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A Pixar sempre levou seus espectadores em aventuras totalmente originais, estreladas pelos personagens mais surpreendentes e inesquecíveis do cinema. De brinquedos que adquirem vida (Toy Story e Toy Story 2) a um grupo de monstros apavorados pela presença de uma menininha à solta em seu mundo (Monstros S.A.), incluindo também um peixinho que se perde no vasto oceano (Procurando Nemo), super-heróis que levam uma vida suburbana de classe média (Os Incríveis) e um carro de corridas famoso, cuja vida toma um atalho inesperado na Rota 66 (Carros), o estúdio de animação de última geração vem sistematicamente apresentando histórias únicas cheias de emoção e inovações visuais.
Agora, com 'Ratatouille', essa tradição narrativa dá um novo grande salto, desta vez, numa versão hilária e inédita da clássica comédia pastelão. À medida que o filme segue o périplo de um jovem rato chamado Remy para deixar para trás suas origens de comedor de lixo e se tornar um grande chef, isso o leva a um mundo onde ele se sente criativamente inspirado e, ao mesmo tempo, constantemente em perigo - uma circunstância que se presta a todos os tipos de situações caóticas e cenas hilárias. Quando parece que a única chance de Remy de chegar à cozinha de um restaurante de cinco estrelas está ameaçada, ele forja uma parceria inesperada com o desprezado garoto encarregado de tirar o lixo do restaurante, e eles articulam um plano inteligente, ainda que literalmente de arrepiar, que permitirá a esses dois excluídos realizarem grandes coisas juntos. Em meio a perigos e armadilhas, o filme também abrange temas universais: os laços de amizade e lealdade; a luta contra as expectativas familiares, a busca da própria independência; e, acima de tudo, a importância de sermos verdadeiros com aquilo que realmente somos, sobretudo se não formos exatamente aquilo que esperam de nós.
Para John Lasseter, diretor-geral de criação da Walt Disney e da Pixar Animation Studios e vencedor de dois Oscars®, "a idéia de seguir uma paixão que nos move, contra todas as probabilidades, é algo de grande importância para Brad Bird. O que fica evidente, pois ele criou um filme divertido, deslumbrante e emocionante, o que é muito importante para nós. O nível de profundidade, complexidade e humor deste filme não se compara ao de nenhum outro filme anterior da Pixar." Para Bird, 'Ratatouille' era uma oportunidade para criar um tipo de comédia pastelão ao estilo de Buster Keaton ou Max Sennett, recheada de fugas, saltos, perseguições e lançamentos à distância - mas também imbuída com o espírito de personagens obstinados enfrentando o implausível e triunfando sobre todas as adversidades que surgem em seu caminho. A combinação inédita numa mesma história original de tiradas afiadas, peripécias acrobáticas, um timing cômico cuidadosamente coreografado e temas emocionais de grande impacto foi uma novidade emocionante para Bird, que fez sua estréia na Pixar com o sucesso premiado com o Oscar®, Os Incríveis (The Incredibles), um longa-metragem de animação tão humanamente complexo e emocionante que foi incluído em várias listas dos "10 Melhores" filmes do ano, juntamente com seus "primos" em live-action, rompendo as barreiras que separavam os dois formatos.
