Após um terrível acidente aéreo, Claire Summers (Anne Hathaway), uma jovem terapeuta, é designada por seu mentor (Andre Braugher) para dar orientação psicológica aos cinco 'Passageiros' sobreviventes. As dificuldades de Claire em assumir tal tarefa se tornam ainda mais complexas quando ela é confrontada por Eric (Patrick Wilson), um passageiro que recusa sua ajuda e, em vez disso, usa o acidente como desculpa para infringir as regras e cortejá-la, abertamente. À medida que Claire se esforça para manter uma distância profissional de

Eric, seus outros pacientes lutam contras as dificuldades pelas lembranças do acidente, contrárias às explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea. Depois que vêm à tona as recordações de uma
possível explosão em pleno ar, os 'Passageiros' começam a desaparecer misteriosamente e Claire desconfia que a empresa aérea esteja por trás disso. Decidida a revelar a verdade, Claire é profundamente envolvida
numa conspiração – e num relacionamento com Eric – o que, em breve, irá culminar num desfecho explosivo do destino.


SOBRE A PRODUÇÃO

“É tudo sobre negação e a verdade sangrando através dessa negação”, conta Ronnie Christensen. “Independente do cenário em que você viva sua vida, não importa o quão ruim ele se torne, a verdade
sempre sangra e vem à tona”. Para Christensen, a verdade que inspirou 'Passageiros' foi o medo de ser pai, quando se aproximou o nascimento de seu primeiro filho. Aquele medo do momento que muda sua vida para sempre foi traduzido num acidente de avião, aquela “situação mais assustadora de todas”, através da qual emerge um amor que provê testemunho à verdade.

“Fiquei realmente assustado quando estava perto de ter meu primeiro filho”, conta Christensen. “Durante o
processo da escrita de 'Passageiros' eu arranjei essa história de amor, esse amor que transcende todas as fronteiras. O amor é a única coisa que prossegue ao longo da história inteira”.

Em sua análise de 'Passageiros', a produtora Keri Selig, amiga de Christensen de longa data, vai mais longe ainda com a metáfora. “Ronnie ficou aterrorizado em se tornar pai, pois a vida, da forma como ele conhecia, poderia acabar. 'Passageiros' representa a morte e um novo começo, a vida após a morte. Quando eu li, pensei nossa, isso é inacreditável”.

Christensen já vinha trabalhando com Selig e seus parceiros Matthew Rhodes e Judd Payne, no desenvolvimento de outros projetos, e deu uma caprichada em 'Passageiros'. Os três produtores leram o
roteiro de forma independente, numa tarde de domingo, e na segunda-feira eles concordaram ser um projeto que valia a pena realizar. O que arrebatou a todos foi o final surpreendente o que, todos concordam, foi
beneficiado por lerem o roteiro sem saber de nada. “Pelo fato de não termos sido preparados”, relembra recalls Rhodes, “não fazíamos a menor idéia da imensa surpresa que nos aguardava. Foi isso que realmente nos ligou ao filme”.

O projeto foi vendido à Mandate Pictures e depois os produtores saíram em busca de um diretor. Selig acabara de ver Coisas Que Você Pode Dizer Só De Olhar Para Ela, de Rodrigo Garcia, e ficou convencido que era o cara para dirigir 'Passageiros'. “Fui a todo mundo da Mandate e disse, ‘Esse é nosso diretor’. Ele era a escolha mais óbvia, mas, para mim, ele acrescenta sua personalidade e traz algo novo; seu trabalho é extraordinário. Liguei para sua agente e implorei a ela que Rodrigo lesse o roteiro. Um mês se passou sem resposta, então, comecei a ligar todos os dias. Finalmente, segundo ela, o roteiro foi dado e ele assim que ela desligou o telefone, depois de falar comigo. E, um dia depois de ler ele disse, sim, acho que a persistência vale a pena”.

“Rodrigo tinha acabado de concluir Nine Lives – Fugindo do Passado”, acrescenta Judd Payne. “Ainda não havia sido lançado, mas nós tivemos a chance de ver o filme e as performances foram simplesmente inacreditáveis. Sabíamos que ele era uma pessoa capaz de atrair um elenco fenomenal. Então, pegamos o telefone e começamos a discutir sobre Rodrigo com os agentes de talento. Eles ficaram muito empolgados, Rodrigo é considerado um diretor de atores. A reação deles realmente nos colocou no embalo, então, lhe mandamos o roteiro”.

Garcia conta que achou a história envolvente, “mas os acontecimentos das vinte últimas páginas definitivamente me cativaram”, diz o diretor. “A história é muito forte, muito emocional e eu tenho uma preferência por histórias que envolvam protagonistas femininas, histórias para mulheres. É bem forte como uma história de amor, um thriller e uma história de conspiração; é muito bem equilibrada”.

