Para um reality show de TV sobre pessoas que trabalham enquanto o resto da população dorme, a repórter Angela Vidal (Jennifer Carpenter) e seu operador de câmera, Scott (Steve Harris), são designados para cobrir o turno da noite de uma dupla de bombeiros no Corpo de Bombeiros. Após uma noite sem qualquer acontecimento, uma chamada de emergência durante a madrugada os leva a um pequeno prédio de apartamentos no centro da cidade. Policiais já estão no local em resposta aos gritos horripilantes que vêm de um apartamento no terceiro andar. Tendo se deparado com um "furo" de reportagem, Angela e Scott estão determinados a filmar tudo.

Entrando no apartamento para investigar, eles encontram uma velha senhora vestida com camisola, parada sozinha no escuro. Ela está coberta de sangue, com a respiração irregular e com um ruído estridente. Ela parece estar doente. E quando o policial se aproxima para ajudá-la, ela de repente o ataca... com seus dentes.

O grupo domina a mulher e tenta pedir ajuda para o policial machucado. Mas, quando tentam deixar o complexo, eles descobrem que as autoridades haviam isolado o prédio em quarentena. Todas as saídas estão interditadas e vigiadas por policiais fortemente armados. Os acessos ao telefone, Internet, TV e telefones celulares foram cortados e os policiais não dão nenhuma explicação sobre a causa do isolamento deles. O complexo de apartamentos e seus residentes rapidamente entram em pânico. Tentando entender o que está acontecendo, os moradores são forçados a procurarem uns aos outros para ajuda.

Então, há um outro grito vindo de cima. No saguão do prédio onde todos estão reunidos, um corpo atinge o chão, caindo do terceiro andar.

E o ataque recomeça…

Quando finalmente a quarentena é suspensa, a única evidência do que aconteceu no local é a fita gravada do camareman. Assista à fita e veja o horror que enfrentaram as pessoas que estavam em QUARENTENA.


SOBRE A PRODUÇÃO

"Quarentena (Quarantine)" é uma palavra da língua inglesa que imediatamente nos remete a outras palavras como "medo", "doença" e "isolamento". Entretanto, o filme Quarentena (Quarantine) começou sua vida em outro idioma. O produtor Sergio Agüero descobriu o premiado filme espanhol, REC durante uma viagem a Espanha em janeiro de 2007 (o filme recebeu o Goya Awards - prêmio espanhol equivalente ao Oscars® - de Melhor Edição e Melhor Atriz Novata). "Eu vi um material promocional que a produtora estava usando para fazer a pré-venda dos direitos internacionais," Agüero conta. O filme ainda não estava terminado, mas "aquele primeiro rolo fez minha espinha estremecer."

Dada a premissa do filme ser tão cativante - e aterrorizante - Agüero imediatamente viu o potencial de fazer uma versão na língua inglesa. "Enquanto eles ainda estavam finalizando REC na Espanha, eu trouxe o projeto para Roy e Doug da Vertigo Entertainment aqui nos Estados Unidos," ele diz. Roy Lee e Doug Davidson já tinham trazido versões inglesas de filmes estrangeiros para o público americano como O Chamado (The Ring), O Grito (The Grudge) e Os Infiltrados (The Departed), por isso Agüero achou que Quarentena caberia perfeitamente para a Vertigo.

Quando o produtor Lee viu o material promocional de REC pela primeira vez e leu o roteiro, ele ficou entusiasmado. "Você poderia dizer que este filme tinha alguma coisa de especial," ele diz. Logo depois do filme espanhol estar terminado, os sócios receberam uma cópia que foi exibida para a Screen Gems. Eles estavam tão entusiasmados que resolveram fazer o filme muito rapidamente. "Este filme ficou pronto mais rápido que qualquer outro filme em que eu tenha trabalhado," conta Lee. "A partir do momento em que vimos o filme original até a fotografia principal de Quarentena (Quarantine) começar foram menos de três meses."

Os irmãos John e Drew Dowdle foram chamados para fazer a adaptação do roteiro. A dupla tinha feito recentemente um thriller no estilo de documentário, The Poughkeepsie Tapes, com John também dirigindo e Drew produzindo, e os produtores acharam que eles saberiam o que seria necessário para o sucesso de Quarentena (Quarantine). Os irmãos foram chamados para apresentar sua parte no filme e eles agarraram a oportunidade.

O diretor John Dowdle diz, "Drew e eu éramos contrários a ter diretores muito grandes para este trabalho. Entretanto, percebemos que nós éramos dois e que poderíamos preparar qualquer pessoa. Trabalhamos noite e dia fazendo o que imaginávamos para pegar este trabalho."

"Achamos que era perfeito para nós", acrescenta Drew. "Tinha muitos elementos da realidade, como em nosso último filme, então trabalhamos duro para isso."

