes relacionados à cegueira da protagonista, providenciando também elementos de cena, como uma impressora em braile e um dispositivo para anotações, geralmente encontrados em casas de deficientes visuais. “O que gostamos em Sydney é que ela é uma pessoa competente, capaz e articulada – alguém de todas as formas normal, que por acaso é cega”, revela Trapp. Alba também buscou inspiração em uma jovem artista do meio musical, cega desde a infância. “Passamos um tempo juntas e eu pude ver como ela interage com as pessoas, anda pela rua, descobre onde está e se movimenta com tanta facilidade.” A experiência corrigiu muitas idéias erradas que a atriz tinha sobre a cegueira. “Muita gente, e eu me incluo nisso, não sabe o que realmente é ser cego. Eu tinha impressão de como devia ser, mas essa mulher mudou o que eu pensava. Ela convive com pessoas que enxergam, compete com elas por empregos e vence.”
Para o papel do médico Paul Faulkner, neuropsicólogo que ajuda Sydney em sua transição para o mundo que começa a enxergar, os produtores abordaram Alessandro Nivola ('Gol II). “Dr. Faulkner se envolve bastante com o caso porque a situação de Sydney é rara”, diz Nivola. “Ele é muito voltado para a ciência, completamente cético em relação a qualquer tipo de realidade sobrenatural, e por isso realmente acha que ela está enfrentando um fenômeno psicológico.” Assim como Alba, Nivola passou semanas pesquisando o personagem, se interando com a neuropsicologia. “O período de pesquisa de um filme sempre foi a parte mais empolgante do processo para mim”, admite o ator. “Enxergo a chance de retratar pessoas com conhecimentos especiais de certos campos que eu desconheço como uma oportunidade de aprender algo ou ter uma experiência que de outra forma eu não teria.” Além do dr. Faulkner, outra pessoa que ajuda Sydney é sua irmã, Helen, interpretada por Parker Posey ('Superman - O Retorno). Helen sente-se responsável pelo acidente de infância que tirou a visão de Sydney e se envolve profundamente na cirurgia e recuperação da irmã. “Há algo triste em relação à Helen”, diz Parker Posey. “Ela viveu constantemente com uma culpa. Helen sempre quis mudar o destino de sua irmã e, quando ela finalmente consegue, as coisas pioram e sua culpa fica maior ainda.” Parker ficou impressionada com Moreau e Palud no set. “Eles têm paixão e empolgação. Muitos diretores americanos são um pouco comedidos, mas Xavier e David têm idéias incríveis e conseguem o que querem. Eu realmente os respeito.” Apesar de 'O Olho do Mal' passar-se em Los Angeles e México, a fim de maximizar tempo e recursos, a produção teve início em Albuquerque, Novo México.
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Fonte: Warner Bros. |