A aventura de ação da Columbia Pictures 'Quebrando a Banca' (21) é inspirada na história verídica de alguns dos jovens mais brilhantes dos EUA – e de como eles ganharam milhões em Vegas.

Ben Campbell (Jim Sturgess) é um aluno tímido e superdotado do MIT que – precisando pagar seus estudos na faculdade – encontra a solução nas cartas. Ele é recrutado para unir-se ao grupo de alunos mais geniais da faculdade que rumam para Vegas todos os finais de semana munidos de identidades falsas e do know-how para virar as chances de ganhar no jogo a seu favor. Liderados pelo professor de matemática heterodoxo e gênio da estatística Micky Rosa (Kevin Spacey), eles conseguem criar um código infalível. Contando cartas e empregando um complexo sistema de sinais, o grupo consegue quebrar a banca de vários cassinos. Seduzido pelo dinheiro, pelo estilo de vida de Vegas e por Jill Taylor (Kate Bosworth), uma colega de grupo inteligente e sexy, Ben começa a extrapolar os seus próprios limites. Embora contar cartas não seja ilegal, os riscos são altos e o desafio se torna não apenas manter a contagem numérica correta, mas também se manter um passo à frente do supervisor de segurança dos cassinos: Cole Williams (Laurence Fishburne).

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SOBRE A PRODUÇÃO

““Quem não gostaria de viajar a Las Vegas e quebrar a banca, não por conta da sorte, mas pela própria inteligência?”, questiona Kevin Spacey, descrevendo o apelo da história por trás de 'Quebrando a Banca' (21). Spacey afirma que, embora pareça a realização de uma fantasia, o filme é, de fato, inspirado em um grupo real de alunos do MIT nos anos 90. “Eu adorei a justaposição das vidas que esses jovens levavam em Boston – onde eram gênios dedicados aos estudos – com as vidas que criaram para si em Vegas, onde podiam se tornar tudo o que quisessem ser.”

“Você pode ser quem você quiser em Vegas”, afirma Robert Luketic, o diretor do filme. “Esses gênios do MIT se tornam ‘rock stars’. Eles conquistam as chaves da cidade e obtêm acesso a coisas com as quais a maioria de nós apenas sonha.”

Há muito tempo, o sócio de produção de Spacey, Dana Brunetti, havia ouvido histórias sobre os gurus da matemática do MIT que tinham empregado sua habilidade como meio para atingir um fim muito específico: eles haviam bolado um método para ganhar da banca no blackjack e faturar milhões nos cassinos de Vegas. “Desde que eu comecei a jogar blackjack, eu fiquei fascinado pelo fato de ser possível ganhar no jogo”, afirma Brunetti. “Então, por coincidência, um amigo meu estava jantando com um cara que já tinha integrado uma equipe de contadores de cartas. Na hora, eu achei que seria uma ótima idéia para um filme.” Brunetti sabia que a história interessaria a Spacey, “mas aquilo não deu em nada até Ben Mezrich escrever sua matéria para a revista Wired.”

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O artigo de Mezrich foi publicado na edição de setembro de 2002 da revista Wired. Em sua crônica sobre os jovens gênios do MIT que haviam quebrado a banca de Vegas, a matéria de Mezrich possuía de tudo: ação de alto risco, fugas por um triz da equipe de seguranças de Vegas e os altos e baixos do estilo de vida glamouroso de Vegas. Seu artigo era uma história verídica com todos os elementos de um thriller de Hollywood. Imediatamente impressionado com as possibilidades, Brunetti contatou Mezrich, mas a primeira impressão do autor foi a de que um dos alunos estava lhe pregando uma peça (algo que não seria totalmente despropositado para um aluno do MIT).

“O cara me ligou e disse, ‘Oi, sou Dana Brunetti e Kevin Spacey quer falar com você’. Ah, mas é claro. Eu anotei o número do telefone e disse que retornaria a ligação. Daí, eu procurei ‘Dana Brunetti’ no Google – e ele realmente trabalha com Kevin Spacey!” Pouco tempo depois, Brunetti e Spacey haviam adquirido os direitos do seu artigo.

Coincidentemente, Luketic também tinha lido a história da Wired e achou que ela se prestaria a um grande filme. “Eu tinha acabado de voltar da turnê promocional de Legalmente Loira (Legally Blonde) na Europa e estava à procura do meu próximo projeto. Eu tinha lido na revista Wired sobre um grupo de alunos brilhantes do MIT que tinham quebrado a banca em Vegas – mas quando liguei para o autor, descobri que Kevin Spacey já tinha adquirido os direitos do projeto. Anos se passaram, até que o roteiro caiu sobre a minha mesa, e o tudo voltou para mim. Acho que era para ser.”

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O produtor Michael De Luca explica que o livro explora o sonho de todo mundo de quebrar a banca em Vegas. “Eu sempre fui fã de blackjack”, afirma ele, “então depois que eu li o livro, tentei aprender o método da contagem de cartas explicitado no livro. É difícil para qualquer um que não seja um gênio em matemática, mas é irresistível. As poucas vezes em que você acerta na contagem e ganha uma bolada em uma mão do jogo, você se sente ótimo.”

Quando o livro de Mezrich chegou às prateleiras da livrarias, ele se tornou um fenômeno e permaneceu na lista do mais vendidos por 59 semanas, com uma vendagem de 1,5 milhão de cópias. Traduzido em 12 idiomas, ele continua vendendo muito.