A estratégia deles valeu a pena. "Os irmãos Dowdle nos convenceram pelo seu grande entusiasmo pelo material," conta Agüero. "Eles foram capazes de articular a versão em inglês, construindo em cima do que era bom no filme espanhol e dando um toque a mais para o gosto do público americano."


Muitas refilmagens têm a vantagem de ter uma planta - o filme terminado - para trabalhar em cima dela. As pessoas que estão adaptando o projeto podem ver o que funcionou na tela e onde mudanças poderiam ser feitas para valorizar a história ou o suspense. No caso de REC, "Nós realmente adaptamos Quarentena antes de ver o filme pronto," diz John Dowdle. "Eles ainda não tinha editado o filme deles. Nós vimos seu roteiro e o trailer e fizemos a adaptação a partir daí.

"Fazer uma refilmagem é um processo interessante," prossegue John. "Em alguns momentos mais libertador e em outros mais presos criativamente. Nós estávamos bem satisfeitos com o material original - isso é muito bom - que estávamos muito entusiasmados."

"Foi bom ter uma coisa de tanta qualidade para trabalhar," acrescenta Drew. "Nós queríamos ser bem verdadeiros em relação ao original porque ele funcionou bem de muitas maneiras. Eu acho que o impulso é querer mudar as coisas e tentar fazê-las melhor, e acho que temos que resistir a este impulso em muitas áreas e não estragar o que já era realmente bom. Ficamos muito satisfeitos com o equilíbrio que encontramos entre permanecer fiel ao original e colocar nossa assinatura no filme."

O produtor Lee acrescenta, "Nós realmente demos a eles muita liberdade para trabalhar no novo roteiro, mas eles seguiram o original porque era muito eficiente e eles não queriam reinventá-lo totalmente."
Os cineastas fizeram algumas mudanças para realçar os elementos realísticos do novo projeto. "O filme espanhol era um pouco mais sobrenatural," Agüero explica. Os irmãos Dowdles queriam basear a premissa com um pouco mais de realismo - o que deixa tudo mais temeroso. "Para Quarentena," fala Agüero, "os cineastas também despertaram a paranóia causada pelo fato de que o governo, a quem a gente espera que venha em nossa salvação, aqui é um inimigo silencioso, mantendo-nos no escuro e não explicando o motivo."

"Nós fomos muito cuidadosos para ter certeza de que nada que acontece neste filme estivesse fora de uma real possibilidade," John Dowdle acrescenta. "A natureza 'enrraizado-na-realidade' do filme o diferencia de muitos outros filmes de horror."

Finalmente, os cineastas "ficaram muito felizes com o equilíbrio que encontramos entre nos mantermos fiéis à história original e realmente colocarmos nossa assinatura no filme," fala Drew Dowdle.

Porque a premissa central do filme declara "encontrado" um material de uma câmera de vídeo usada para gravar a ação no prédio de apartamentos, o filme acontece quase em tempo real. As cenas são dentro e fora dos apartamentos e em cima e embaixo da escada central e podem durar vários minutos até a tela ficar preta ou entrar na próxima cena. As transições de cena para cena são amplamente feitas com cortes escondidos.

"Estamos vendo tudo através do ponto de vista da câmera," explica o diretor Dowdle. "Existe algo aterrorizante num filme quando você não pode ver ao redor da porta, você não pode ver o que está do outro lado da parede. Quando você está confinado a somente o que é visto pela câmera, você sente como se estivesse num espaço real."

"Nós amamos brincar com as imperfeições da luz e dos quadros" acrescenta Drew, "não vendo tudo que você quer ver e não ouvindo tudo que queria escutar. Esta natureza imperfeita faz com que tudo pareça muito real. E na cultura atual do YouTube, todo mundo costuma ver tudo que está gravado. Ver tudo da perspectiva de uma câmera faz muito sentido para o público."

Os cineastas também optaram por filmar na ordem de seqüência do roteiro, uma idéia sempre abandonada pela cinematografia moderna por causa das locações, elenco e restrições do tempo. "Filmamos Quarentena no modo linear," conta Lee. "A primeira cena que filmamos é a primeira cena do roteiro, e a última foi a última cena do filme. Isso criou uma tensão enquanto a gente filmava."

Além de manter a tensão real e a ação intensificada, John Dowdle encontrou um benefício emocional de filmar na ordem. "Quando um personagem morria, o ator estava liberado" ele diz. "Havia uma certa finalidade para a morte deles na tela, porque quando morriam, nós realmente os perdíamos."

Os cineastas também acharam que filmar na ordem lhes deu mais liberdade para experimentar no set sem as conseqüências adversas. "Nossas experiências freqüentemente mudariam a aparência dos atores ou a realidade da situação em que estavam," fala John. "Se nós filmássemos fora da ordem, tudo teria que ser decidido antes da hora ao invés de ser resolvido no momento. Drew e eu sentimos muito fortemente que precisávamos honrar o momento no instante em que filmávamos. Você simplesmente não pode fazer isso se você se prender."

Trailers do Filme

 


Fonte: Sony Pictures