O roteiro seguiu seu caminho de encontro à Anne Hathaway, que assinou para interpretar Claire. Filha da atriz de teatro Kate McCauley, Hathaway pegou o vírus da interpretação ainda cedo, estudando no Barrow Group, em Nova York, quando adolescente. Hathaway “adorou a idéia de representar a garota que não estava vivendo a vida de forma completa, que estava sendo guiada pelo medo, quando as oportunidades lhe eram mostradas, assim como as formas de se libertar”.


Claire sabe que tem talento e é muito esperta, mas ela está tentando se mostrar adulta para o mundo e, ao mesmo tempo, deixando de lidar com sua vida emocional de forma adulta. Que justaposição fantástica. E o filme tem de tudo: ação, amor, crescimento pessoal. É grande e é um clássico, no entanto, dá uma sensação de ser bem pequeno, como um estudo de personagem. Achei o melhor, sob os dois aspectos”.

Hathaway também ficou encantada pela idéia de trabalhar com Garcia, depois que os dois se encontraram para discutir o roteiro. “Fiquei totalmente cativada pelo Rodrigo, desde nosso primeiro encontro”, conta Hathaway, com ternura. “Tivemos uma conversa bem comprida sobre as questões mais significativas, a vida e morte, o romance, a integridade, como você vive sua vida. Sou uma pessoa razoavelmente tímida quando encontro alguém pela primeira vez. Então, ser capaz de conversar tão abertamente com alguém foi muito empolgante para mim, pois pensei, bem, se eu estou só sentada aqui, do outro lado da mesa, e consigo falar com ele sobre todas essas coisas, a respeito de mim mesma, vou me sentir bem à vontade em viver o personagem que vai passar por todos esses lugares, sobre os quais estamos falando. Ele é um homem inacreditavelmente amável, engraçado, terno e adorável. Quero fazer todos os meus filmes com ele”.

Quando Hathaway concordou em ingressar no projeto, a equipe de produção vibrou. “Annie tem um carisma incrível”, elogia a produtora Julie Lynn. “Ela tem uma inteligência que a câmera não pode deixar de captar.
Aquilo é transmitido com o talento que ela apresenta ao mostrar seu trabalho. É uma parte essencial de seu ser e isso funciona muito bem com Claire”.

Com Garcia a bordo e agora Hathaway, o projeto explodiu. “No dia seguinte, nós acordamos e as ligações começaram a vir, sem parar”, exclama Matthew Rhodes. “Fomos levados à pré-produção com tanta rapidez, que pelas duas primeiras semanas, ainda estávamos organizando nossas agendas. Enquanto isso, nós tínhamos vinte pessoas construindo um avião”.

Hathaway disse sim em novembro de 2006 e, em janeiro de 2007, o filme já estava sendo rodado. “O ponto crucial foi termos uma janela bem pequena, pois Anne tinha seu próximo filme”, conta Rhodes. “Então, foram
todas as mãos na massa. Mas Rodrigo é um profissional tão consumado que passou a maior parte do tempo entendendo os personagens na história, até saber exatamente o que ele queria. Isso fez com que tudo se
tornasse muito mais fácil”.

Com tão pouco tempo antes do início da fotografia principal, os produtores fizeram uma lista dos atores desejados para os papéis adicionais do elenco, depois saíram à sua procura, contando com alguma ajuda do diretor. “Tivermos sorte por estarmos com Rodrigo”, conta a produtora Keri Selig, “‘porque ele simplesmente pegava o telefone e dizia ‘Eu gostaria de fazer esse trabalho com você’. Ele foi tão acessível que nós
conseguimos todos que queríamos”.

“Todos” incluíam Patrick Wilson, Dianne Wiest, Clea DuVall, David Morse e Andre Braugher. A produtora Julie Lynn diz, radiante, que “Wilson é um ator inacreditavelmente versátil”, um “aventureiro” que traz um imenso
senso de diversão ao personagem”. Morse é “impressionante”, “uma revelação” cuja profundidade “você não pode, de fato, apreciar, até vê-lo trabalhar. É como se ele absorvesse a conduta e o objetivo de qualquer personagem que interpreta e os colocassem em seu corpo, e simplesmente passasse a emaná-los, através de um lindo trabalho”. E Braugher, conclui Lynn, é “tão terno e inteligente que você tem vontade de passar o dia
inteiro com ele. Portanto, por que Claire não ia querer também?”


Trailers do Filme

 


Fonte: Imagem Filmes