Bird ficou especialmente empolgado com a oportunidade de criar um filme cheio de reviravoltas, suspense e momentos histericamente cômicos, da navegação nas corredeiras do notoriamente completo sistema de esgotos de Paris ao tumulto e à pressão de um restaurante servindo o jantar com a presença de um crítico gastronômico no salão. "Parte do prazer de 'Ratatouille' é simplesmente a sua imprevisibilidade", observa Bird. "Se fizemos bem o nosso trabalho, quando você acha que está indo para um lado, você vai para o outro, e vice versa, e, esperamos, que tudo seja não só engraçado, mas também comovente." O encantamento de 'Ratatouille' começa com o charme dos personagens, desenvolvidos por Bird e Jan Pinkava, os criadores da premissa do filme, e cujos personagens entraram para o panteão da Pixar com vidas interiores verdadeiramente convincentes. No centro da história, estão as diferentes relações de Remy - incluindo seu relacionamento com o pai carinhoso, mas desconcertado, que não entende o caminho escolhido pelo filho; com o fantasma do lendário chef francês idolatrado por ele, a despeito de ser de uma espécie diferente; e especialmente com Linguini, com quem ele forma uma amizade simbiôntica incomum, primeiramente baseada no seu desespero mútuo, mas que acaba se transformando em algo que realmente transforma as suas vidas. Embora os roedores tenham um longo histórico no mundo da animação, como é o caso do próprio Mickey Mouse, os ratos tendem a ser escalados no papel de vilões e raramente como heróis do cinema. Mas Remy consegue romper esse tabu encontrando modos muito astutos de evitar ser flagrado na cozinha, geralmente por uma margem mínima, enquanto cria receitas que se tornam estrondosos sucessos. Sua coragem se manifesta quando ele usa uma das qualidades mais inspiradoras dos membros da sua espécie -- a atração por um mundo perigoso maior do que eles mesmos - de maneiras surpreendentemente criativas, incluindo sua parceria com Linguini formando uma equipe imbatível na cozinha.
Para Brad Bird, as muitas barreiras que parecem se interpor entre Remy e o sucesso - da decepção de sua própria família à visita iminente do inspetor sanitário -- tornaram a narrativa muito mais divertida e emocionante. "Trabalhar com um protagonista com tantos grandes obstáculos a superar é maravilhoso para os animadores. São tantos os conflitos e os dramas que podemos explorar", observa o diretor. "Eu sempre gostei de histórias que exploram a animação de personagem até o seu limite, mas neste filme fomos ainda mais longe." E com seu ritmo cômico alucinado, suas excentricidades e sua beleza plástica, 'Ratatouille' apresenta algumas das imagens mais sofisticadas já vistas num longa-metragem de computação gráfica, extrapolando mais uma vez todos os limites técnicos do cinema de animação. Entre as muitas qualidades únicas do filme está a sua locação -- uma visão vistosa e mágica de Paris. E há ainda a comida. Não qualquer comida, mas todos os pratos deliciosos e sofisticados, apresentados artisticamente, da alta gastronomia francesa. Tudo isso leva os espectadores a um universo de prazeres visuais sublimes anteriormente inexplorados na animação digital e ajuda a criar um mundo absolutamente autêntico no qual os espectadores poderiam até acreditar que um rato podia ser um chef de cozinha. Contudo, as realizações tecnológicas do filme estão sempre a serviço de uma história mais envolvente e engraçada que celebra os desafios de nos mantermos fiéis aos nossos amigos de verdade, à família e à busca da verdadeira felicidade na vida. "Esses personagens são tão encantadores e emocionalmente convincentes", observa John Lasseter, "que o público talvez nem se dê conta de estar vendo uma nova tecnologia. A gente acaba ficando totalmente envolvido na história."
O produtor Brad Lewis acredita que Brad Bird foi o homem perfeito para encarar essa missão de extrapolar os limites da comédia de animação em nome de uma narrativa inovadora - em parte porque ele próprio, a exemplo de Remy, sempre se recusou a acreditar que qualquer coisa seja impossível. "Brad Bird é tão intenso e passional quanto Remy no filme", diverte-se Lewis. "Eu nunca vi alguém tão determinado a fazer uma história funcionar, tanto do ponto de vista criativo quanto do emocional. Ele tem uma percepção inata e sempre sabe aquilo que precisa passar por uma sintonia mais fina para que fique um pouco mais natural, um pouco mais engraçado, ou verdadeiro. E ele é genial nesse tipo de comédia." Ao final, Bird espera que o filme leve os espectadores numa jornada que os pegue constantemente desprevenidos, mas ao mesmo tempo torcendo para que Remy consiga o que parece ser impossível e salve não só a si mesmo, mas seus novos amigos do restaurante Gusteau's. E Bird resume: "Fazer os espectadores acreditarem em algo que parece essencialmente impossível é a grande magia do cinema."
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Fonte: Disney/ Renato Marafon
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