Em sua adaptação do livro de não-ficção de Mezrich para as telas, os cineastas fizeram algumas alterações na história, mas ressaltam que as licenças dramáticas que tomaram não alteram aquilo que tornou o livro tão popular. “Nosso filme é divertido – não queríamos fazer um documentário dramático”, observa Dana Brunetti. “Introduzimos algumas alterações na história verídica para transformá-la em um filme de entretenimento. Nosso filme é passado nos dias atuais e acrescentamos um elemento romântico. Mas nós mantivemos intocado o cerne da história que a torna tão emocionante: a ação tensa, os altos riscos, o uso das identidades falsas e a coragem de chegar ao topo no mundo frenético de Vegas, derrotando o sistema e faturando milhões. Essa é a essência do livro e também a do filme.”

Tanto o livro quanto o filme são inspirados nas experiências de Jeff Ma, um aluno do MIT em meados da década de 90, quando foi recrutado para entrar para a equipe de blackjack. Embora Ma e seus colegas fossem alguns dos jovens mais superdotados dos EUA, o sucesso da equipe dependia de uma outra coisa. “Acho que o verdadeiro motivo de eu ter sido recrutado para a equipe foi por terem achado que eu me sairia bem, não só pela minha inteligência, mas por conta do meu comportamento e da minha habilidade de entrar nos cassinos e ser capaz de me passar por outra pessoa”, explica ele.

Ma visitou o set inúmeras vezes, tanto em Vegas quanto em Boston, e fez até mesmo uma participação especial no filme, como um dos dealers de blackjack. “Esta é uma história que todos gostariam que acontecesse com eles”, afirma Ma. “Todo mundo gostaria de quebrar a banca em Vegas e levar aquele estilo de vida.”

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No período em que integrou a equipe do MIT, Ma era o “grande apostador”; quando seus colegas de equipe, os chamados “olheiros”, identificavam uma mesa com um baralho “quente”, Ma se juntava ao jogo daquela mesa, apostando alto e contando com todas as probabilidades a seu favor. Ma explica que teve de superar traços naturais da sua personalidade a fim de interpretar o papel do grande apostador de maneira convincente. “Havia sempre o medo, racional ou irracional, de que nós seríamos pegos”, conta ele. “Eu sou o tipo de pessoa que não suporta ouvir gritos de ninguém. Então, quer ou não os cassinos sejam capazes de nos submeter a castigos físicos, esse medo está sempre com a gente.”

A equipe do MIT mudou a vida de Ma, não só durante o tempo em que ele integrou o grupo, mas também o seu futuro. “Acho que muita gente assalariada faz o que não gosta só para poder obter o seu sustento”, conta ele. “Graças ao blackjack, eu nunca vou precisar arranjar um emprego assim. Eu tinha dinheiro o suficiente para fazer o que eu quisesse – dar aulas de pólo aquático, e depois abrir uma empresa de produtos esportivos. Eu nunca vou precisar trabalhar em um emprego do qual eu não goste unicamente pelo dinheiro. Esse foi o maior presente que o blackjack me deu.”

Ma está proibido de jogar blackjack na maioria dos cassinos de Las Vegas – embora os cassinos permitam que ele se sente em outras mesas de jogo, mas ele não pode jogar justamente aquele no qual se sai melhor. Para Ma, aquilo de que ele sente mais falta não é blackjack, e sim ser parte da equipe. “Nós éramos um grupo de 10, 20 garotos, literalmente, pois tínhamos 21 anos, administrando um negócio de vários milhões de dólares, tentando fazê-lo dar certo e tentando ganhar outros milhões. Eu sinto falta daquele espírito de camaradagem.”

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Para dirigir o filme, os produtores convidaram Robert Luketic. O produtor Michael De Luca afirma que ele, Brunetti e Spacey ficaram interessados na visão de Luketic para o filme. “'Quebrando a Banca' (21) abrange muitos gêneros e diferentes tons”, observa ele. “É um filme de suspense com ação, comédia e elementos românticos, e é inspirado em fatos verídicos. Mesmo com toda essa diversidade, Robert conseguiu equilibrar tudo em uma visão uniforme.”

“Eu já havia dirigido várias comédias românticas e estava ansioso para fazer algo diferente”, explica Luketic. “Com tudo o que 'Quebrando a Banca' (21) tinha a oferecer – tensão, alto risco, escapadas por um triz e o sonho tornado realidade de dar o troco em Vegas, o filme me pareceu uma tremenda oportunidade.”

Segundo Kate Bosworth, que havia trabalhado anteriormente com Luketic em Um Encontro com Seu Ídolo! (Win a Date With Tad Hamilton!): “Ele teve um equilíbrio incrível de ser extremamente profissional e sério quando precisava ser, mas, no fundo, ele não passa de um garoto. Eu adoro isso! Eu acredito que as pessoas com esse tipo de personalidade costumam fazer os melhores filmes porque eles o tornam divertido.”

E ela conclui: “Robert tem um grande senso de humor. Eu sinto que eu posso arriscar qualquer coisa quando estou com o Robert, e não posso dizer isso de todo mundo.”

 

 

Fonte: Sony Pictures
Fotos: Yahoo!

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